Apneia: 10 fatos curiosos

Homem roncando devido à consequências da apneia, enquanto sua mulher não consegue dormir

 

A apneia significa “suspensão da respiração”. Quando as vias aéreas ficam obstruídas, por quaisquer motivos, e o ar não chega aos pulmões, a respiração é suspensa.

Mergulhadores e nadadores têm bastante familiaridade com esse termo. Eles treinam para conseguir prender a respiração por vários minutos debaixo d’água. O problema é que nem todo mundo tem o condicionamento físico ou psicológico de um atleta, né?

Você pode fazer um teste agora mesmo! Tente prender a respiração por 1 minuto.

Não é a sensação mais confortável do mundo, certo? Mal conseguimos nos permitir ficar todo esse tempo sem ar. O corpo humano é absolutamente dependente do oxigênio para seu funcionamento. Sem ele, o organismo entra em colapso.

Agora imagine ter essas paradas respiratórias várias vezes enquanto você está dormindo!

Se seu parceiro de quarto ronca muito, ou se você acredita que seu sono está comprometido e está sempre sonolento durante o dia, leia esse artigo para entender mais sobre a apneia. Separamos 10 fatos importantes sobre o tema:

1. A apneia pode acontecer por diversos motivos

A apneia possui várias causas:

  • Durante o sono, os músculos da faringe, garganta e língua podem relaxar mais do que o esperado, colaborando com o fechamento da coluna aérea.
  • As amídalas e adenóides podem ser maiores do que o normal.
  • A pessoa pode ser obesa ou estar acima do peso, possuindo um excesso de tecido mole na garganta, o que provoca seu fechamento.
  • O próprio formato da cabeça e pescoço podem interferir na passagem do ar, se a pessoa possuir alguma desproporção no queixo, por exemplo.
  • A pessoa pode possuir obstrução nasal, por desvio septal, rinite ou pólipos nasais.

 

2. A apneia pode causar a Apneia do Sono

Quando a apneia ocorre enquanto a pessoa dorme, interrompendo o sono por um período mínimo de 10 segundos pelo menos, tem-se um quadro chamado Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, uma doença crônica que pode evoluir ao longo dos anos.

A interrupção da chegada do ar para o pulmão pode acontecer várias vezes durante uma mesma noite de sono apresentando diferentes pontos de obstrução, que precisam ser investigados para um diagnóstico adequado.

Depois de realizar uma pesquisa com milhares de pessoas na cidade de São Paulo, o Instituto do Sono da UNIFESP concluiu que 30% da população é acometida pela Síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS). Contudo, cerca de 90% convive com a doença sem receber tratamento.

 

3. O ronco pode vir seguido de intervalos de silêncio.

Como saber se seu parceiro de quarto possui a doença? Apesar de nem todo o ronco significar apnéia, o ronco é um dos principais sintomas da doença, principalmente quando os barulhos cessam, sendo seguidos por intervalos de completo silêncio.

Isso acontece devido à parada do fluxo de ar,  que faz com que a circulação sanguínea diminua e o cérebro obrigue a pessoa a despertar por um breve momento – o qual é o suficiente para retornar a respirar normalmente.

Por isso, fique ligado se o ronco vem seguido por intervalos de silêncio!

 

4. Os principais sinais da doença são o ronco e a sonolência diurna

Apesar de muitas pessoas não perceberem que apresentam esses sintomas, dentre os principais sinais da apnéia estão o ronco e sonolência diurna. Por acordar diversas vezes durante a noite, não consegue alcançar o estágio de sono profundo necessário para o descanso.

 

5. Várias pistas podem indicar se uma criança sofre com apneia do sono

Estudos apontam que 10% das crianças roncam, mas apenas cerca de 2% apresentam a doença. Para descobrir se é o caso do seu filho, existem algumas pistas que você pode seguir:

  • Ronco todas as noites;
  • Respiração difícil ou barulhenta;
  • Pausas respiratórias que podem ser seguidas por ronco alto;
  • Dormir de boca aberta, pela dificuldade de respirar pelo nariz;
  • Voz anasalada;
  • Problemas de atenção;
  • Sonolência durante o dia;
  • Cansaço;
  • Problemas de ateção;
  • Dor de cabeça pela manhã.

