Hiperatividade: conheças os sintomas e como tratá-la

criança hiperativa brincando em carrinho com foguete de brinquedo nas costas

Hiperatividade — enquanto palavra, o significado parece evidente, já que hiper significa “muito” e atividade é o mesmo que “ação” ou “movimento”. Porém, enquanto transtorno neurobiológico, seu conceito é bastante abrangente, o que acaba gerando muitas dúvidas.

Deseja saber mais sobre a hiperatividade? O artigo de hoje vai responder todas as suas questões sobre o assunto. Acompanhe!

O que é hiperatividade?

Ser hiperativo é ter excesso de energia, seja ela física, muscular ou mental. Assim, hiperatividade é um estado de atividade motora e mental elevada (ou apenas uma delas), que prejudica a vida do indivíduo. É uma conduta desorganizada e caótica, que combina inquietude e falta de atenção em um grau muito elevado.

Em geral, a hiperatividade é o sintoma mais conhecido do TDAH — Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. No entanto, nem todo hiperativo apresenta déficit de atenção.

Quais são as causas?

São várias as causas da hiperatividade e, em geral, são hereditárias e ambientais ao mesmo tempo. Há, ainda, diferença de causas entre crianças e adultos.

Em crianças

Algumas das causas são devidas a intercorrências durante a gravidez, tais como: gestantes que usam álcool, substâncias psicoativas (drogas e alguns medicamentos) e tabaco; parto prematuro e baixo peso do bebê; complicações no parto, como partos prolongados e traumáticos ao bebê e hipóxia (falta de oxigenação); mãe desnutrida ou sob estresse contínuo.

Também são causas: ambiente familiar desestruturado, desorganizado e caótico; abuso e maus tratos; crises familiares (separação dos pais, luto etc.), causando uma hiperatividade reativa; dificuldades de aprendizagem; deficiência intelectual; autismo; depressão materna e doenças genéticas.

Em adultos

Perturbações psiquiátricas, como transtorno bipolar e ansiedade; problemas de saúde como hipertireoidismo, doença vascular cerebral e outras do sistema nervoso central; intoxicação por mercúrio e chumbo; síndrome de abstinência de drogas; distúrbios emocionais, sociais e no trabalho; uso excessivo de medicamentos psicoativos, drogas como cocaína e tabaco; cafeína (em excesso); alta exposição a produtos químicos; contato com produtos domésticos, como amoníaco; meio familiar desorganizado, caótico e agressivo.

Quais são os sintomas?

Em crianças

  • Inquietação;
  • Mexer pés e mãos o tempo todo e movimentos frenéticos dos dedos;
  • Ficar sempre levantando quando for para ficar sentado;
  • Correr, perambular e falar sem parar;
  • Dificuldade em participar de brincadeiras calmas;
  • Não aguenta esperar sua vez de jogar;
  • Dificuldade em brincar com apenas um brinquedo.

Em adultos

  • Inquietude interna e ansiedade extrema;
  • Vício em trabalho;
  • Dificuldade para ficar sentado em reuniões;
  • Fumar ou beber muito;
  • Falar demais.

Sintomas comuns em adultos e em crianças

  • Agitação (contorcer-se na cadeira, esfregar mãos ou pés, balançar objetos);
  • Distrair-se facilmente;
  • Perder materiais necessários para as tarefas ou atividades;
  • Deixar uma tarefa incompleta e já começar outra.

Como diagnosticá-la?

O fato de haver muitas causas faz com que o diagnóstico seja difícil. A análise clínica é feita por um psiquiatra que conheça o assunto a fundo. É fundamental que o médico desconsidere outros tipos de transtornos antes de definir o tratamento para a hiperatividade.

Qual o melhor tratamento?

Por ter diversas causas, a hiperatividade pode apresentar vários tratamentos, inclusive medicamentosos, de acordo com o diagnóstico. Por isso, não existe nenhum tratamento que, sozinho, seja eficaz.

As medidas abaixo ajudam a tratar crianças e adultos hiperativos:

  • Acompanhamento regular por um médico e um psicólogo (se for o caso);
  • Disponibilidade para esclarecer dúvidas e resolver desafios;
  • Eliminação de alimentos que causam alergia e sensibilidade. Reforço nutricional para o bom funcionamento cerebral;
  • Exercitar-se fisicamente e mentalmente ajuda na sincronização e desenvolvimento de áreas do cérebro prejudicadas;
  • Criar estratégias para lidar com ambientes e situações desconfortantes, modificando o ambiente (casa, local de trabalho) para melhorar a produtividade e reduzir conflitos e atritos.

Medicamentos para hiperatividade

Os medicamentos para hiperatividade devem ser prescritos após criteriosa avaliação de um médico, o qual acompanhará o paciente durante todo o tratamento.

Além de indicar o medicamento ideal para cada caso, o médico saberá avaliar a dosagem e a duração de seu uso, pois ele age de formas diferentes em cada paciente.

Ao identificar os sintomas da doença, não se desespere nem tire conclusões precipitadas, pois tais sinais são comuns a outras condições, portanto, consulte um médico.

E você, conhece alguém que recebeu o diagnóstico de hiperatividade? Se desejar dividir essa experiência conosco, use os comentários abaixo!

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