Hepatite A: o que é e como é transmitida?

Hepatite A: o que é e como é transmitida?

Hepatite significa inflamação do fígado. A inflamação pode ocorrer por vários fatores, como consumo de drogas, álcool ou agentes infecciosos, como a Hepatite A, B e C. Mas não se engane! Apesar de levarem um nome parecido, essas doenças são completamente diferentes.

A hepatite A é causada por um vírus da família dos Picornavírus, o HAV (“virus da Hepatite A”).

Trata-se de uma doença contagiosa cuja transmissão se dá pela via fecal-oral, isto é, pela ingestão de água ou alimentos contaminados com as fezes de pessoas doentes. Isso acontece porque a pessoa infectada elimina o vírus pelas fezes, contaminando a água. Em locais em que as condições de saneamento básico são inadequadas, o risco de contaminação é ainda mais alto.

A mesma lógica se dá quando os hábitos de higiene são precários: a pessoa não lava as mãos após a evacuação, preparando comida sem lavar as mãos ou tocando em objetos que podem ser manuseados por outras pessoas, situação bastante comum entre as crianças, por exemplo. Da mesma forma, comer frutos do mar crus de água poluída com esgoto, lavar alimentos com água contaminada ou mesmo beber dessa água pode provocar a doença. Como o vírus pode permanecer viável por até 6 meses no ambiente, mergulhar em praias ou lagoas que recebem esgoto não tratado também representa um risco.

Embora já haja vacina contra a hepatite A, a incidência da doença no mundo ainda continua elevada, especialmente nos países em desenvolvimento. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, são registrados 1,4 milhão de novos casos da doença todos os anos mundialmente.

Um dos grandes problemas relacionados à doença é que a pessoa contaminada começa a eliminar o vírus mesmo antes dos sintomas começarem, aumentando o risco de contaminação. Dessa forma, cozinheiros com maus hábitos de higiene pessoal podem trabalhar semanas transmitindo o vírus sem ter conhecimento da doença. E daí por diante.

Sintomas da Hepatite A

É comum que não haja sintomas, especialmente em crianças. Nesse caso, a doença regride espontaneamente. Naqueles em que é possível ver sinais da contaminação, os sintomas são semelhantes ao de uma virose, como náuseas e vômitos, fraqueza, dor muscular, febre e dor de cabeça. O sintoma clássico surge após 1 semana. Trata-se da icterícia: a pele e  os olhos ganham uma pigmentação amarelada, a urina escurece e fezes adquirem uma cor muito clara.

A Hepatite A é caracterizada, na maioria das vezes, por um quadro leve, com curso benigno e cura espontânea. Diferente das hepatites B e C, raramente evolui para um quadro crônico. Contudo, pacientes com a saúde debilitada, como portadores do vírus HIV, câncer ou diabetes descontrolada podem apresentar uma forma grave e até mesmo fatal da doença.

Apesar de benigna na maioria dos casos, a Hepatite A é considerada uma doença potencialmente grave uma vez que a doença pode desencadear complicações. Uma delas é a hepatite fulminante: no segundo mês de infecção, a doença causa necrose maciça e morte das células hepáticas. Neste caso, a doença pode ser fatal, sendo raros os casos de pacientes com mais de 50 anos que sobrevivem.

Diagnóstico e tratamento da Hepatite A

O diagnóstico da doença é simples e pode ser feito por meio de um exame de sangue. Na análise, são considerados dois anticorpos contra o vírus VHA no sangue: o IgM e IgG. O resultado pode variar entre 3 quadros diferentes:

  • IgM negativo e IgG positivo: Infecção antiga e curada;
  • IgM positivo e IgG positivo: Infecção ativa, a caminho da cura;
  • IgM positivo e IgG negativo: infecção ativa e no início.

Para os casos em que o tratamento é necessário, ele é muito simples e com alta possibilidade de cura, sendo baseado em repouso absoluto, hidratação e boa alimentação. Além disso, é essencial abolir totalmente o consumo de álcool durante o período.

A prevenção, portanto, é fundamental! Para isso, além de manter a higiene e evitar consumir alimentos crus com procedência desconhecida, a melhor forma de prevenção é a vacinação. A vacina para hepatite A é recomendada em crianças aos 12 e 18 meses de idade e pode ser aplicada em adultos a qualquer momento!

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