10 mitos e verdades sobre AIDS

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Você sabe o que o Cazuza e o Charlie Sheen têm em comum?

Ambos foram diagnosticados com HIV, o vírus da AIDS.

Cazuza morreu aos 32 anos por um choque séptico causado pela AIDS, enquanto Charlie Sheen, ator consagrado pela série Two and a Half Men, descobriu ser soropositivo aos 46 anos. Em entrevista ao “Today”, o ator revelou: “Tudo começou com o que pensei ser uma série de dores de cabeça insuportáveis. Pensei que fosse um tumor no cérebro”, afirmou. “São três letras difíceis de digerir. É uma mudança na vida de qualquer pessoa.”

Assim como eles, diversos outros artistas já foram diagnosticados com o vírus. Só aqui no Brasil, a lista envolve dezenas de famosos.

A diferença entre eles, no entanto, é a época em que receberam o diagnóstico. Cazuza descobriu o vírus nos anos 80, em uma sociedade repleta de preconceitos sobre a doença, enquanto Sheen revelou a informação há pouco mais de 5 anos. Nesse meio tempo, muito já se conquistou em termos de esclarecimento e progresso da medicina. Mas ainda há muito para conquistar!

Pensando nisso, vamos esclarecer 10 afirmações sobre a doença que geram muitas dúvidas e inseguranças. Será que elas são mitos ou verdades? Acompanhe!

1 – Tenho HIV, por isso estou com AIDS.

Parcialmente verdade. HIV é o vírus responsável por provocar a AIDS. Contudo, ser diagnosticado com HIV, isto é, soropositivo, não significa desenvolver a doença. Muitas pessoas convivem anos infectadas com o vírus sem manifestar a doença. Isso porque o vírus tem a capacidade de permanecer dormente (latente) na célula.

2 – AIDS é uma sentença de morte.

Mito. Há alguns anos, descobrir ser soropositivo era como receber uma sentença de morte. Mas essa já deixou de ser a realidade há alguns anos. Com os avanços da medicina, a notícia passou de uma sentença para a consciência da existência de uma doença crônica administrável. Atualmente, é possível ser portador do vírus ou mesmo ter a doença e viver com qualidade de vida. Para isso, basta diagnosticar a doença precocemente e seguir o tratamento de forma correta, sempre com o acompanhamento próximo de um Doutor.

3 – É possível transmitir o vírus para outras pessoas antes dos primeiros sintomas da doença aparecerem.

Verdade. Mesmo em sua fase latente, é possível transmitir o vírus. Dessa forma, a pessoa pode contaminar outros sem ao menos ter consciência sobre sua condição. Por isso a importância de se prevenir sempre! Uma ação para cuidar da sua própria saúde e dos outros ao seu redor.

4 – A AIDS é uma doença autoimune que ataca o sistema de defesa.

Verdade. O sistema imunológico é a parte do organismo humano responsável por combater diariamente ataques de bactérias, vírus e outros micróbios, protegendo o corpo de doenças e garantindo seu bom funcionamento. Ele atua como uma barreira complexa, composta por milhões de células chamadas glóbulos brancos. Entre eles estão os linfócitos T CD4+, principais alvos do HIV, os responsáveis por organizar e comandar a resposta do organismo aos ataques de corpos estranhos.

Quando o vírus HIV invade o organismo humano, ele se liga à membrana da célula, onde começa a se multiplicar, destruindo justamente os linfócitos T CD4+.A falta desses linfócitos diminui a capacidade de o organismo se defender de doenças oportunistas que, em condições normais, seriam eliminadas facilmente. Aos poucos, o sistema imunológico perde a eficiência para responder aos ataques, deixando o corpo vulnerável à contração de doenças, até não conseguir mais combater desde um simples resfriado até doenças mais graves, como a tuberculose. A presença do vírus torna o tratamento ainda mais difícil, uma vez que o sistema imunológico não consegue contribuir com a recuperação.

