Diabetes: tudo o que você precisa saber!

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Quem não ficou absolutamente tenso assistindo o filme Quarto do Pânico?

Jodie Foster e Kristen Stewart estrelam o filme que conta a história de uma mãe e filha que se mudam para uma casa enorme onde há um cômodo medieval de máxima segurança conhecido como quarto do pânico. Em uma noite, encurraladas por ladrões que invadem a casa, as duas se abrigam no quarto. Mas um imprevisto pode obrigá-las a abrir a porta: a filha começa a ter uma crise de hipoglicemia. Para controlá-la, a menina de 12 anos precisa de uma injeção de insulina, medicamento que está na geladeira, fora do quarto. E é aí que a tensão começa.

Existem dois tipos de diabetes: Tipo 1 e Tipo 2. O que a personagem da Kristen apresenta é a Diabetes tipo 1, o tipo mais raro, presente em cerca de 5 a 10% das pessoas com diabetes.

Não é só no cinema que a diabetes causa tensão. A atriz Halle Berry já enfrentou um coma em estado gravíssimo por causa da Diabetes tipo 1 sem ao menos saber que possuía a doença. Além dela, os cantores Nick Jonas, Paula Toller e Ana Carolina também descobriram a doença, que pode surgir em qualquer idade. No caso da Diabetes tipo 2, o ator Tom Hanks e o cantor Sérgio Reis desenvolveram a doença já na fase adulta.

Mas o que é insulina e qual sua relação com Diabetes?

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e responsável por transportar o açúcar do sangue às células, onde será usado como fonte de energia ou estocado.

No caso da Diabetes tipo 1, o paciente não é capaz de fabricar sua própria insulina pois o sistema imunológico destrói as células responsáveis por produzi-la por entender que elas não fazem parte do corpo da pessoa, como se representassem uma ameaça para o organismo. Ou seja, trata-se de uma doença autoimune e geralmente de fundo hereditário. Isso faz com que a glicose se acumule no sangue ao invés de entrar nas células. Para conseguir o hormônio, é preciso injetá-lo diretamente no organismo.

Já na Diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina normalmente, mas o organismo apresenta uma resistência à ação da insulina que, por não conseguir desempenhar seu papel de forma adequada, acarreta no acúmulo de altas doses de glicose no sangue. Diferente da Diabetes tipo 1, que tem a genética como principal fator de risco, a doença pode atingir qualquer pessoa, sendo agravada na presença de:

  • Idade a partir de 45 anos;
  • Histórico familiar;
  • Obesidade ou excesso de peso;
  • Baixos níveis de colesterol HDL;
  • Triglicerídeos elevados;
  • Sedentarismo;
  • Consumo excessivo de álcool.

Quais os sintomas da Diabetes?

Ambas as doenças apresentam fome e sede frequentes, além de uma vontade constante de urinar. A principal diferença entre a Diabetes tipo 1 e a Diabetes tipo 2 é a intensidade dos sintomas. A tipo 2 costuma ser mais gradativa.

Além disso, os sintomas mais frequentes da Diabetes tipo 1 são: perda de peso, fraqueza, mudanças de humor e náuseas.

Enquanto os sintomas da Diabetes tipo 2 são: infecções frequentes por diversas partes do corpo, como bexiga e pele, demora na cicatrização de feridas e visão embaçada devido ao acúmulo de açúcar na retina.

 

Como diagnosticar a doença?

O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue, chamado Glicemia de Jejum, que mede os níveis de açúcar no sangue. Segundo a Associação Americana de Diabetes (ADA), os parâmetros para definir se a pessoa é portadora da doença são:

  •        Indivíduos que apresentam glicemia de jejum igual ou superior a 126 mg/dl;
  •        Glicemia dosada 2 horas após a pessoa ter ingerido 75 mg de glicose (chamado Teste de Tolerância à Glicose GTT) com valores igual ou superior a 200 mg/dl;
  •        Indivíduos que apresentam dosagem de Hemoglobina Glicada igual ou superior a 6,5%;
  •        Pessoas que possuem sintomas clássicos de hiperglicemia ou crise hiperglicêmica com uma dosagem de glicose igual ou superior a 200mg/dl.

Dicas do Bem para não entrar em pânico!

O tratamento de diabetes tipo 1 correto envolve manter uma vida saudável e o controle da glicemia, a fim de evitar possíveis complicações da doença. Os principais cuidados para tratar o diabetes incluem:

  1. Verificar a glicemia: é possível e necessário verificar os índices de glicemia no sangue diariamente para acompanhar a doença e mantê-la sob controle.
  2. Realizar atividades físicas: sempre leves e com acompanhamento médico, o exercício é fundamental para manter a glicemia controlada, mas pode ser um vilão terrível para quem estiver com a glicemia baixa (hipoglicemia). Por isso o acompanhamento de um Doutor do Bem é fundamental.
  3. Controlar a dieta: geralmente evitar o açúcar, principalmente refinado, é a melhor dica. Mas a dieta deve ser especial e orientada por um Doutor do Bem.

Como é no caso do filme Quarto do Pânico, a diabetes tende a ser uma protagonista na vida real. Mas isso não significa que a história não pode ser feliz. 

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1 Response

  1. Rodrigo F G Lima

    Olá!

    Sou diabético e vi a necessidade de ter um controle do nível de glicemia e criei uma planilha simples para registrar as medições. Gostaria de disponibilizá-la para seus leitores sem custo algum.

    Pode visualizar ou baixar pelo link: https://goo.gl/gMEgZj

    Att,

    Rodrigo Lima
    Campinas/SP

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