Colite Ulcerativa: Tudo o que você precisa saber

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Sempre que uma palavra termina em “ite”, suspeite: deve se tratar de uma inflamação. E não é diferente no caso da colite ulcerativa.

A colite ulcerativa é uma doença inflamatória que acomete o intestino grosso ou cólon e/ou o reto. Como a Doença de Crohn, ela é uma DII: Doença Inflamatória Intestinal. A diferença é que ela raramente afeta o intestino delgado.

Sua principal característica é o surgimento de úlceras na região afetada, provocando diversos sintomas dentro e fora do intestino. Além disso, trata-se de uma doença intermitente: ela varia entre períodos de sintomas intensos e pausas de completa remissão.

O que causa a doença?

Você poderia imaginar que, por se tratar de uma doença do trato digestivo, suas causas possam ter relação com a alimentação ou mesmo o estresse, certo? Não completamente. Atualmente, sabe-se que a dieta pode agravar o quadro da doença, mas não é responsável por seu surgimento.

A colite ulcerativa é uma doença crônica. Sua causa ainda é desconhecida, mas há teorias que indicam uma base genética para a doença.

Acredita-se ainda que suas causas estão ligadas à ação do sistema imunológico do paciente que, devido a alterações genéticas, acabaria por combater consistentemente as próprias células do organismo ao invés de combater apenas vírus e bactérias, por exemplo. Segundo a teoria, o ataque constante do sistema imunológico contra a região do intestino causaria a inflamação.

Fatores de Risco

Baseados no histórico de pacientes com a doença, é possível afirmar que os fatores de risco relacionados a mesma são a presença de casos da doença na família e as faixas etárias mais comuns em que os primeiros sintomas surgem: entre 15 e 30 anos e 60 e 80. Além disso, a doença parece acometer mais mulheres do que homens.

Confira os principais sintomas

Com um quadro intermitente, nas fases em que a doença apresenta sintomas, eles são intensos:

  • Diarreia: podendo ser acompanhada de sangue e muco, a diarreia vem com urgência de ir ao banheiro, capaz inclusive de despertar do sono e levar o paciente a utilizar o banheiro por mais de 10 vezes ao dia;
  • Dor abdominal ou cólica;
  • Sensação de que ainda há fezes no reto, mesmo após o uso do banheiro;
  • Febre sem razão aparente;
  • Vômitos e náuseas;
  • Anemia e desidratação;
  • Fissuras anais.

Diagnóstico

O diagnóstico da colite ulcerativa não é simples. Para acertá-lo, o Doutor deverá se munir de todas as informações possíveis, o que envolve: análise do histórico do paciente e sua família, quadro sintomático, exames clínicos e laboratoriais, como a colonoscopia e a biópsia do cólon, de forma a eliminar a possibilidade de presença de outras doenças.

Como tratar a doença?

Apesar de a doença não ter cura, seus sintomas podem diminuir naturalmente. Contudo, em muitos casos, é necessário realizar um tratamento específico para controlá-la. Principalmente porque ela pode ser bastante perigosa: ela evolui continuamente, agredindo de forma destrutiva toda a área do intestino afetada até se espalhar e se tornar profunda.

O tratamento é focado no alívio dos sintomas e diminuição das lesões. Para isso, podem ser usados medicamentos, anti-inflamatórios, imunossupressores e, em casos mais avançados da doença, a cirurgia para remover a parte afetada do cólon.

Dicas do bem para conviver melhor com a doença

A colite ulcerativa pode gerar diversas complicações se não tratada, como hemorragia, perfuração do cólon e elevação no risco de câncer de cólon, entre muitas outras.

Como as causas da doença ainda não são conhecidas, não há procedimentos para sua prevenção. Mas é possível e fundamental adotar hábitos mais saudáveis para melhorar os sintomas.

Aqui vão 3 dicas para você conviver melhor com a colite ulcerativa e levar uma vida na remissão da doença:

  1. Tenha uma dieta especial: opte por comer pouco e de 5 a 6 vezes ao dia, com uma dieta preferencialmente escolhida por um Nutricionista ou Nutrólogo  do Bem, uma vez que existem diversos alimentos que devem ser evitados, como os alimentos muito condimentados, gordurosos, ricos em fibras ou mesmo lácteos.
  2. Evite o estresse: ele é capaz de provocar crises e piorar os sintomas, por isso, é fundamental evitá-lo. Uma boa forma é a prática regular de exercícios físicos ou terapia, por exemplo.
  3. Acompanhe de perto: faça exames, como a colonoscopia, anualmente para ficar atento à evolução da doença.

Para saber mais, procure um Gastro do Bem!

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2 Responses

  1. Sonia Alvim

    Fui diagnosticado com uma colite ulcerativa há 10 anos.Durante seis anos tudo correu normalmente sem me atrapalhar em nada.Faco uso de mesacol de 800 três vezes ao dia.Agora após sérios aborrecimentos quando vou defecar e fazer a higiene surgiu um pouquinho de sangue que aparece do no papelo higiênico.Nao tenho dores vômitos e a ida ao banheiro e uma só vez.no decorrer do dia e a noite tudo normal.Faco exercícios físicos todos os dias-enfim s não ser em uma única defecação e que surge um rastrinho de sangue muito claro.Sera que houve piora?

    1. Sonia, é muuuuito importante você consultar um Doutor. Não há como realizar um diagnóstico à distância e sem conhecimento dos detalhes. Um especialista da saúde poderá analisar seu caso e te orientar da melhor forma! <3

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