 

6. Além da questão anatômica, os fatores de risco também estão relacionados com os hábitos do paciente

Embora a genética e a presença de algumas doenças respiratórias ou anormalidades influenciarem no surgimento da doença, alguns hábitos também podem aumentar o risco, tais como:

  • Obesidade;
  • Álcool em excesso;
  • Tabagismo;
  • Medicamentos para dormir ou tranquilizantes.

 

7. O diagnóstico pode ser feito em casa o em uma clínica ou mesmo  hospital do sono

O diagnóstico da doença é feito por meio de um único exame chamado polissonografia. Ele consiste no monitoramento do sono por equipamentos eletrônicos e pode ser feito em um Clínica ou Hospital do Sono ou em domicílio. Somado a ele, é importante buscar ajuda médica especializada para realizar o exame clínico para analisar os pontos de origem da obstrução do ar. A especialidade médica depende do área do corpo afetada.

 

8. O tratamento da apneia do sono depende de sua causa

O objetivo do tratamento é contribuir para que a respiração adquira um ritmo regular de modo que os roncos cessem e o sono não seja interrompido. Para isso, o primeiro passo consiste em mudanças no estilo de vida, como diminuição do peso, prática de exercícios físicos, evitar o consumo de álcool e cigarro.

Para casos leves a moderados, existem aparelhos orais que podem corrigir o posicionamento da mandíbula e língua. Para casos moderados a graves, o tratamento pode consistir no uso de uma máquina ventilatória que fornece ar sob pressão para o paciente por meio de uma máscara. O equipamento é chamado CPAP (Continuous Positive Airway Pressure), pois provoca uma pressão positiva contínua nas vias aéreas. Contudo, se o problema for anatômico e nenhuma das ações anteriores for eficaz, o Doutor poderá indicar o procedimento cirúrgico.

 

9. Além dos riscos para a saúde, a apneia pode trazer problemas sociais

A apneia do sono pode atrapalhar a vida social do paciente, devido aos seus sintomas, mas esse não é o principal problema. A doença aumenta a probabilidade de o paciente desenvolver doenças graves e letais, sendo fator de risco para o surgimento de problemas como hipertensão, derrame, insuficiência e arritmia cardíacas e até mesmo diabetes e depressão.

Soma-se a tudo isso um aumento nos riscos de acidentes do trabalho devido a sonolência e cansaço que a doença provoca. Dessa forma, seu diagnóstico e tratamento adequados são fundamentais.

 

10. Alguns cuidados simples podem evitar complicações e aumentar a qualidade de vida

Mudanças simples nos hábitos podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Entre eles estão as 5 dicas do bem que podem fazer toda a diferença durante o tratamento:

  1. Manter o peso ideal;
  2. Dormir de lado e não de barriga para cima;
  3. Elevar a cabeceira da cama em cerca de 15 cm;
  4. Evitar o consumo de álcool e cigarro;
  5. Dar preferência a uma alimentação leve antes de dormir.

 

A apneia pode, seriamente, alterar a qualidade da vida do indivíduo e contribuir para o desenvolvimento de alguns transtornos, os quais, por sua vez, podem colocá-lo em situações de perigo. Entretanto, quando identificada, pode ser tratada efetivamente! Com o tratamento, a respiração volta ao seu ritmo normal, regulando os roncos e estabelecendo o sono tranquilo!

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2 Responses

  1. Tersinha

    Parabéns pela matéria!!! Muito didática e animadora aos portadores da apneia! E, aos que convivem com o portador, uma grande esperança de melhora na qualidade de vida social e familiar! Abraço

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