7 avanços da medicina que você precisa conhecer!

7 avanços da medicina que você precisa conhecer! Descubra as inovações tecnológicas mais importantes.

Inovações tecnológicas na área da saúde: conheça 7 avanços recentes da medicina que você precisa conhecer!

Você certamente já ouviu alguém afirmar: “Não tem problema se um dia eu desenvolver essa doença. Até lá, a medicina já vai estar mais avançada”. Apesar de não servir como justificativa para decisões consideradas prejudiciais à saúde, como o hábito de fumar, essa frase clássica não é infundada.

A medicina é um organismo vivo, movido por incontáveis pesquisas e experimentos científicos, tanto no que diz respeito a novas descobertas, quanto para o aprimoramento de técnicas e tratamentos. Sua história é tão remota quanto a própria sensação de dor. E sua evolução tem sido expressiva ao longo dos séculos, seja por meio da identificação de enfermidades e suas causas, desenvolvimento de vacinas e imunizações ou da descoberta de métodos para a cura de doenças.

Enquanto você lê este post, centenas de médicos de todas as especialidades e de todo o mundo dão andamento a pesquisas e estudos na área. Aqui, listamos 7 avanços da medicina noticiados no Brasil (que, inclusive, podem ter sido previstos por aquele amigo seu, que preferiu confiar na medicina ao invés de se preocupar com a doença!). Confira:

1. Medidor de glicose que dispensa sangue

O incômodo de levar a clássica agulhada no dedo para medir os níveis de glicose não vai mais ser um impedimento para quem precisa conviver com a diabetes. Recentemente, foi lançado no Brasil um novo aparelho medidor de glicose que dispensa o uso de sangue.

Trata-se de um sensor do tamanho de uma moeda de 1 real. Ele é colado na superfície da pele, na parte de trás do braço e, por meio da transmissão de ondas eletromagnéticas, é capaz de informar os níveis de glicose presentes no usuário. Para fazer a leitura da glicemia, basta aproximar o aparelho ao sensor, que capta essas ondas e apresenta os resultados na tela. Outra boa notícia é que ele pode ficar acoplado à pele por até 14 dias. A solução foi desenvolvida pela Abbott e recebe o nome de FreeStyle Libre.

2. Exame de sangue para diagnóstico de câncer

Simples e prático, o exame de sangue é um dos testes mais amplos da medicina. Por meio dele, é possível obter respostas sobre inúmeras funções do corpo e detecção de diversas doenças. Você já imaginou como seria mais fácil diagnosticar o câncer se o resultado também saisse em um exame de sangue? Essa é justamente a proposta apresentada em um estudo da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Science (PNAS).

A lógica é simples: os tumores malignos são associados ao aumento dos níveis de certas proteínas específicas presentes no sangue, algumas fosfoproteínas. No estudo, ao comparar a amostra sanguíneas de 30 pacientes com câncer de mama, os pesquisadores perceberam que, dentre as mais de 2400 fosfoproteínas comunsencontradas no sangue, 144 se mostraram especialmente elevadas. Esse fato é explicado devido à influência da fosforilação, nome dado ao processo de associação entre uma proteína e grupo fosfato, na modificação da genética das células, possibilitando a formação de tumores. Dessa forma, encontrar níveis anormais de fosfoproteínas significa detectar o câncer.

3. Gel restaurador de ossos

Você já imaginou se um gel fosse capaz de contribuir com o processo de regeneração dos ossos após fraturas de forma mais rápida e sem cicatrizes? Pesquisadores da Universidade Northwestern e da Universidade de Chicago imaginaram!

Eles criaram uma combinação entre uma proteína e um gel, além de restaurar os ossos, resulta em ossos mais resistentes. A técnica foi testada em células do esqueleto de ratos, modificadas geneticamente para produzir uma proteína que estimula o crescimento dos ossos – a BMP9, que integra o grupo conhecido como BMPs (sigla em inglês para proteínas ósseas morfogenéticas). Ela foi responsável também, segundo o estudo, por estimular o crescimento de vasos sanguíneos, melhorando a vascularização da área.

4. Terapia reverte envelhecimento “aposentando” células idosas

Nosso processo de envelhecimento passa primeiro pelas células. Os cabelos brancos e as dores na coluna são fruto de uma ordem natural e até então aparentemente irreversível: as células já não acompanham mais o ritmo de renovação exigido, e passam a se replicar em velocidade bem menor do que demanda um corpo jovem e saudável. No entanto, cientistas holandeses parecem ter encontrado uma forma de contornar esse mecanismo. Utilizando uma terapia inovadora que “aposenta” as células idosas, eles conseguiram reverter o envelhecimento de ratos em laboratório – e até dar um jeitinho em sua queda excessiva de pelos.

A chave para o efeito está na utilização de um peptídeo especializado, que, no melhor estilo “exterminador do passado” tem a tarefa de encontrar e eliminar as células mais antigas, chamadas senescentes. As células senescentes são as que perderam sua capacidade de renovação celular e, apesar de não possuírem mais metabolismo, também se recusam a morrer por completo. E essa “teimosia” é perigosa: células mais velhas são também mais permissivas ao surgimento de doenças ou desenvolvimento de tumores, por exemplo.

Há um mecanismo que determina se uma célula permanecerá em estado de senescência, e ele é estabelecido pela interação entre as proteínas celulares FOXO4 e p53. A aplicação da técnica está justamente aí: o peptídeo FOXO4 é capaz de interromper a comunicação entre as duas proteínas, fazendo com que a célula sofra apoptose – algo como um “suicídio” celular.

