Rubéola, Toxoplasmose e Citomegalovírus: O que você precisa saber antes de engravidar!

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Você já ouviu falar de Toxoplasmose? E do Citomegalovírus? Com certeza você já ouviu sobre a Rubéola. Os nomes podem ser grandes e complexos, mas são simples de entender, tratar – e evitar!

Mas o que essas doenças têm em comum? As três fazem parte de um grupo de doenças infecciosas que, além de acometer a gestante, apresentam riscos para o feto ou recém-nascido.

É preciso ficar atenta! Essas doenças podem retardar o crescimento intrauterino, causar má formações, problemas crônicos ou aborto.

Por isso, se estiver planejando engravidar, confira este manual prático para proteger a sua saúde e de seu futuro bebê.

A Toxoplasmose

A infecção é causada por um parasita bastante comum, encontrado nas fezes de gatos e alimentos contaminados, chamado Toxoplasma gondii.

Se a pessoa for saudável de um modo geral, o sistema imunológico a defenderá bem contra as ações do parasita, mantendo-o inativo dentro do organismo e impedindo, assim, que a pessoa volte a ser infectada novamente por ele.

Pode levar a complicações graves para pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos, capazes de infectar quase todas as partes do organismo humano, incluindo cérebro, músculos e até mesmo o coração.

No caso de mulheres grávidas, dependendo da idade gestacional, pode provocar aborto, parto prematuro, atraso mental, cegueira ou toxoplasmose congênita.

Causas da Toxoplasmose

Causada pelo Toxoplasma gondii, a forma mais comum de contaminação pela doença é o contato com fezes de gatos ou por meio da ingestão de alimentos contaminados. Contudo, ela também pode ser adquirida das seguintes formas:

  • Ingestão de alimentos crus, como frutas e vegetais mal lavados, por terem tido contato com as fezes dos animais;
  • Consumo de carne mal passada ou crua quando contaminada pelo protozoário;
  • Utilização de utensílios de cozinha, como facas, contaminados;
  • Transplantes de órgãos contaminados;
  • Transfusões de sangue com o protozoário;
  • Durante a gestação, da mãe infectada para o feto.

Fatores de risco da Toxoplasmose

A contaminação pode acontecer com qualquer pessoa. Os fatores de risco estão geralmente relacionados ao enfraquecimento do sistema imunológico, por doença autoimune, por exemplo, uma vez que o paciente se torna mais vulnerável e tem dificuldade em combater o protozoário. Além disso, alguns comportamentos de risco podem aumentar as chances de contaminação, tais como:

  • Contato com fezes de gatos e outros felinos;
  • Ingestão de carne crua ou mal passada;
  • Ingestão de alimentos mal lavados;
  • Não ter o hábito de lavar as mãos antes de manusear os alimentos e refeições.

No caso da contaminação antes ou durante a gestação, há o risco de contaminação do bebê. Contudo, um tratamento adequado pode minimizar esse risco.

Sintomas da Toxoplasmose

Na maioria dos casos, o sistema imunológico é capaz de combater a doença antes que os sintomas iniciem. No caso de gestantes e pessoas com doenças autoimunes, esse quadro muda. Os sintomas que surgem podem incluir:

  • Dor de cabeça contínua;
  • Febre alta;
  • Dor muscular;
  • Fadiga.

No caso da toxoplasmose congênita, no entanto, os sintomas são muito mais graves e podem aparecer em qualquer idade, sendo comum na adolescência. Eles incluem:

  • Convulsões frequentes;
  • Retardo mental;
  • Perda de cabelo;
  • Olhos inflamados;
  • Cegueira.

Diagnóstico da Toxoplasmose

Para diagnosticar a doença, é preciso consultar um Clínico Geral ou Infectologista do Bem e realizar o exame de sangue para confirmar a presença do protozoário no organismo. No caso de gravidez esse procedimento é ainda mais importante: a doença, normalmente, é silenciosa na gestante, mas pode ser perigosa para o bebê.

