Jejum faz bem ou mal à saúde?

Jejum faz bem ou mal à saúde?

Pergunta polêmica: jejum faz bem ou faz mal à saúde?

Tem quem diga que o jejum, ou seja, aquele período prolongado sem ingerir alimentos ou líquidos, é um aliado potente para quem está brigando com a balança. Basta fechar a boca por algumas horas ao longo do dia para garantir a perda daqueles quilinhos indesejados. Mas será que isso é verdade?

A realidade é que, realmente, na hora de perder peso, a lógica consiste em controlar o consumo de calorias. Para emagrecer, é preciso gastar mais calorias do que o consumido. O problema é que, quando o assunto é a máquina (superinteligente, diga-se de passagem) “corpo humano”, na prática a lógica é outra.

Ao não se alimentar adequadamente, isto é, ficar horas sem comer, o organismo interpreta a falta de alimentação como uma situação atípica e entra em uma modo de “economia de energia”. Em outras palavras, o jejum prolongado e frequente obriga o corpo a diminuir o metabolismo. Com o metabolismo lento, a pessoa fica mais predisposta a engordar, mesmo comendo pouco, pois o corpo entende que há a necessidade de formar uma reserva energética. Dessa forma, ele começa a criar estoques de gordura como forma de proteção contra o período de escassez. Nada mais do que um mecanismo de sobrevivência.

Além disso, a alimentação balanceada e saudável é capaz de fornecer ao organismo nutrientes importantes tanto para o gasto de energia diário, quanto para a manutenção da saúde do corpo. Se faltar nutriente na dieta, ele será obrigado a retirá-los do próprio organismo, inclusive dos órgãos. Por exemplo, os ossos nada mais são do que estoques de cálcio. Uma alimentação pobre nesse nutriente pode fragilizar a estrutura óssea, tornando a pessoa mais propícia a sofrer fraturas ou mesmo desenvolver doenças. Um processo não apenas prejudicial, como também danoso.

Os sinais que o corpo dá

O jejum priva o corpo de um nutriente muito importante para o fornecimento de energia: a glicose. A glicose é um tipo de açúcar usado pelo corpo como a principal fonte de energia (em fato, para todos os organismos vivos). Dessa forma, para sobreviver, o organismo depende de doses constantes de glicose.

Quando o jejum começa, o corpo passa a dar sinais de que precisa de glicose. Entre eles estão todos os tipos de mal-estar, como dor de cabeça, indisposição, visão turva e palidez, sem mencionar as dificuldades de concentração e queda no rendimento intelectual. Mas isso varia de pessoa para pessoa: algumas estão acostumadas a ficar longos períodos em jejum sem sentir nenhum mal-estar, enquanto outras podem começar a sentir o incômodo da fome já nas primeiras horas sem comer. A falta de sinais, no entanto, não significa que o jejum não esteja sendo prejudicial.

O jejum intermitente

Existem diversas formas de fazer jejum, como por exemplo a Dieta 5:2, que consiste em diminuir consideravelmente o consumo de calorias durante dois dias por semana, realizando apenas 2 refeições nesses dias: o café da manhã e o jantar.

Mas, a moda agora é o jejum intermitente, jejum cada vez mais famoso nas rodinhas de conversa fitness. O jejum intermitente, já usado por vários famosos, consiste em reduzir o número de refeições, mas manter uma dieta balanceada. Ou seja, a ideia é ficar mais tempo sem comer, mas trazer mais qualidade às refeições. Contudo, como o próprio nome diz, a técnica continua sendo um jejum e a pessoa pode ficar em restrição alimentar por um período maior do que o ideal para sua saúde. Além disso, a perda de peso resultante dessa técnica nem sempre é sustentável, pois não parte de uma reeducação alimentar: ao voltar a comer normalmente, os quilinhos voltam junto.

Verdade seja dita: dietas são importantes e o controle do peso é mais importante ainda quando o assunto é saúde. Mas, só é possível aliar os dois (emagrecimento e saúde) com a ajuda de um bom profissional, que entende do assunto e é capaz de traduzir seus objetivos e mostrar o caminho certo. Por isso, consulte um Nutricionista do Bem!

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