É nesse momento que se diz que o paciente está com AIDS. A AIDS, portanto, é uma doença autoimune que, em inglês, significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Ela, por si só, não leva ao óbito. São as doenças oportunistas que causam as complicações.

5 – É possível transmitir HIV pelo beijo.

Mito. Beijar na boca, compartilhar copo ou cigarros são práticas que não representam riscos de contaminação. A transmissão do vírus da AIDS pelo beijo só é possível se houver uma lesão grave na gengiva, com sangramento.

Além disso, não é possível contrair o HIV por:

  • Sexo vaginal, oral e anal com uso correto de preservativo;
  • Pela masturbação a dois;
  • Contato com suor ou lágrima da pessoa portadora do HIV;
  • Picada de inseto;
  • Uso de piscina, banheiro ou assento público;
  • Compartilhamento de objetos pessoais, como toalha e talheres.

As formas de transmissão do HIV são pelo sangue, leite materno, esperma e secreção vaginal, o que acontece pelo sexo desprotegido, transfusão de sangue contaminado, uso de objetos cortantes sem esterilização adequada ou de mãe para filho durante parto ou amamentação, por exemplo.

6 – Descobri que tenho AIDS. Agora preciso me isolar.

Mito. O portador da doença deve tomar uma série de cuidados para não propagar a doença, que pode acontecer por objetos ou produtos com sangue, de mãe para bebê durante a gravidez, parto ou amamentação e pelo sexo (vaginal, anal ou oral) sem proteção. Tomado esse cuidado, o paciente pode e deve ter um convívio social normal, o que é inclusive altamente recomendável e fundamental para o sucesso do tratamento contra a doença, pois aumenta a autoestima e proporciona mais satisfação para o paciente. Com isso em mente, é possível conviver com uma pessoa soropositivo sem ter medo de contrair a doença.

7 – AIDS não tem sintomas.

Mito. Assim que a infecção por HIV é contraída, é comum que haja sintomas semelhantes aos da gripe, como dor de garganta e febre, geralmente seguidos por um longo período assintomático. Quando a AIDS progride, no entanto, os sintomas mais comuns são: perda de peso, diarreia prolongada, febre ou sudorese noturna, fadiga e infecções recorrentes.No caso de crianças que nascem com a doença, é comum observar dificuldades no crescimento e problemas nos pulmões, entre outros.

8 – É difícil diagnosticar a AIDS.

Mito. Realizados gratuitamente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em outras unidades das redes pública de saúde, o exame para detecção do vírus HIV é chamado Teste Elisa. Neste teste, é analisada uma amostra de sangue do paciente em busca de anticorpos contra o HIV no sangue do paciente. Se forem identificados anticorpos na amostragem, o resultado é positivo. Nesse caso é necessário realizar o teste confirmatório, que pode ser o Teste western blot ou Teste de imunofluorescência indireta para o HIV-1. Isso porque outras doenças podem apresentar os mesmos anticorpos, como a artrite. Além disso, existe ainda o Teste Rápido que, como o próprio nome diz, permite a detecção de anticorpos anti-HIV na amostra de sangue do paciente em até 30 minutos, podendo ser realizado no momento da consulta.

9 – A AIDS não tem cura.

Verdade. Mas isso não significa que o paciente não possa ter uma vida normal. Os tratamentos atuais são baseados na adesão rigorosa aos programas de regimes antirretrovirais (RARs), medicamentos capazes de retardar significativamente a evolução da doença. Dessa forma, é possível prevenir infecções e doenças oportunistas, reduzindo a carga viral e na reconstituição do sistema imunológico.

10 – A prevenção contra a AIDS é simples.

Verdade. Para evitar a transmissão da doença, as Dicas do Bem são:

  1. Usar preservativo durante toda a relação sexual;
  2. Usar apenas seringas e agulhas descartáveis;
  3. Não compartilhar objetos cortantes com outras pessoas;
  4. Não manipular produtos que possam ter tido contato com machucados de outras pessoas;
  5. Fazer o teste de HIV e dar início ao pré-natal o mais cedo possível, no caso de gestantes.

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