Fobia: Você tem medo de quê?

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O medo é uma emoção similar à ansiedade, ele distingue-se desta por ser uma resposta a uma ameaça conhecida, externa, definida ou de origem não-conflituosa, ele faz parte dos nossos mecanismos de sobrevivência e defesa, sendo um sinal de alerta e que serve para nos proteger do perigo iminente. Diante de um perigo, nosso cérebro dispara uma descarga de adrenalina entre outras substâncias que provocam taquicardia, boca seca, suor excessivo e tremores, é o famoso mecanismo de luta ou fuga. Sentir medo é necessário para a preservação da vida. 

Fobia ou Transtorno Fóbico

Fobia é um medo irracional que provoca a esquiva consciente do objeto, atividade ou situação específica temida, e que em geral não apresentam qualquer perigo para a pessoa. A presença ou a antecipação do que é temido provoca grave sofrimento no indivíduo afetado, que reconhece sua reação como sendo excessiva. 
Entre os transtornos fóbicos-ansiosos podemos citar principalmente: 

Fobia específica

Em geral, é a mais comum das fobias, se caracteriza por medo excessivo e irracional revelado pela presença ou antecipação dos objetos e situações temidos, mais comuns são: animais, tempestades, altura, doença, ferimentos, sangue.

Fobia social

Medo excessivo e persistente de humilhação ou embaraço em vários contextos sociais, como falar em público, urinar em toalete público e falar com o parceiro de um encontro romântico. A pessoa teme passar pela avaliação de outras pessoas ou se comportar de maneira errada ou vergonhosa. Um tipo generalizado de fobia social é, freqüentemente, uma condição crônica e debilitante, caracterizada por uma esquiva fóbica das situações sociais.   

Agorafobia

Medo de estar sozinho em locais públicos (ex. supermercados). As pessoas agorafóbicas evitam rigidamente as situações nas quais seria difícil obter auxílio, ou de que possam sair. Preferem estar acompanhadas em locais como ruas e lojas movimentadas, espaços (túneis, pontes, elevadores) e veículos fechados (metrôs, ônibus, aviões). É o medo de ter medo. Essas pessoas podem insistir por companhia, sempre que saem de casa. Os mais gravemente afetados podem, simplesmente, recusar-se a sair de casa. 

Claustrofobia

É um tipo de fobia situacional, que envolve um temor exagerado de lugares fechados ou multidões, geralmente de elevadores, lugares muito cheios, ambientes apertados. A pessoa pode ter a sensação de que o ambiente está diminuindo, o teto se aproximando, as paredes se comprimindo e se aproximando, sentem  as pernas e mãos tremerem, suor excessivo e o coração disparar, podendo se assemelhar muito a um ataque de pânico.

Em geral o primeiro passo para a melhora é não ter medo de assumir que sofre de uma fobia. Tais fobias podem ser tratadas em psicoterapia e caso necessário associada a um tratamento medicamentoso, possibilitando àquele que sofre um melhor entendimento e manejo de suas angústias, identificação e compreensão dos fatores que podem agravar ou perpetuar os sintomas, desenvolvimento de mecanismos para lidar com as situações fóbicas e fortalecimento pessoal. 

O que você pensa a respeito? Deixe seu comentário.

Fonte:

Trinca, W. Fobia e pânico em psicanálise. São Paulo: Vetor, 1997. 
Dalgalarrondo, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.  

Filme sugerido: O Discurso do Rei (“The King’s Speech”), 2010.

Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realeza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce).

Cintia

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6 Responses

  1. Onara Orrial

    Boa noite! Adorei o texto e preciso te contar a minha fobia. Tenho pavor de botões. Isso, botões! Aquele de roupa social, de quatro furinhos. Só de estar escrevendo já me sinto toda arrepiada de agonia e medo. Isso desde o meu primeiro ano de vida. Desde então nunca mais usei NADA que tenha botão. Minha mãe colocava eu entrava em pânico. Não abraço ninguém q esteja usando uma camisa, por exemplo. Falando nisso odeio aquelas camisetas polo. Não pego um bebê no colo se ele estiver com roupa de botão. Botão pra enfeitar? Botão como enfeite na bolsa? NUNCA! QUE PÂNICO. QUE MEDO. Eu choro se alguém ficar me falando muito nisso. Meu irmão pra me provocante hoje faz isso é até hoje eu choro. Isso não é assunto p se discutir em casa. Não gosto. Fica desesperada. Nem sei explicar. Ah, uso jeans. Eles botões não me atingem. Fico penando em quando eu tiver filhos, no convite do chá de bebê vou precisar especificar que não aceito nada q tenho esses negócios. Ah, e só pra saber,tenho 27 anos. E há pelo menos 26 sinto isso.

    1. Olá! Você tem razão, fobia não é motivo para brincadeira. Converse com seu irmão e explique para ele que isso é um problema sério. Além disso, se você ainda não buscou auxílio médico de Psicólogos e/ou Psiquiatras, é muito importante que você busque! Beijos

  2. Gislene Aparecida Penteado Sil

    Tenho fobia por animais peçonhentos como aranha, escorpião, cobra… Fico paralisada e sem ação, no caso, começo gritar por socorro! O grito é a única reação que tenho diante da situação. Isso ocorre desde criança e minha mãe fala que é frescura! O que faço pra controlar? Obrigada

    1. Oi, Gislene! Primeiramente, isso não é frescura, tá? Fobias são transtornos reais e devem ser cuidados para que o paciente possa levar uma vida normalmente! Para controlar a situação, é necessário consultar um profissional da saúde, como um Psicólogo ou Psiquiatra! Com acompanhamento psicológico, é possível diminuir a fobia e aprender como tranquilizar-se em momentos de tensão!

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