Tratamento da Toxoplasmose

O tratamento para a toxoplasmose é feito por meio do uso de medicamentos antibióticos, capazes de eliminar o protozoário.

Durante a gravidez, é importante realizar o exame de sangue logo no primeiro trimestre e já iniciar o uso do medicamento o quanto antes, uma vez que, quanto mais avançada a gravidez, maiores os riscos de contaminação do bebê e, consequentemente, de má formação ou desenvolvimento da toxoplasmose congênita.  

No caso de o bebê desenvolver a doença congênita, o tratamento é feito após seu nascimento, também com o uso de antibióticos. Os problemas de má formação, no entanto, não têm cura ou tratamento. Por isso a importância do diagnóstico precoce.

A Rubéola

A rubéola é uma infecção altamente contagiosa causada por vírus. Conhecida como “sarampo alemão”, é considerada uma doença bastante branda, mas que pode causar problemas sérios para o bebê se adquirida durante a gestação.

Causas da Rubéola

A doença é causada pelo vírus togavirus, cujo único hospedeiro é o ser humano. Como toda infecção viral contagiosa e transmitida pelas vias aéreas, pode ser contraída por meio do contato com a saliva infectada. Espirros, beijos, conversas próximas ou mesmo o compartilhamento de talheres e comida são canais para transmissão da doença.

A doença é tão contagiosa que o indivíduo contaminado já começa a transmitir o vírus antes mesmo de os primeiros sintomas aparecerem. Contudo, a vacina para rubéola, chamada tríplice viral, se tornou tão comum que os casos da doença estão cada vez mais raros.

A rubéola apresenta ainda sua forma congênita, isto é, transmitida de mãe para bebê durante a gestação. Isso acontece quando a mamãe contrai a doença neste período, apresentando riscos catastróficos para o feto.

Fatores de risco da Rubéola

Um dos principais fatores de risco relacionados à doença é a ausência da vacina, que deve ser tomada a partir dos 12 meses de vida. Dessa forma, os bebês são os mais expostos enquanto não puderem tomar a  primeira dose. A vacina também exige um reforço, que deve ser feito após alguns meses. Adultos que não tomarem a dose reforço poderão ficar mais expostos ao vírus.

No caso da rubéola congênita, o maior risco está relacionado à contração da doença pela mãe no primeiro trimestre de gravidez, quando as consequências para o bebê podem ser catastróficas, envolvendo má formação, doenças congênitas e até aborto.

Sintomas da Rubéola

O principal sintoma são as erupções vermelhas espalhadas pelo corpo, característica típica da infecção. Além disso, nos indivíduos que apresentam sintomas, eles podem incluir sinais típicos de infecção:

  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Coriza;
  • Dor de garganta;
  • Dor pelo corpo;
  • Dor articular;
  • Inflamação nos olhos;
  • Ínguas na nuca ou atrás da orelha;
  • Desconforto geral e sensação de mal-estar constante.

No caso da rubéola congênita, a doença é muito mais severa e, além dos riscos relacionados ao aborto, pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Catarata;
  • Surdez;
  • Deficiências cardíacas;
  • Problemas no fígado e outros órgãos;
  • Retardo no crescimento e desenvolvimento mental.

Diagnóstico da Rubéola

Apenas o exame clínico com o Doutor não é suficiente para confirmar o diagnóstico, uma vez que os sintomas da doença são bastante similares ao de outras enfermidades. Por isso, para identificar a doença, é necessário realizar exames laboratoriais, que são capazes, inclusive, de verificar se a pessoa possui anticorpos contra a doença.

Tratamento da Rubéola

No caso de crianças e adultos que contraem a doença, não há tratamento específico para a rubéola, uma vez que o próprio organismo é capaz de combater a doença em questão de dias.

O quadro muda totalmente quando a doença é adquirida por gestantes. É preciso ter um acompanhamento médico adequado para prevenir que a infecção possa acometer o bebê.

