Dengue, chikungunya e zika: como se prevenir?

Dengue, chikungunya e zika: como se prevenir?

O Brasil terminou 2015 com um dado mais do que alarmante: um registro de 1.649.008 pessoas com suspeitas de terem contraído o vírus da dengue e 843 mortes pela doença confirmadas. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do Boletim Epidemiológico de 2015.

Com isso, o país se encontra em uma árdua missão de combater o mosquito Aedes Aegypti, popularmente conhecido como o mosquito da dengue. Atualmente, essa mesma espécie de parasita é capaz de transmitir três vírus diferentes: dengue, chikungunya e zika.

Apesar de se tratar de tipos diferentes de vírus, os sintomas que eles apresentam são muito similares, principalmente quando ainda se encontram no estágio inicial. Porém, a intensidade desses sintomas, o tempo de cura e os riscos de morte não são os mesmos. Entenda essas diferenças a seguir:

Sintomas apresentados pelos vírus da dengue, chikungunya e zika

A dengue apresenta, logo de início, um nível elevado de sintomas, como dores de cabeça, falta de ar, dor nos olhos, febre, dores musculares, além de manchas na pele e indisposição. Um dos maiores problemas é quando o individuo passa a ter a dengue hemorrágica, assemelhando-se aos sintomas comuns inicialmente, mas agravando-se a partir do quinto dia, podendo levar à morte.

O vírus chikungunya causa febre, manchas na pele, dores no corpo —- mais concentradas nas articulações dos pés e mãos. Esses sintomas não podem ser sentidos de imediato, pois o período de incubação (período que o vírus está no corpo mas não se manisfestou) leva de 10 a 12 dias, podendo durar, no mínimo, duas semanas e chegar a meses!

O zika vírus também causa febre — porém, mais baixa com relação às demais — e pode, também, causar coceiras pelo corpo, vermelhidão nos olhos, cansaço e, por fim, dores musculares e nas articulações. Seus sintomas, no entanto, não costumam durar mais do que 7 dias.

Um detalhe que deve ser ressaltado é que todos os três vírus podem ser contraídos simultaneamente, em uma mesma picada.

Doenças que podem ser apresentadas pelo zika vírus

Embora aparentemente seja a doença que apresenta os “menores dos males”, o zika vírus pode, em alguns casos levar a complicações relacionadas ao sistema imune que podem desencadear consequências graves como:

  • Microcefalia: diminuição do tamanho do cérebro.
  • LES Lúpus Eritematoso Sistêmico: é uma doença autoimune que pode afetar pele, articulações, rins e cérebro.
  • Síndrome de Guillain-Barré: doença do sistema nervoso de origem autoimune que atinge nervos periféricos causando perda da função do nervo.

Portanto, no caso de doenças que possam ser rapidamente diagnosticadas, procure um médico urgentemente para receber o tratamento imediato.

Como se proteger do Aedes Aegypti?

Infelizmente, só existe um meio de se evitar essas doenças: se protegendo das picadas do mosquito. Recomenda-se o uso de repelentes e a ingestão de vitaminas de complexo B, pois, com o tempo, elas passam a agir como um repelente natural.

Para eliminar quaisquer possibilidades de contrair as doenças, seria preciso extinguir o mosquito da dengue do planeta, combatendo, assim, sua proliferação.

Principais meios de combater a proliferação

O mosquito Aedes Aegypti vive por cerca de quarenta e cinco dias. As larvas de seus ovos se desenvolvem em águas limpas e paradas. Portanto, é de suma importância evitar o acúmulo de água.

As fontes mais comuns para o desenvolvimento das larvas, e que precisam ser verificadas e cuidadas, são:

  • Vasos de plantas: coloque areia nos pratinhos para que a água seja absorvida (principalmente os vasos que ficam expostos no tempo e necessitam menos reparo);
  • Calhas: costumam ser um grande foco. Atente-se em manter as da sua casa sempre limpa, mesmo depois de um período sem chuva;
  • Lixo: é importante evitar o acúmulo de lixos, como pneus, latas, garrafas e tudo que possa acumular água parada.

Tratamentos disponíveis atualmente

A dengue, chikungunya e zika têm praticamente o mesmo tratamento, pois não existem medicamentos específicos para esses casos. Entretanto, é recomendado que o paciente beba muita água para evitar a desidratação e procure repousar.

Alguns remédios podem ser indicados para amenizar as dores, mas é importante que nas composições dos mesmos não haja ácido acetilsalicílico, pois estes podem interferir na coagulação deixando o indivíduo propenso a ter hemorragias. Em certos casos, é necessária a internação. Portanto, em caso de suspeita, evite se automedicar. Consulte um Doutor do Bem!

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