Já disseram que você é bipolar?

bipolar

Algumas pessoas mudam de humor com muita facilidade. Todas as pessoas têm seus altos e baixos. Contudo, quando as oscilações começam a se tornar muito bruscas e fugir do controle, é preciso investigá-las. O transtorno bipolar é uma doença psicológica que, como qualquer outra, precisa ser diagnosticada por um especialista. As pessoas que sofrem desse problema oscilam entre períodos de muito bom humor e euforia, conhecidos como mania (ou hipomania, quando em menor intensidade), e períodos de depressão. Tratam-se de mudanças graves no humor, na energia, no comportamento e nos pensamentos. Essas oscilações podem ser muito rápidas ou durar meses. A frequência e a intensidade em que ocorrem variam de pessoa para pessoa.

Possíveis causas da doença

Podem estar relacionadas ao desenvolvimento do transtorno bipolar:

  • Desequilíbrio entre os neurotransmissores (responsáveis por transmitir informações no cérebro e bloquear sensações, como a inibição).
  • Desequilíbrio hormonal
  • Genética (histórico familiar)
  • Peculiaridades biológicas (diferenças físicas na formação cerebral)
  • Estresse intenso ou vivência de experiências traumáticas, como abuso sexual ou perda na família.

Além disso, alguns fatores podem agravar ou desencadear a doença, como o uso indevido de drogas ou álcool. Homens e mulheres apresentam a mesma probabilidade de desenvolver a doença. Contudo, sabe-se que seu desenvolvimento é mais comum entre pessoas de 15 e 25 anos.

 

Tipos de transtorno bipolar:

Dos picos de mania para os pontos baixos de depressão

Tipo 1

(conhecida antigamente como depressão maníaca)

Pelo menos um episódio de mania

Períodos de depressão profunda
Tipo 2 Nunca apresentaram episódios maníacos completos, mas apresentam períodos de hipomania.

Períodos de depressão

Ciclotimia

(Pode ser diagnosticada incorretamente como depressão)

Períodos de hipomania

Depressão leve

 

Bipolar: Mania x Depressão

Em um determinado período de tempo (que pode durar dias, semanas ou meses, dependendo de cada pessoa), a mesma pessoa pode:

 

Período maníaco

Período depressivo
Sentir-se revigorada após dormir apenas duas horas

Não encontrar forças para sair da cama

Pedir demissão de seu emprego de forma impulsiva

Sentir-se inútil e desesperançosa por estar desempregada

Estourar o limite do cartão de crédito em compras desnecessárias

Ter autoaversão e culpa por estar endividada

Ir para uma entrevista tendo a certeza que conseguirá o emprego

Sentir-se desmotivada demais para ir à entrevista

 

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, bem como sua gravidade. Em alguns casos, os sintomas de mania e depressão podem, inclusive, acontecer ao mesmo tempo. As oscilações de humor podem ocorrer também de acordo com as estações do ano: picos de mania durante a primavera-verão e depressão no outono-inverno. Ou vice e versa.

 

Na fase maníaca: Na fase depressiva

Alegria exagerada

Tristeza profunda ou desânimo diário

Fácil distração, grande agitação e capacidade de discernimento diminuída

Dificuldade de se concentrar, tomar decisões ou memória reduzida

Hiperatividade, aumento de energia, pensamentos acelerados e sobrepostos

Fadiga ou falta de energia

Compulsão alimentar ou consumo de álcool e drogas em excessivo

Perda de apetite e peso ou comer excessivamente e ganho de peso

Autoestima muito elevada (ilusão sobre suas habilidades)

Baixa autoestima

Grande envolvimento em atividades, gastos excessivos e fala em excesso

Perda de interesse nas atividades antes prazerosas

Temperamento descontrolado e fácil irritabilidade

Pensamentos sobre morte e suicídio

Manter relações sexuais com muitos parceiros

Afastamento dos amigos ou das atividades que antes eram prazerosas

Insônia ou redução da necessidade de dormir

Problemas para dormir ou excesso de sono

O fator chave para desenvolvimento do transtorno bipolar é a vulnerabilidade genética. Sem essa predisposição, torna-se mais difícil desenvolver a doença. Dessa forma, vários fatores ambientais, sociais e de personalidade podem desencadear seu aparecimento, sendo mais comum em pessoas abaixo dos 30 anos de idade.

Sintomas:

É bastante fácil confundir sintomas reais da doença com preguiça ou desânimo, especialmente em adolescentes. Para ter certeza sobre os sintomas e contribuir com a investigação do especialista, preparamos um questionário de 9 perguntas que podem ajudar na formação de um diagnóstico mais acurado em conversa com o doutor:

  1. Quando os sintomas de depressão e mania começaram?
  2. Qual a intensidade dos sintomas?
  3. Com que frequência você sofre de alterações de humor?
  4. Os sintomas inferem no seu dia a dia, no trabalho ou em seus relacionamentos?
  5. Existe alguém na família com histórico de transtorno bipolar?
  6. Você passou por alguma experiência traumática ou mudança significativa em sua vida recentemente?
  7. Quantas horas você dorme à noite?
  8. Você faz uso de drogas, álcool ou cigarros?
  9. Você já pensou em suicídio?

 

O risco de tentativas de suicídio em pessoas que sofrem de transtorno bipolar  é alto. O abuso de álcool e drogas apenas intensificam os sintomas, que podem resultar em psicose (perda de contato com a realidade), por exemplo. A automedicação em caso de transtorno bipolar é altamente proibida. Antidepressivos, por exemplo, podem agravar alguns quadros e devem ser usados apenas com acompanhamento médico.

É perfeitamente possível que uma pessoa que sofre de transtorno bipolar recupere o controle sobre seu humor e mantenha sua qualidade de vida e rotina. Contudo, o transtorno bipolar não desaparece sozinho. É preciso recorrer a um acompanhamento médico e seguir o tratamento à risca!

 

Dica do Bem:

Agende agora mesmo uma consulta com um Psiquiatra do Bem caso você::

  1. Apresente sintomas de depressão ou mania.
  2. Tiver sido diagnosticado com transtorno bipolar no passado e seus sintomas voltaram ou novos sintomas tiverem surgido.

O Consulta do Bem possui diversos Psiquiatras do Bem distribuídos por toda a São Paulo e altamente capacitados para cuidar de você ou de seu ente querido com carinho. Com certeza tem um pertinho de você. Outra dica: não vá sozinho à consulta. Leve alguém de sua confiança para te acompanhar ou acompanhe seu ente querido! É sempre bom ter uma mão amiga por perto :)

Ainda tem dúvidas sobre o assunto?

Deixe seu comentário ou pergunta aqui e nossos Doutores do Bem de plantão irão responder suas dúvidas o quanto antes!

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