Febre Amarela: Sintomas, Tratamento e Vacinação

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A Febre Amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus da família da Dengue e do Zika vírus e transmitida por meio da picada de mosquitos, inclusive do Aedes aegypti.

Em alguns casos, a doença pode evoluir para um quadro grave, afetando órgãos como o fígado e os rins. Ela recebe este nome, pois, além da febre alta, um de seus sintomas característicos é o amarelamento no corpo e nos olhos (icterícia), devido à insuficiência hepática e renal, principalmente.

Ela é dividida em dois tipos: febre amarela urbana e febre amarela silvestre. O que diferencia os dois tipos é principalmente o mosquito transmissor. Nas cidades, o contágio se dá através da transmissão pelo Aedes aegypti. O mosquito pica uma pessoa contaminada e transmite para outra pessoa por meio de uma nova picada. No caso das regiões rurais, ela é transmitida pela Haemagogus e Sabethe. Neste caso, o mosquito pica um primata, como o macaco, e posteriormente contamina o ser humano.

Por ser considerado tropical, o vírus é mais comum na África e na América do Sul. Aqui no Brasil, a região com mais casos reportados se concentra no Estado de Minas Gerais, especialmente em regiões arborizadas.

Pessoas que nunca se vacinaram ou tiveram contato com o vírus correm o maior risco de contrair a doença ao visitar regiões com matas ou rurais em que o vírus esteja ativo, mesmo que não haja casos recentes da doença. Pessoas idosas ou com doenças que afetam a imunidade, como a Aids, também estão mais vulneráveis a contrair o vírus e precisam redobrar os cuidados.

Sintomas

Em grande parte dos casos, ao ser contaminado, o corpo combate o vírus sem que os primeiros sintomas sejam percebidos. Depois da picada, o período de incubação do vírus no organismo humano é de 5 a 9 dias. A partir deste momento podem começar a surgir os primeiros sintomas da doença. Eles costumam durar entre 3 e 4 dias e incluem:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça;
  • Fotofobia;
  • Dor no corpo, principalmente nas costas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Perda de apetite.

Contudo a Febre Amarela é uma doença considerada perigosa, pois alguns casos podem evoluir para uma forma mais grave. Isso acontece cerca de 24 horas depois da recuperação dos sintomas iniciais, quando começam os sintomas mais graves, levando a um segundo ciclo da doença, quando a febre retorna ainda mais alta e tem-se início um quadro chamado de icterícia, isto é, o amarelamento dos olhos e da pele.

Uma vez diagnosticado com a doença, é preciso ficar atento à possibilidade de ela se desenvolver para o quadro grave. O grande risco se deve ao fato de o vírus atingir órgãos, como o fígado e os rins, apresentando sintomas que podem levar ao óbito dentro de dias. Entre eles estão:

  • Febre alta;
  • Amarelamento da pele e olhos (icterícia);
  • Dores abdominais;
  • Hemorragia em diferentes partes do corpo;
  • Escurecimento da urina;
  • Convulsões.

Mas é preciso ter atenção, pois é possível confundir a Febre Amarela com outras doenças. Apesar de a Febre Amarela pertencer à família dos vírus que causam a Dengue e o Zika vírus, os sintomas são diferentes, com exceção para a dengue hemorrágica. A Febre Amarela se assemelha, na realidade, com doenças como a malária, leptospirose e hepatite viral, por isso é fundamental um diagnóstico acertado.

Tratamento

Mesmo com o diagnóstico correto, o tratamento não é focado na Febre Amarela, uma vez que não existe medicamento ou procedimento capaz de eliminar o vírus do organismo. Dessa forma, o tratamento é concentrado no controle dos sintomas de forma a evitar as complicações.

Na fase inicial da doença, o tratamento consiste em:

  • Uso da medicação, conforme indicado pelo Doutor;
  • Repouso;
  • Reposição de líquidos.

Além disso, duas orientações são fundamentais: evitar aspirinas e contato com mosquitos para não espalhar a contaminação.

Nas fases graves, no entanto, é necessário que a pessoa seja hospitalizada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para:

  • Reposição de sangue, devido às perdas nas hemorragias;
  • Diálise para os rins afetados;
  • Gerenciamento de complicações de forma geral.

Vacinação

Contudo, melhor que o tratar é prevenir! Além de evitar a picada dos mosquitos Aedes aegypti, Haemagogus e Sabathes, a única forma de prevenção contra a doença é a vacinação, indicada especialmente se for visitar regiões rurais.

A vacina é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser tomada por bebês a partir de 9 meses, com reforço aos 4 anos de idade. Contudo, para crianças e adultos a partir de 5 anos, a primeira dose pode ser tomada a qualquer momento e renovada a cada 10 anos.

Com 95% de eficácia, a imunização começa a partir de 10 dias da primeira aplicação.

Devido às possíveis reações da vacinação, ela não é recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) , mas podem ser autorizadas conforme indicação médica, para:

  • Pessoas a partir de 60 anos (cada caso deverá ser avaliado);
  • Gestantes;
  • Portadores de doenças como lúpus, câncer e HIV (devido à baixa imunidade);
  • Pessoas com alergia à gelatina e ovo.

Para saber mais, consulte um Clínico Geral ou Infectologista do Bem! :)

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