Para testar o método, os pesquisadores utilizaram dois tipos de ratos. Havia aqueles que naturalmente já estavam no fim de suas vidas e também os que foram geneticamente modificados para se tornar idosos. O peptídeo foi aplicado nas cobaias três vezes por semana durante dez meses, e os resultados vieram rapidamente: os ratos modificados geneticamente começaram a recuperar sua pelagem após dez dias. Três semanas depois do início dos testes, os ratos idosos corriam o dobro da distância dos seus vizinhos que não receberam o tratamento. Eles também mostraram melhora em suas funções renais, um mês após começado o experimento. Segundo a pesquisa, não foram encontrados efeitos colaterais.

O próximo passo do grupo é adaptar a técnica para o tratamento de humanos, mantendo a eficiência e a ausência de efeitos colaterais. A ideia é que ela seja uma alternativa ao tratamento do glioblastoma multiforme, um tipo de tumor do cérebro que pode ser identificado pelo peptídeo FOXO4, afirmou Peter L.J. de Keizer, um dos autores do estudo, ao site Science Daily. A pesquisa foi publicada na revista científica Cell.

5. Remédios imitam hormônio do intestino e têm novas indicações para diabete e excesso de peso

Falamos dos análogos de GLP-1, injeções subcutâneas que imitam um hormônio produzido naturalmente pelo intestino delgado. O tal do GLP-1 possui propriedades marcantes no organismo e, nos últimos anos, a indústria farmacêutica conseguiu sintetizá-lo e produzi-lo em larga escala como medicamento.

No corpo humano, a substância é fabricada quando a comida passa pela via intestinal. O hormônio envia, então, alguns avisos quando cai na corrente sanguínea: indica ao estômago que é hora de reduzir o esvaziamento uma vez que já há comida no intestino; pede para o pâncreas produzir insulina, porque a concentração de glicose na circulação está prestes a aumentar; e sinaliza ao cérebro que ele já pode elevar a sensação de saciedade e diminuir o apetite.

Pois bem, com essa gama de funções, fica fácil entender por que esses remédios têm tido bons resultados no tratamento do diabete e da obesidade. A versão para o excesso de peso foi lançada no Brasil no segundo semestre de 2016. Trata-se da liraglutida na dose de 3 mg aplicada diariamente. A mesma molécula, só que em dose máxima de 1,8 mg ao dia, foi aprovada há alguns anos no país.

Em 2016 tivemos outro avanço nesse cenário: o lançamento da dulaglutida. Ela foi liberada por aqui para atuar no tratamento do diabete tipo 2, mas com a vantagem de ser uma injeção subcutânea semanal. Apesar de bons resultados na redução do peso, ela ainda não tem aprovação para uso frente à obesidade.

6. Resultados de exames em 30 minutos

Testes que detectam dengue, HIV e gravidez, ou até mesmo exames de rotina, como o hemograma, o perfil lipídico (as taxas de colesterol) e a glicemia, prometem ficar mais práticos e rápidos daqui pra frente. Isso porque um novo dispositivo, já utilizado em ambientes hospitalares para situações de emergência, começa a desembarcar em laboratórios de checkup. O sistema Point of Care acaba de ser adotado pelo Sergio Franco Medicina Diagnóstica Unidade Ipanema, no Rio de Janeiro. Ele permite obter os resultados da coleta sanguínea em apenas 30 minutos.

As amostras são obtidas por meio de um único furo na ponta do dedo. O material é analisado na própria unidade e fornece o veredito em alguns minutos. “A novidade é indicada principalmente para pacientes com suspeita de quadros infecciosos como amidalite, dengue e faringite”, destaca o radiologista Romeu Cortês Domingues, presidente do conselho da Dasa, grupo que trouxe a invenção para o mercado brasileiro. “Isso ajudará o médico a tomar decisões em um tempo curto e iniciar o tratamento da doença o quanto antes”, estima o médico. Caso o resultado do teste rápido seja muito discrepante, o laboratório terá que refazer a análise por meio de métodos convencionais.

7. Diagnóstico de Parkinson

Uma biópsia da glândula salivar desenvolvida na Clínica Mayo e no Instituto de Pesquisa em Saúde Banner Sun, nos Estados Unidos, pode ser o caminho para diagnosticar a doença de Parkinson com precisão e rapidez. No momento, não há nenhum exame específico que flagre a condição, marcada por tremores involuntários e enrijecimento muscular. “Em autópsias, descobrimos que a proteína alfa-sinucleína estava elevada no cérebro, nos nervos e nas glândulas salivares de indivíduos com a enfermidade”, descreve o neurologista Charles Adler, que está por trás do achado. O teste consiste em uma agulhada na região logo abaixo da língua para retirada do material, que então é analisado em laboratório.

Não só essas 7 inovações da medicina, mas todas as inovações tecnológicas na área da saúde são imprescindíveis para ajudar as pessoas a cada vez mais possuírem boas condições e boa qualidade de vida. Nossa saúde é muito valiosa e impacta no nosso bem-estar (e de todos aqueles ao nosso redor) e, por isso, é tão importante cuidar dela. A inovação dentro da área de tecnologia médica é fator fundamental para aumentar a expectativa de vida!

Além disso, as pesquisas deste campo buscam também a democratização da saúde – ou seja, o intuito é permitir que mais pessoas tenham acesso à saúde de qualidade.

Para saber mais, consulte um Doutor do Bem! Encontre o mais próximo de você no www.consultadobem.com.br 😉

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