Depressão ou tristeza: reconheça as diferenças

Depressão ou tristeza: reconheça as diferenças

A depressão é hoje uma das doenças mais prevalentes entre a população. Porém, é necessário saber qual a distinção dela para um sentimento muito comum e importante para as nossas vidas: a tristeza. Mas como diferenciar as duas?

Qual saber se é depressão ou tristeza?

Entender as sutilezas que separam uma da outra é de fundamental importância para dar o primeiro passo. Se for necessário procurar um médico, isso deve ocorrer o mais cedo possível para que o diagnóstico seja feito de maneira precoce e o tratamento seja iniciado o quanto antes.

A tristeza

Esse sentimento é muito comum e bastante útil para as nossas vidas. É normal quando nos sentimos tristes diante de um fracasso na vida profissional, na separação de alguém amado ou com a perda de um ente querido. A fase do sofrimento é necessária para que ocorra uma volta ao ritmo de vida normal. Não há um tempo determinado, mas a tristeza não dura muito.

Podemos entrar em uma tristeza profunda dependendo do episódio que acabou de acontecer. A perda de um filho, por exemplo, traz uma tristeza incalculável aos pais, principalmente para a mãe. Esse sentimento, normalmente, acontece quando há um evento que o desencadeia, isto é, tem um motivo identificável.

Pode ser que alguém que esteja triste precise de uma ajuda profissional, como a do psicólogo. É muito importante ter alguém como eles nesse momento que te ajude a lidar com esse tipo de sentimento. Quando não sabemos como fazer para dar um fim a essa tristeza, aí há um grande risco de ficarmos depressivos.

A depressão

A doença não precisa, necessariamente, de um evento para se manifestar. Ela pode muito bem aparecer sem ser convidada. Sabe aquele dia ensolarado, no qual a sua vida está ótima do ponto de vista racional, mas você não tem a menor vontade de levantar da cama ou de sair do quarto? Pois é, esses são alguns sinais de depressão. Mas só isso não basta.

Para ser depressão, o sentimento precisa interferir negativamente na vida da pessoa — o que não acontece com a tristeza, já que ela é necessária para a nossa recuperação. Por exemplo, quando um ente querido morre, é normal ficar triste e emocionalmente distante por alguns dias. Mas esse quadro muda em pouco tempo.

Porém, se a pessoa se isola cada vez mais, não indo ao trabalho, não convivendo com outras pessoas que antes convivia, deixa de comer, entre outras ocorrências não comuns, isso pode ser o início de uma depressão.

A depressão tende a causar esses tipos de situações e é necessário procurar o psiquiatra. Existem alguns sinais e sintomas que podem acompanhar a doença:

  • Insônia;
  • Perda de apetite, que pode se transformar em um distúrbio alimentar;
  • Alterações no humor sem causa aparente;
  • Delírios e alucinações;
  • Baixa autoestima;
  • Perda do interesse sexual.

Em casos mais graves, quando já se chega em um ponto extremo, o indivíduo pode tentar cometer o suicídio porque já não vê mais razão para seguir a vida adiante. É por isso que o tratamento deve começar o mais cedo possível, tanto com o uso de medicamentos prescritos pelo psiquiatra quanto com a ajuda terapêutica de um psicólogo.

O tratamento para depressão

Muitas vezes, a depressão pode aparecer graças à falta de serotonina e outros agentes neuroquímicos, o que pode ser solucionado de forma mais rápida com o uso dos remédios. Quanto mais cedo começar o tratamento, melhor o prognóstico.

O paciente depressivo também precisa de terapia e é o psiquiatra que vai decidir se ela deve ser aliada ou não ao tratamento medicamentoso — nada de automedicação. Identificar a diferença entre depressão e tristeza é essencial para a mudança de estado da pessoa.

E agora? Ficou mais claro? Se você ainda ficou com alguma dúvida e quer saber mais a respeito do tema, consulte um Psicólogo ou Psiquiatra do Bem!

Quer ter acesso à solução completa de saúde? Acesse nosso site: www.consultadobem.com.br 😉

Posts relacionados

9 Responses

    1. Oi, Melina! O comportamento suicida é um reflexo de vários distúrbios do nosso cérebro. Em momentos como estes, é importante buscar conforto em alguém que você confia. Um amigo, familiar, colega… Sabemos que é difícil, mas o primeiro passo para se cuidar é pedir ajuda! Não sinta-se culpada, não sinta-se fraca. Você é muito forte por lidar com esses picos de emoção que, muitas vezes, parecem estar fora de nosso controle. Converse com essa pessoa de confiança e ela irá te apoiar. Quando você se sentir pronta, é importante, também, ter apoio de um psicólogo. A terapia é uma delícia e você se sentirá muito bem. <3

    1. Oi, Andrea! Você já tentou conversar com alguém de confiança? Talvez um amigo próximo, ou um familiar querido – qualquer pessoa que você confie. Compartilhar seus momentos de angústia e “colocar para fora” a sua tristeza pode te ajudar muito! Além disso, não tenha medo ou vergonha em procurar um profissional da área, como um psicólogo ou psiquiatra, para te auxiliar. Eles são especialistas e vão cuidar de você com todo o carinho. <3

  1. Bruna

    Eu só queria não existir mais…algo me puxa para a cama de volta… Não tenho expectativas futuras…seria aconselhável um psicológico ou ir diretamente ao psiquiatra? Obrigada

    1. Bruna, esse pode ser um indício de depressão. É importante você consultar um profissional da saúde para iniciar um tratamento! Com o tratamento adequado, você se sentira muuuito melhor! <3 Ambos (psicólogo e psiquiatra) te ajudarão, eles podem ser complementares. Porém, você pode consultar um psicólogo primeiro e, se for necessário, ele te encaminhará para um psiquiatra!

  2. Bruna

    Não tenho ânimo, faço um enorme esforço para sair da cama é um peso estar entre pessoas….sem expectativas futuras…penso em desistir…. O ideal seria procurar um psicológo ou ir diretamente em um psiquiatra?

Deixe uma resposta