Intolerância à lactose: sintomas, diagnóstico e tratamento

Intolerância à lactose: sintomas, diagnóstico e tratamento

Beber um copo de leite uma vez e passar mal depois não significa necessariamente intolerância à lactose. Mas, passar mal todas as vezes pode levantar suspeitas.

Se você é o tipo de pessoa que sempre sente incômodos, como gases e abdômen distendido, ao ingerir leite ou derivados, continue lendo esse artigo.

O que é intolerância à lactose?

A lactose nada mais é do que o açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos. Ela é uma molécula de açúcar grande (dissacarídeo), formada pela junção de dois açúcares simples (monossacarídeos): a glicose e a galactose. Como o organismo não é capaz de absorver moléculas grandes de açúcar, o sistema digestivo conta com a ajuda de enzimas, responsáveis por quebrar açúcares complexos em açúcares simples e, consequentemente, viabilizando sua absorção nos intestinos.

Uma dieta habitual de um adulto contém cerca de 300 gramas de açúcares, o que inclui amido (presente em cereais, arroz e batatas), sacarose (presente no açúcar comum), frutose (presentes nas frutas e no mel) e lactose (presente no leite e seus derivados).

Intolerância à lactose é o resultado da incapacidade do organismo de digerir totalmente o açúcar de produtos lácteos. Ou seja, o organismo é capaz de digerir todos os diferentes tipos de açúcares, menos a lactose.

Isso acontece devido à falta de uma enzima específica responsável pela quebra da lactose em glicose e galactose: a lactase. Produzida no intestino delgado, a lactase é a enzima que permite a absorção dos açúcares presentes no leite pelos intestinos.

Quando os níveis dessa enzima são insuficientes, o açúcar não é digerido, chegando ao cólon (intestino grosso) em uma quantidade muito elevada. No intestino grosso, estão presentes várias bactérias (flora intestinal) capazes de fermentar a lactose.

E é desse processo de fermentação que são gerados os sintomas da intolerância: o processo resulta na produção de gases de hidrogênio e ácidos, além de aumentar o volume das fezes por absorver os sais minerais e água das paredes do intestino.

A gente nasce ou adquire a intolerância à lactose?

Existem duas formas de intolerância à lactose: a primária, quando o indivíduo já nasce com propensão a desenvolver a deficiência de lactase; ou secundária, quando a intolerância à lactose é adquirida ao longo da vida.

Existem casos, mas mais raros, de intolerância resultado de defeito genético na produção de alguma lactase. Contudo, a intolerância geralmente é adquirida, uma vez que a quantidade de lactase produzida no intestino costuma diminuir conforme o indivíduo envelhece, a produção de lactase vai se tornando cada vez menor, ao ponto da intolerância à lactose ser extremamente comum na população mais velha, principalmente em negros, latinos e asiáticos.

A intolerância à lactose secundária é surge devido à presença de doenças ou cirurgias no intestino. Entre as doenças estão a doença celíaca (intolerância ao glúten) e doenças imunossupressoras, como a Aids.

Intolerância não é alergia

A intolerância à lactose é resultado de uma deficiência na produção de enzimas, enquanto a alergia é uma reação do sistema imunológico a uma substância que ela considera invasora. Tratam-se, portanto, de duas reações totalmente diferentes.

No caso da intolerância, os sintomas começam entre 30 minutos a 2 horas após ingerir alimentos que contenham lactose, se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção da ingestão do alimento.

Os sintomas mais comuns incluem diarreia, cólicas abdominais, flatulência e inchaço. Apesar de os sintomas geralmente serem amenos, eles costumam variar de acordo com a ocasião.

Diagnóstico e tratamento da intolerância à lactose

O diagnóstico da intolerância à lactose é, geralmente, baseado apenas na história clínica e sintomas apresentados pelo paciente. Embora não seja necessário realizar exames, em alguns casos eles podem ser solicitados pelo Doutor. Os exames são:

  • Teste de intolerância à lactose: análise dos níveis de glicose no sangue após o paciente ingerir um líquido rico em lactose em jejum (no caso de pacientes com intolerância, os níveis permanecem inalterados);
  • Teste de hidrogênio na respiração: análise do nível de hidrogênio eliminado na expiração após a ingestão de lactose;
  • Teste de acidez nas fezes: análise do nível de acidez no exame de fezes após a ingestão de lactose.

Uma vez diagnosticado com a intolerância à lactose, de modo geral, o tratamento não é baseado no uso de medicamentos, apenas na redução do consumo de laticínios. Para contribuir com o tratamento, é possível incluir na dieta o leite e outros produtos lácteos sem lactose (disponíveis no mercado), uma solução para o paciente continuar consumindo laticínios.

Atenção! Suspender o consumo de leite pode ser bastante perigoso para a saúde, uma vez que ele é uma das principais fontes de outro nutriente básico para o desenvolvimento do organismo: o cálcio. O ideal é consumir queijos curados ou fermentados, bem como frutos secos, legumes, berbigões ou mexilhões. Alimentos que são ricos em cálcio e pobres em lactose. Outra opção interessante é o leite de soja.

Alimentos que possuem lactose

A maioria dos pacientes com intolerância à lactose ainda conseguem tolerar pequenas porções desse açúcar. Grandes quantidades, no entanto, podem causar sintomas. Confira os alimentos que devem ser evitados ou experimentados com bastante cautela devido às possíveis reações:

  • Leite integral, desnatado ou semidesnatado, em pó, em creme ou líquido;
  • Mousses, pudim, sorvetes, chocolates, milk shakes ou bolos feitos com leite;
  • Todas as variedades de queijo;
  • Creme de leite, creme chantilly e outros produtos com manteiga.

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