Balão intragástrico: o que é e como auxilia no emagrecimento?

Balão intragástrico: o que é e como auxilia no emagrecimento?

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o excesso de peso e a obesidade aumentaram nos últimos seis anos!

Muitas pessoas estão em busca de emagrecimento, e já sabemos o quanto é importante fazer isso com saúde, né?

Uma das maneiras desenvolvidas para auxiliar no emagrecimento é o balão intragástrico. Ele consiste na inserção de um balão de silicone no interior do estômago para ocupar um espaço no órgão. Com isso, a ideia é que a pessoa passe a comer menos e, consequentemente, perca peso.

Mas será que ele é uma opção para você?

O balão intragástrico (também chamado balão intra-bariátrico) é um tratamento endoscópico da obesidade. Trata-se de uma técnica não-cirúrgica e que não precisa de anestesia, apenas uma sedação. Ela é realizada via endoscopia para inserção do balão. Todo o procedimento tem duração de cerca de 30 minutos a uma hora e é orientado por uma microcâmera localizada na ponta do endoscópio.

Como forma de segurança, é inserida uma substância azul no balão. Dessa forma, se o balão romper, a substância azulada na urina denuncia o imprevisto. O balão é enchido dentro do estômago com soro fisiológico e, depois de cheio, ocupa de 1/3 a metade do estômago, o que reduz o apetite e, consequentemente, a fome.

Depois de um prazo de seis meses, o balão deve ser removido devido à degradação natural do seu material em decorrência da acidez estomacal.

Apesar de ser uma opção muito mais segura atualmente, ele envolve alguns riscos que precisam ser considerados. Entre eles está o risco de ele se romper. Por ser de silicone (assim como as próteses de mama), o dispositivo pode se romper e migrar para o intestino, obstruindo a região, o que exige intervenção cirúrgica imediata. O balão pode ainda perfurar a parede do estômago e gerar hemorragia. Isso sem mencionar o risco de infeccionar. Por ser um corpo estranho, o organismo pode ter diversas reações: cólicas, náuseas e vômitos, sobretudo nas duas primeiras semanas.

O que preciso saber sobre o balão intragástrico?

O balão não interfere na absorção de nutrientes. Ele apenas influencia na liberação do hormônio da fome, que passa a ser produzido em menor quantidade.

Ele também não é uma solução definitiva! Ele está mais para uma forcinha na hora de emagrecer por contribuir com a reeducação alimentar. Quando o balão, há risco de todos os quilos perdidos retornarem se a pessoa não estiver adaptada a uma nova educação alimentar. Isso porque o apetite tende a voltar como era antes do uso do balão. Por isso, após colocar o balão, é extremamente importante adotar hábitos saudáveis (lembrando que, na verdade, sempre é importante adotar hábitos saudáveis). A realidade é que nem a cirurgia de redução de estômago pode ser considerada uma intervenção definitiva se não houver uma reeducação alimentar.

Não existe idade mínima para o procedimento. No caso de crianças, no entanto, é aconselhável esperar a fase de crescimento ser concluída.

A técnica é considerada uma forma de tratamento para casos graves de obesidade, indicado para IMC (Índice de Massa Corporal) a partir de 27, segundo as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Qual é o seu IMC?

O cálculo é feito com base na sua altura e no seu peso.

Ele consiste em dividir o peso (em KG) pela sua altura (em metros) ao quadrado. Por exemplo, se o seu peso é 50 kg e a sua altura é 1,55 metros, seu IMC é de 20,83 aproximadamente, o que significa que você está no seu peso ideal.

Confira a tabela do índice de massa corporal:

Abaixo de 17 – muito abaixo do peso;
Entre 17 e 18,49 – abaixo do peso;
Entre 18,5 e 24,99 – peso normal;
Entre 24 e 29,99 – acima do peso;
Entre 30 e 34,99 – obesidade grau I;
Entre 35 e 39,99 – obesidade grau II (severa);
Acima de 40 – obesidade grau III (mórbida).

Ponto de atenção!

É importante considerar que cada vez mais pessoas buscam por procedimentos cirúrgicos para emagrecer – inclusive, pessoas que não possuem IMC de risco, possuem resultados saudáveis de exames, e não precisariam passar por esses procedimentos.

Converse com o seu médico, veja qual é o seu caso e qual é o procedimento mais adequado para você. E lembre-se de que não adianta fazer um procedimento cirúrgico sem uma reeducação alimentar e adoção de exercícios físicos!

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