Caxumba: entenda o que é e quais são os riscos

Caxumba: entenda o que é e quais são os riscos

Muito comum na infância, mas também responsável por causar surtos em adultos, a caxumba é uma infecção viral que afeta as glândulas parótidas, as glândulas mais volumosas do conjunto de glândulas salivares pares. Em outras palavras, as maiores responsáveis pela produção de saliva.

A caxumba também pode acometer as outras glândulas salivares, mas é mais comum nas parótidas. Seu vírus pode se alojar em um lado (unilateral) ou em ambos os lados (bilateral), apresentando inchaço doloroso na região.

Parótidas, em uma tradução exata, significa ao lado do ouvido. Elas recebem esse nome pois estão localizadas uma em cada lado da boca, sob os ouvidos.

O que causa Caxumba?

Causada por um vírus da família dos paramyxovirus, altamente contagioso, sua transmissão se dá de pessoa para pessoa por meio de secreções das vias aéreas, a saliva. Como o ser humano é o único hospedeiro do vírus, só é possível contraí-lo por meio de contato direto com a saliva da pessoa infectada, o que pode ocorrer no beijo, contato com talheres e copos ou em conversa muito próxima, por exemplo.

O período de incubação da caxumba, isto é, antes de os sintomas começarem a surgir após o vírus se alojar no organismo varia entre 14 e 25 dias. Contudo, uma vez infectado pela doença, a transmissão pode ocorrer entre 6 dias antes do início dos sintomas a 9 dias após – período indicado para isolamento do paciente.

Quais são os sintomas da Caxumba?

Não são todos os pacientes que costumam apresentar sintomas. Estima-se que cerca de 20 a 30% sequer notem que contraíram o vírus. Contudo, entre as pessoas que desenvolvem sintomas, quase 100% apresentam os sinais clássicos da doença, acompanhada de dor e inchaço nas glândulas parótidas, com duração de cerca de 10 dias.

Dessa forma, os sintomas costumam seguir o seguinte padrão:

No 1º dia: Febre, fadiga e desânimo.
No 2º dia: Dores no local, principalmente ao mastigar.
No 3º ou 4º dia: Inchaço na região.

Os principais sintomas são:

  • Inchaço doloroso nas glândulas salivares (uni ou bilateral)
  • Dor ao mastigar e engolir e, muitas vezes, perda de apetite
  • Febre, às vezes acompanhada de dor de cabeça
  • Fraqueza e fadiga

Como tratar a Caxumba?

Não existe tratamento para expulsar o vírus do organismo. Em geral, como a maioria das infecções virais, o organismo combate a caxumba naturalmente, recuperando-se do vírus em duas semanas sem complicações.

A chave para recuperação é o fortalecimento do sistema imunológico. Dessa forma, o repouso é a principal recomendação, uma vez que o tratamento em si serve para controle dos sintomas, como o alívio das dores e desconforto.

Para aliviar as dores:

  • Utilize analgésicos;
  • Faça compressas quentes ou frias nas regiões do inchaço;
  • Substitua alimentos que exijam mastigação por sopas;
  • Evite alimentos que estimulem a produção de saliva, como frutas ácidas;
  • Beba muitos líquidos.

Além disso, é importante manter-se em quarentena para evitar a transmissão da doença.

Quais as possíveis complicações da Caxumba?

Raras, mas potencialmente sérias, a maioria das complicações da caxumba envolve inflamação e inchaço em alguma parte do corpo: testículos, pâncreas (acompanhados de náusea a vômitos), ovários e seios, cérebro. Pode ainda causar meningite, se o vírus da caxumba infectar o sistema nervoso central ao se espalhar através da corrente sanguínea.

Além disso, a doença pode causar perda de audição e complicações no feto, caso a doença for contraída no primeiro trimestre de gestação.

A qualquer suspeita da doença, consulte um Doutor do Bem. E fique atento durante sua recuperação. Não hesite em contatar o doutor em caso de complicações como:

  • Febre a partir de 39ºC
  • Dificuldades para se alimentar
  • Confusão ou desorientação
  • Dor abdominal
  • Dor e inchaço nos testículos.

Como se prevenir contra a Caxumba?

Quem já tomou a vacina ou contraiu a doença já está imune e não corre o risco de contraí-la novamente.

A vacina está disponível em qualquer UBS (Unidade Básica de Saúde). Apenas duas doses quando crianças são suficientes para proteção para toda a vida!

Contudo, mesmo os adultos precisam se imunizar. Isso porque, com a imunização das crianças, os adultos que não tomaram a sua dose da vacina se tornaram mais vulneráveis e, consequentemente, os alvos principais da doença. Como eles não possuem um organismo tão jovem e saudável quanto o das crianças, a vacina é fundamental para combater o vírus. Tome a sua!

Calendário de vacinação
Primeira dose 12º mês
Segunda dose Entre 4 e 6 anos
Dose para adultos não imunizados Até os 49 anos

Quer ter acesso à solução completa de saúde? Acesse nosso site: www.consultadobem.com.br 😉

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1 Response

  1. Com relação à rubéola, são suspeitos todos os pacientes que apresentarem febre e exantema máculopapular (manchas vermelhas na pele), acompanhado de linfadenopatia retroauricular (nódulos na região atrás da orelha), occiptal (lateral da cabeça) e/ou cervical (pescoço), independentemente de idade e situação vacinal; ou indivíduos com febre, acompanhada de exantema ou linfadenopatia (nódulos ou inchaço) com as características mencionadas acima e que tenha história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior. Imunização A vacinação é a principal medida de prevenção do sarampo e rubéola e, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, a mesma deve obedecer aos seguintes esquemas, conforme faixa etária e histórico vacinal: – Aos 12 meses de idade: uma dose da vacina Tríplice Viral (contra Sarampo, Caxumba e Rubéola). – Aos 15 meses de idade: uma dose da vacina Tetra Viral (contra Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela) ou, na ausência dessa, uma dose da vacina Tríplice Viral + uma dose da vacina contra Varicela, simultaneamente.

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