Ansiedade: O que Freud quis dizer sobre isso?

mulher-com-ansiedade

Não se sabe ao certo o porquê, mas mulheres sofrem de ansiedade mais do que homens. Para cada 1 homem afetado com algum distúrbio de ansiedade, 2 mulheres apresentarão a doença, relacionada a diversos tipos de transtornos, como o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)  e a síndrome do pânico.

O que é ansiedade?

Nas palavras de Freud, ansiedade é “algo incerto, sem objeto”. Mas o que o psicanalista mais famoso da história quis dizer com isso?

Ansiedade é o sentimento típico e constante de quem se preocupa com o futuro, ou seja, com algo que ainda não existe, vivendo mais os momentos que ainda virão do que o agora. Além disso, ela é caracterizada por uma reação desproporcional aos riscos ou eventos do dia a dia.

A ansiedade não é uma doença. Pelo contrário. Ela integra o mecanismo de defesa dos seres vivos e, como sentimento humano, é normal e inclusive benéfica para a vida social e saúde: ela estimula o indivíduo a agir e ajuda a evitar situações de perigo, por exemplo.

A definição mais aceita atualmente é do australiano Aubrey Lewis, que apresenta a ansiedade como “um estado emocional com a qualidade do medo, desagradável, dirigido para o futuro, desproporcional e com desconforto subjetivo”.

A ansiedade e o medo andam juntos. A diferença é que no medo a ameaça é visível e latente, enquanto na ansiedade, a ameaça é projetada pela imaginação, muitas vezes inexistente, consequência de uma preocupação futura.

Como parte do mecanismo de defesa, a ansiedade é fundamental para o instinto de autopreservação. O problema é quando ela se torna constante e começa a prejudicar a qualidade de vida e rotina do indivíduo: preocupações excessivas com o dia de amanhã e eventos futuros que começam a apresentar sintomas físicos reais, além de atrapalhar a vida emocional e comportamental do indivíduo.

Quando a ansiedade atinge esse extremo, tem-se um quadro clínico chamado distúrbio de ansiedade, nome usado para caracterizar doenças que causam apreensão, preocupação e medo. Um quadro mental real e sério, que exige tratamento.

Tipos de ansiedade

Você provavelmente já ouviu falar de TOC ou aracnofobia, por exemplo. Essas doenças têm relação direta com ansiedade, sendo mais uma forma de manifestação da mesma. Entre os tipos de transtornos relacionados estão:

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): essa doença é caracterizada pela presença constante de uma ansiedade desproporcional na rotina do indivíduo, que apresenta uma tensão excessiva às situações muitas vezes triviais do dia a dia.
  • Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): resultado da ansiedade gerada por pensamentos obsessivos e aliviados apenas por comportamentos compulsivos, como por exemplo: trancar a porta de casa um número elevado e específico de vezes para garantir que está fechada, TOC de simetria e TOC de limpeza, por exemplo.
  • Transtorno de estresse pós-traumático: comuns após acidentes ou eventos catastróficos, desencadeia no indivíduo sintomas de ansiedade como resposta ao trauma psíquico gerado.
  • Transtorno ou Síndrome do Pânico: crises severas de ansiedade que surgem de repente, a síndrome do pânico é uma forma de ansiedade caracterizada pelo medo de morrer constante e repentino, causando sintomas físicos e cognitivos bruscos no indivíduo.
  • Agorafobia: com sintomas semelhantes à síndrome do pânico, é responsável pelo isolamento social. A agorafobia é baseada no medo de estar em lugares abertos ou entre a multidão e apreensão pela incidência de crises de ansiedade, por temer que as pessoas não serão capazes de ajudar.
  • Fobia: acrofobia (medo de altura), afefobia (medo de ser tocado) e até mesmo a afobia (medo da falta de fobias)… existem centenas de tipos de fobias, que se caracteriza por uma forma de ansiedade severa diante uma situação ou objeto específicos.

O que causa ansiedade

Acredita-se que a doença pode ser resultado de mau funcionamento do sistema nervoso, devido a uma alteração nos neurotransmissores, principalmente a serotonina. Existe uma predisposição genética, mas as próprias experiências de vida do indivíduo podem estimular o aparecimento da doença: o ritmo da rotina e a presença de traumas, por exemplo.

Sintomas de Ansiedade

Com sintomas que variam de leve a intensos, a ansiedade pode aparecer de forma constante ou esporádica. De todo modo, seus sintomas são tão desconfortáveis que o indivíduo passa a evitar situações corriqueiras, como sair à noite, para não senti-los.

Se você tiver alguns desses sintomas, seu quadro pode ser de ansiedade:

  • Preocupações excessivas com o trabalho, família, dinheiro etc;
  • Medo exagerado, relacionado a alguma situação ou circunstância;
  • Pensamentos ou comportamentos descontrolados;
  • Fatalismo;
  • Incapacidade de relaxar após situação de tensão;
  • Irritabilidade, intolerância e apreensão constantes.

O indivíduo pode ainda apresentar outros sintomas a serem sentidos “na pele”, tais como:

  • Tensão muscular;
  • Falta de ar sem causa aparente;
  • Palpitações;
  • Fome excessiva ou vontade descontrolada de comer;
  • Diarreia;
  • Dor de estômago.

Diagnóstico da ansiedade

O diagnóstico de ansiedade é clínico: o Doutor irá avaliar o quadro sintomático e histórico do paciente. Para isso, é fundamental acompanhar atentamente o comportamento, tipo e frequência dos sintomas de forma a obter um diagnóstico preciso sobre a doença.

Tratamento da ansiedade

Baseado na terapia e uso de medicamentos, como tranquilizantes, o tratamento é altamente eficaz e garante melhora uma vez seguido corretamente. Além disso, mudanças no estilo de vida são fundamentais para contribuir com a recuperação rápida da doença.

Dicas do Bem

Contra a ansiedade, não existe segredo. Basta seguir 5 dicas do bem para ter uma vida livre de preocupações e complicações!!

  1. Aposte em uma dieta balanceada. E evite drogas e álcool.
  2. Pratique atividades físicas regularmente. O esporte contribui com a liberação de hormônios, que relaxam e causam prazer, por exemplo.
  3. Fuja do estresse. Se não for possível, adote no seu dia a dia atividades que te ajude a liberá-lo, como técnicas de relaxamento e ioga, por exemplo.
  4. Faça terapia. Vai ajudar você a lidar com os medos e se autoconhecer.
  5. Faça uso de medicamentos, se o seu Doutor houver receitado, para tratar crises.

Para saber mais, consulte um Psicólogo do Bem! E cuide da sua mente e do seu futuro, mas de forma saudável.

Posts relacionados

Deixe uma resposta