A depressão pós-parto: por que e como?

A depressão pós-parto: por que e como?

A depressão pós-parto, também chamada de DPP, pode ocorrer logo após o parto ou até um ano depois. A gravidez envolve diversas alterações hormonais e no estilo de vida, que impactam tanto no aspecto físico quanto no psicológico da mulher. E, por que não dizer, do homem também?

É um impacto muito grande para todos os envolvidos e é importante reconhecer e diagnosticar para que a mulher, ou o homem, recebam o apoio necessário e o tratamento que precisam.

Por causa, principalmente, dessas alterações, é muito comum entre as mulheres, mas também entre os homens, experimentar o sentimento de tristeza, crises de humor e até mesmo desesperança após o parto. Isso porque tanto a mãe quanto o pai necessitam de tempo para se adaptar às mudanças em sua vida e às necessidades do novo integrante da família.

Contudo, quando essas crises são muito intensas e persistem por mais de 2 semanas, os recém-papais podem estar sofrendo de depressão pós-parto.

A depressão pós-parto surge logo após o parto, trazendo tristeza profunda e crises de choro, tornando a pessoa incapaz de cuidar do bebê ou de si mesmo.

Causas da depressão pós-parto

Como qualquer outras doença, a depressão pós-parto não representa uma falha ou fraqueza de caráter, mas uma enfermidade que pode afetar tanto o homem quanto a mulher e, mais importante, ser tratada de forma eficaz. No caso desse tipo de depressão, existem vários fatores que podem impactar, tais como:

  • Fatores físicos: com o fim da gestação, o corpo da mulher passa por diversas alterações em sua pressão arterial, metabolismo e, especialmente, na produção hormonal, o que pode contribuir com alterações de humor e sensação de fadiga.
  • Fatores emocionais: o estresse, as preocupações, a ansiedade, a pressão psicológica frente aos novos desafios e a baixa autoestima, entre outros fatores, podem influenciar os aspectos psicológicos tanto do pai quanto da mãe. No caso do pai, a preocupação  com o provimento do lar, bem como a dificuldade de dar apoio emocional a mulher são fatores comuns.  

Além disso, outros problemas do dia a dia podem influenciar o humor e as perspectivas dos novos papais, que podem ir desde as dificuldades na amamentação, ou um bebê doente, até a falta de suporte familiar e problemas financeiros.

Como saber se é depressão pós-parto

A depressão pós-parto surge logo após o nascimento do bebê e apresenta sintomas característicos que costumam persistir por 2 semanas ou mais.

Sintomas na mulher:

  • Tristeza profunda;
  • Desespero constante;
  • Sentimento de culpa ou indignação;
  • Sensação de desânimo, cansaço e indisposição extremos;
  • Falta de interesse pelo bebê ou suas necessidades;
  • Baixa autoestima;
  • Sentimentos de inutilidade;
  • Ansiedade, preocupações em excesso e medo de ficar sozinha;
  • Falta de prazer e satisfação no dia a dia;
  • Perda de apetite ou vontade de comer mais do que o habitual;
  • Perda do sono ou dormir em excesso;
  • Falta de atenção.

Além disso, sintomas graves relacionados à doença estão os pensamentos suicidas e a vontade súbita de machucar o bebê. Nesses casos, é fundamental procurar um Doutor do Bem imediatamente.

Sintomas no homem:

  • Irritabilidade e  falta de paciência;
  • Postura e pensamento negativos;
  • Vontade de se isolar e dificuldade de se relacionar, inclusive com a família;
  • Tristeza;
  • Crises de choro;
  • Falta de apetite;
  • Ansiedade;
  • Dificuldade para se concentrar ou tomar decisões.

Tratamento para depressão pós-parto

Na suspeita da doença, é preciso buscar ajuda de um Psicólogo ou Psiquiatra do Bem para tratamento adequado. Outros Doutores que podem ajudar são o Ginecologista ou o Endocrinologista do Bem. Para realizar o diagnóstico, o Doutor levará em conta todo o histórico médico do paciente e seu quadro de sintomas.

A eficiência do tratamento está bastante associada à agilidade do diagnóstico. Diagnósticos precoces apresentam mais chances de recuperação rápida para que os pais possam aproveitar os primeiros meses de vida do bebê.

Para tratamento, os recursos naturais são os mais apropriados e indicados, uma vez que medicamentos antidepressivos passam para o leite materno, mas isso depende de cada caso. Dessa forma, pacientes com depressão leve à moderada podem não precisar de medicamentos, enquanto pacientes com uma manifestação mais grave da doença poderão manter seu uso por meses, por exemplo, para evitar recaídas. O tratamento com medicamentos antidepressivos, ou de reposição hormonal, no entanto, costumam manifestar melhora em questão de semanas.

As alternativas naturais mais recomendadas são:

  • Sessões de psicoterapia/terapia;
  • Terapia hormonal;
  • Acupuntura;
  • Massagens;
  • Exercícios físicos moderados.

Com tratamento adequado, a cura para a depressão costuma ser alcançada entre 3 a 12 semanas de tratamento.

Dicas do Bem para combater a depressão pós-parto

É possível se prevenir e combater a depressão pós-parto. Para isso, algumas dicas são fundamentais:

  1. Priorize um estilo de vida saudável para você e para o bebê. A alimentação balanceada e a prática de atividades físicas moderadas são a chave para uma vida com equilíbrio, tanto físico, quanto emocional. Evite o cigarro, o álcool e outros drogas, inclusive medicamentos sem prescrição médica.
  2. Toda ajuda é bem-vinda. Conte com o suporte de outras pessoas na medida do possível. Se preciso, contrate uma pessoa para ajudá-la.
  3. Evite a sobrecarga. Tanto o trabalho, como a preocupação em excesso podem ser prejudiciais.
  4. Reserve um tempo para você, seja durante suas atividades físicas ou numa sessão de massagem ou terapia.
  5. E, o mais importante, procure ajuda médica, especialmente se estiver preocupada com a possibilidade de desenvolver a depressão pós-parto.

Os Doutores que podem diagnosticar a depressão pós-parto são: Psicólogos, Psiquiatras, Endocrinologistas, Ginecologistas e Obstetras!

Para saber mais, consulte um Doutor do Bem! Encontre um pertinho de você no www.consultadobem.com.br ? 

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