Infarto: 8 Dicas que vão te ajudar a evitá-lo!

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Você sabia que cerca de 55% dos infartos ocorrem sem apresentar sintomas anteriores? Eles não marcam hora ou lugar: podem acontecer no trabalho, em casa ou mesmo na academia.

A dor no peito é bastante característica, mas pode aparecer em outras partes do corpo, como braços e mandíbula. Além disso, pode acontecer subitamente ou levar horas até que a pessoa perceba.

Mas o que é o infarto e como evitá-lo?

Também conhecido como ataque cardíaco, os doutores chamam o problema de infarto agudo do miocárdio.

Infarto é a morte do músculo cardíaco, o miocárdio (daí o nome infarto agudo do miocárdio). Ele acontece quando o fluxo de sangue que leva oxigênio ao coração é bloqueado, causando danos até mesmo morte (necrose) ao miocárdio.

Causas

O infarto é provocado quando coágulos formados a partir de placas de gordura obstruem as artérias que transportam oxigênio ao coração (artérias coronárias). Dessa forma, não se trata de um crescimento progressivo das placas de gordura até que a placa ocupe toda a artéria. Isso até pode acontecer, mas geralmente acontece de forma súbita, quando um coágulo bloqueia a artéria:

Durante a vida e dependendo dos hábitos de cada pessoa, gordura e colesterol são acumulados nas paredes das artérias. A placa de gordura sofre uma ruptura, formando um coágulo, que obstrui a passagem de sangue. Com o fluxo de sangue bloqueado, o acesso de oxigênio ao coração é impedido. Sem oxigênio, as células do coração começam a morrer.

Outros motivos também podem desencadear o infarto. Tais como:

  • Tumores: presentes em outras partes do corpo, eles podem se transportar pelo sangue, interferindo no fluxo natural de sangue;
  • Ruptura em uma artéria coronária;
  • Espasmos em uma artéria coronária, pelo uso de drogas, como a cocaína, por exemplo.

Entre os fatores de risco relacionados ao surgimento do infarto estão:

  • Idade de risco (homens >45 anos e mulheres >55 anos);
  • Histórico familiar;
  • Hipertensão
  • Colesterol elevado;
  • Obesidade;
  • Falta de atividade física regular;
  • Estresse;
  • Fumo ou abuso de álcool;
  • Uso de drogas, como cocaína.

A maioria dos fatores de risco está relacionada aos hábitos individuais. Por isso dizem que é fundamental adotar um estilo de vida saudável para cuidar do coração!

Sintomas

A dor, talvez o sintoma mais clássico e conhecido do infarto, é na verdade dividido em dois tipos e varia de pessoa para pessoa:

  • Dor típica: no meio do peito, como um aperto, podendo se estender pelo braço esquerdo;
  • Dor atípica: mais difícil de ser diagnosticada, pode aparecer em qualquer parte do corpo, entre a mandíbula e o umbigo;

Outros sintomas que podem acompanhar a dor são:

  • Falta de ar;
  • Sensação de ansiedade;
  • Palpitações
  • Vômitos
  • Suor frio
  • Fraqueza ou fadiga;
  • Palpitações
  • Sonolência
  • Tontura ou vertigem.

Angina de Peito

O infarto acontece quando a artéria está completamente obstruída. Contudo, antes da obstrução, as placas de gordura e colesterol já ocupam espaço nas artérias. Essa ocupação geralmente é assintomática, até atingir a proporção de cerca de 80%, quando um sintoma característico surge: a angina de peito, uma dor causada pela isquemia do miocárdio.

Enquanto em repouso, o coração não precisa de muito fluxo de sangue. No entanto, quando o coração acelera, durante uma atividade física ou susto por exemplo, ele demanda uma maior quantidade de sangue que não consegue ser transportada pela artéria. Neste momento, surge a dor. Assim que a pessoa volta ao repouso, a dor tende a diminuir.

A angina de peito surge quando a quantidade de sangue que chega ao coração só é suficiente  enquanto a pessoa está em repouso. Se você estiver sentido essa dor, consulte um Cardiologista do Bem o quanto antes!

Diagnóstico

O diagnóstico de infarto não é realizado em consulta médica tipicamente, mas sim no Pronto Socorro, em caráter de emergência. Na presença dos sintomas, é preciso procurar ajuda médica imediata. Ligar para a emergência ou ir para o Pronto Socorro é fundamental, mesmo que os sintomas diminuam, uma vez que os danos do infarto são irreversíveis, mas podem ser minimizados com o socorro médico.

Por isso, não espere até a dor passar e não ignore os sintomas. Busque ajuda médica imediatamente!

Quando for atendido pelo doutor, além de responder perguntas sobre os sintomas e histórico de doenças pessoais e familiares, o paciente será submetido a exames para avaliar os sinais. Medir a pressão arterial e o pulso, monitorar os batimentos cardíacos e ouvir o coração e pulmão são algumas ações práticas do doutor que poderão ser somadas a exames de sangue e eletrocardiograma, entre outros, para avaliar com precisão o cenário.

Tratamento

De medicamentos a procedimentos cirúrgicos, o tratamento de infarto varia de acordo com a gravidade do quadro de cada paciente. Uma técnica possível é a angioplastia: ao detectar a artéria entupida, o doutor substitui o trombo interior da artéria por um stent (um tubo), garantindo que o sangue poderá circular livremente no local anteriormente lesionado.

8 Dicas do Bem para evitar o infarto

O infarto pode ser prevenido adotando-se alguns hábitos saudáveis. Pensando nisso, desenvolvemos 8 dicas do bem que poderão

  1. Não fume e tome cuidado com o fumo passivo. Entre todos os problemas causados pelo cigarro está a inflamação dos vasos, o que facilita a rotura das placas de gordura e consequente formação de coágulos. Além disso, fumar potencializa o aumento do colesterol e sua aderência às paredes da artéria.
  2. Controle o colesterol ruim. Um estilo de vida saudável pode ajudar a manter o colesterol ruim (LDL) baixo e o colesterol bom (HDL) alto. Se preciso, converse com seu Doutor do Bem para utilizar medicamentos que auxiliam no controle do colesterol.
  3. Fique atento à pressão arterial. Manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg é o ideal. Para isso, é controlar o consumo de sal na dieta, entre outros fatores.
  4. Controle a dieta! Dê preferência a uma alimentação rica em fibras, vegetais e frutas. Substitua a carne vermelha por peixe, por exemplo, para evitar a ingestão excessiva de gordura.
  5. Pratique atividades físicas regularmente. Exercícios regulares ajudam a diminuir os níveis de colesterol e pressão arterial.
  6. Combata a obesidade. Sabe-se que pessoas obesas têm mais disposição para desenvolver problemas cardiovasculares.
  7. Fique de olho no diabetes, um dos principais fatores de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
  8. Evite se estressar. O estresse libera substâncias como o corticóide, o que pode aumentar a pressão arterial e as chances de o sangue coagular. Aprender a lidar com o estresse é fundamental para evitar doenças cardiovasculares.

Para saber mais, consulte um Cardiologista do Bem e cuide do seu coração <3.

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