A Citomegalovirose

Trata-se de uma infecção causada pelo vírus Citomegalovírus, da família da herpes. A doença é tão branda que praticamente toda a população já foi contaminada com o vírus, mas não se deu conta, uma vez que o sistema imunológico é capaz de combater a doença.

O mesmo não se pode dizer durante a gestação. Apesar de o vírus ser praticamente inofensivo para a gestante, se ela contrai-lo durante a gravidez, ele pode causar problemas sérios para o feto, entre eles a citomegalovirose congênita.

Causas da Citomegalovirose

O Citomegalovírus está presente em diversas partes do organismo e, por isso, pode ser causar infecção de diversas formas, como pelo contato com a saliva, lágrimas, relações sexuais entre outros. Uma vez infectado, o sistema imunológico do indivíduo irá criar mecanismos para combater e inativar o vírus no organismo, exatamente como acontece com os vírus da herpes.

Contudo, o vírus pode ganhar força e começar a se multiplicar novamente, especialmente quando as defesas do organismo estão debilitadas, obrigando o organismo a combater a doença novamente.

Na gestação, a doença torna-se um risco para o feto especialmente se a mãe tiver seu primeiro contato com o vírus durante a gravidez, quando o sistema imunológico ainda não desenvolveu os mecanismos para combater a doença.

Sintomas da Citomegalovirose

Os sintomas da doença incluem:

  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Dor de garganta;
  • Barriga inchada e dolorida.

Contudo, se o vírus infectar o bebê durante a gestação, os sintomas são muito mais intensos e já começam a dar sinais desde o nascimento:

  • Perda auditiva progressiva;
  • Cegueira ou alterações oculares graves;
  • Aumento do tamanho do fígado e do baço;
  • Manchas na pele ou pele amarelada;
  • Anemia;
  • Retardo mental;
  • Paralisia cerebral;
  • Paralisia dos membros inferiores;
  • Retardo no desenvolvimento.

Diagnóstico da Citomegalovirose

O diagnóstico é feito por meio do exame de sangue, que revela a presença ou não de anticorpos contra o vírus, mesmo se o vírus estiver inativo.

Tratamento da Citomegalovirose

Apesar de não haver tratamento para eliminação do vírus do organismo, é possível tratar os sintomas da doença. Além disso, o Doutor poderá receitar medicamentos antivirais para contribuir com a recuperação da doença em casos mais graves. Da mesma forma, não há tratamento para prevenir que o feto seja contaminado com o vírus durante a gestação. Por isso é importante se prevenir!

Dicas do Bem para cuidar do seu bebê na gestação

Não dá pra passar 9 meses totalmente isolada em uma sala esterilizada. Mas, mesmo as futuras mamães que precisam continuar levando a mesma rotina durante toda a gestação podem adotar algumas medidas simples para proteger seus bebês.

A primeira dica é: faça o exame de sangue para verificar a presença dos anticorpos dos vírus e do protozoário no organismo e converse com seu Doutor para entender quais deverão ser os próximos passos.

No caso da Toxoplasmose:

  1. Não tenha contato com fezes de animais, nem mesmo os domésticos;
  2. Antes de comer, lave e cozinhe bem os alimentos;
  3. Lave sempre as mãos, principalmente antes e depois de cozinhar ou tocar em alimentos crus, em animais ou no lixo.

No caso da Rubéola:

  1. Tome a vacina ou o reforço se estiver pensando em engravidar. A vacinação é o meio mais seguro e eficaz de se prevenir.
  2. Se o exame de sangue revelar que você não está protegida contra a doença, não deixe de tomar a vacina.

No caso da Citomegalovirose:

  1. Evite contato íntimo com estranhos e compartilhar utensílios de uso pessoal.

E não se esqueça de fazer o pré-natal e acompanhamento da sua gestação com um Obstetra do Bem. É mais seguro para você e principalmente para o seu bebê.

 

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