Hipertensão: qual é a importância de controlar a pressão arterial?

Hipertensão: qual é a importância de controlar a pressão arterial?

A hipertensão arterial é uma condição que afeta um em cada três adultos.

Também conhecida como pressão alta, é responsável por cerca de metade de todas as mortes por derrame e problemas cardíacos em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, a hipertensão é definida como a pressão arterial acima de 14/9, sendo considerada grave quando está acima de 18/12.

A hipertensão arterial é uma doença crônica, caracterizada por níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias, o que obriga o coração a exercer mais esforço do que o normal para promover a circulação do sangue. Embora ela não apresente sintomas, ao longo do tempo e sem tratamento, pode causar problemas graves de saúde, como doenças cardíacas e acidente vascular cerebral.

A doença atinge mais o público feminino e o número de casos cresce conforme a idade da população aumenta. Como uma condição não contagiosa, isto é, não é transmitida de pessoa para pessoa, seu crescimento é alarmante.

A realidade é que as doenças não contagiosas são atualmente a causa de duas em cada três mortes no mundo. Para controlar esse quadro, a OMS investe em uma série de metas voluntárias para prevenção do problema, como por exemplo a redução do sal nos alimentos industrializados.

Em 2015, foi realizada a pesquisa Vigitel, um levantamento por telefone com 54 mil adultos entrevistados nas capitais brasileiras. A pesquisa revelou que grande parte dos brasileiros não considera que consome muito sal: apenas 14,9% da população consideram seu consumo de sal alto ou muito alto.

A verdade é que mais de 70% consomem sódio em excesso. A OMS recomenda um consumo de menos de 5 gramas de sal diário. No entanto, segundo o Ministério da Saúde, o brasileiro consome uma média de 12 gramas de sódio todos os dias. Mais que o dobro do recomendado.

A hipertensão e o consumo de sal

Existem diversos fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial, como uma dieta rica em gorduras, a falta de exercícios físicos, fumo e estresse, sem mencionar aspectos como a idade, obesidade e histórico da condição na família.

No topo da lista de fatores de risco, no entanto, está o consumo de sal em excesso. Segundo o Ministério da Saúde, o consumo excessivo de sódio é fator de risco para o desenvolvimento de inúmeras doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão, obesidade e problemas renais. Atualmente, essas doenças respondem por 72% das mortes no Brasil.

O problema é tão grave que alguns países já proibiram a presença de saleiros nas mesas dos restaurantes. Isso acontece porque o sal é capaz de reter líquidos dentro dos vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial.

Entretanto, como um dos fatores que podem ser controlados e evitados, o sal pode e deve ser combatido. Segundo o Ministério da Saúde, 75% do consumo de sódio no Brasil correspondem à quantidade de sal adicionado pela população ou na preparação ou no consumo dos alimentos e refeições. Essa realidade pode mudar a partir do consumo de sal com moderação e seguindo a recomendação da OMS.

Nossa Dica do Bem é: se você tem pressão alta, comece a diminuir ou retirar o máximo possível o sal de suas refeições.

Por que controlar a hipertensão?

A hipertensão é um fator de risco pra diversas complicações e, caso não receba os cuidados necessários, pode apresentar diversas consequências – como infarto e AVC.

Realizar um controle adequado e monitorar com frequência é extremamente essencial. Esse cuidado pode incluir consultas, exames e medicamentos periodicamente.

Entenda um pouco melhor aqui: “Hipertensão: consultas, exames e medicamentos

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