DIU de Cobre e DIU Mirena: quais as diferenças?

DIU de Cobre e DIU Mirena: quais as diferenças?

Você precisa de um método contraceptivo, mas não consegue decidir entre tantas opções?

Vamos falar sobre duas delas que, apesar de agirem de formas parecidas no organismo, são bastante diferentes: o DIU de cobre e o Mirena (DIU hormonal).

O DIU, sigla para dispositivo intrauterino, é um dispositivo em formato de T, pequeno e flexível, que se adapta ao interior do útero. Seu funcionamento é simples: com sua presença na região, o endométrio se torna hostil aos espermatozoides, exterminando-os e evitando que ocorra a fecundação. Da mesma forma, o óvulo se torna incapaz de fixar-se na região, também sendo eliminado.

Existem dois tipos de DIU: o DIU de cobre, que não possui hormônio, e o DIU hormonal, como o Mirena.

Como o DIU de cobre e o DIU Mirena funcionam?

O DIU de cobre, como o próprio nome diz, é revestido de cobre e libera uma pequena quantidade desse metal no útero, resultando em alterações da região que tornam o ambiente hostil para o espermatozoide. Dessa forma, ele funciona como uma barreira física à atuação dos espermatozoides. dificultando a fecundação e impedindo a fixação do óvulo.

O Mirena é um DIU hormonal, por sua ação hormonal, além de apresentar a mesma atuação do DIU de cobre, possui progesterona. O hormônio é liberado aos poucos no útero, causando alterações no útero que impossibilitam a gravidez.

Como são inseridos?

Qualquer que seja o tipo, o DIU precisa ser inserido na cavidade uterina por um médico em um procedimento cirúrgico. Um procedimento que leva apenas alguns minutos, mas exige anestesia local!

Quais os efeitos colaterais?

Como todo método contraceptivo, o DIU apresenta efeitos adversos. No caso do DIU de cobre, é comum que haja aumento da menstruação e das cólicas menstruais. Já no caso do Mirena, os efeitos adversos incluem atrasos na menstruação, bem como aumento no peso, entre outros.

E quanto a sua eficácia e tempo de uso?

A eficácia do DIU de cobre é de 97% e pode ser utilizado de 5 a 10 anos. Já a eficácia do Mirena aumenta para 99,7% e deve ser trocado a cada 5 anos.

Quais os benefícios do DIU em geral?

Apesar de apresentar efeitos colaterais, o DIU possui diversos benefícios, além de sua alta eficácia. O primeiro deles é a liberdade de poder ser utilizado por um longo período de tempo sem a necessidade de trocá-lo. Normalmente, cada DIU tem duração de cerca de 5 anos, sem perder a eficácia. Além disso, outra vantagem importante é a reversibilidade: o DIU pode ser retirado quando a paciente desejar.

Outro benefício importante é a comodidade e maior segurança proporcionada pelo dispositivo. Para as mulheres que acabam por esquecer de tomar a pílula anticoncepcional ou têm dificuldades de se organizar, ele é um dos métodos mais recomendados, uma vez que ele não exige disciplina e não traz responsabilidade para as mulheres. Afinal, ele não tem que ser colocado antes da relação sexual, como a camisinha, e nem precisa ser consumido diariamente, como a pílula. Outro ponto importante: ele não afeta a relação sexual e nem atrapalha a amamentação.

Para quem o DIU é indicado?

Assim como é feito com os anticoncepcionais, para utilizar o DIU, é necessária uma avaliação médica criteriosa. Essa avaliação inclui uma análise do histórico de saúde da paciente e as condições de seu útero, que podem ser observadas por meio de exames ginecológicos, como a colpocitologia oncótica e a colposcopia.

Quando o DIU é contraindicado?

O uso do DIU é contraindicado apenas em casos específicos, como na presença de malformações uterinas, miomas, vaginites, doença inflamatória pélvica e tumores. Ele também não é recomendado para mulheres portadoras de cardiopatias, doenças hematológicas, com alergia ao cobre e anemia, bem como gestantes, aquelas que já tiveram infecções tubárias ou uterinas, ou gravidez ectópica (pois aumenta o risco desse tipo de gestação).

Alguns especialistas preferem não recomendar seu uso para mulheres que nunca engravidaram, devido ao risco de rejeição do dispositivo, o que poderia culminar não apenas em uma gravidez não planejada, como ainda em problemas futuros de infertilidade.

Antes de tomar uma decisão é preciso lembrar que existem inúmeros métodos contraceptivos. E que, obviamente, eles não atuam na prevenção contra a AIDS e outras DSTs. O importante é conversar com um Ginecologista do Bem para entender qual deles é a melhor resposta para suas necessidades e melhor se enquadra ao seu histórico de saúde.

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