Melanoma: o tipo mais grave de câncer de pele

Melanoma

O que é o que é: pequena, simétrica, pode aparecer em qualquer lugar e todo mundo possui pelo menos uma pelo corpo?

A resposta é a pinta (ou nevo, como é cientificamente conhecida). As pintas podem surgir durante toda a vida. Na infância, adolescência ou até mesmo na gravidez, devido à exposição solar ou alterações hormonais, entre outros fatores. Muito comuns, e até charmosas, as pintas são formadas por melanócitos, as células que produzem a melanina. Como elas são responsáveis por dar pigmento à pele e pêlos, uma concentração muito grande tende a formar manchas escuras naturalmente ou, em outras palavras, tumores benignos.

Você pode estar se perguntando: então todo mundo tem um tumor benigno?

Sim! Se você tem uma pinta, você tem um tumor benigno.

Contudo, tumores benignos não são preocupantes e só oferecem riscos se evoluírem para uma forma maligna. Como todo tumor maligno é chamado de câncer, o tumor maligno na pele é chamado câncer de pele.

Quando o câncer é causado pelos melanócitos, como as pintas, ele é chamado Melanoma. E seu processo de surgimento acontece a partir de uma alteração no DNA da célula. Geralmente, o corpo produz células novas de forma ordenada e empurra as células velhas para a superfície da pele, para serem descartadas. Quando as células sofrem alguma alteração, elas começam a se multiplicar descontroladamente até formar uma uma massa de células cancerígenas, ou um tumor maligno.

Por isso é tão comum ouvir que as pintas devem ser observadas periodicamente por um dermatologista. Bem como as manchas grandes pelo corpo, elas podem, mesmo que de forma remota, oferecer riscos para o surgimento de tumores malignos, principalmente se mudarem de cor, aumentarem ou começarem a sangrar ou coçar.

Uma série de fatores de risco pode contribuir para que essa alteração aconteça, entre eles:

  • Exposição solar ao longo da vida sem proteção adequada;
  • Histórico familiar da doença;
  • Histórico pessoal da doença (se já teve câncer de pele);
  • Idade superior a 50 anos;
  • Presença de pintas pelo corpo: elas podem sofrer alteração ou novas pintas podem surgir.
  • Pele clara, especialmente que sempre se queima e nunca bronzeia;
  • Imunidade baixa.

Pode aparecer em qualquer lugar do corpo

Se você está pensando que o melanoma ocorre apenas na pele… mito! Ele pode ocorrer em qualquer lugar, até mesmo nos olhos, boca, genitais, trato gastrointestinal, membranas mucosas e até mesmo sob as unhas, entre outros.

Apesar de ele ser mais comum na pele, pessoas com a pele mais pigmentada têm um risco menor de apresentar o câncer em lugares comuns.

Pode invadir qualquer órgão

Muito temido, o melanoma tem a capacidade de se espalhar e invadir qualquer órgão, inclusive o cérebro e o coração, tornando-se altamente perigoso se não diagnosticado precocemente.

É o menos comum, mas mais agressivo

Existem dois tipos de câncer de pele: o melanoma e os cânceres de pele não melanoma de células escamosas e basocelular. Enquanto o melanoma é formado por melanócitos, a maioria dos outros cânceres de pele surgem de células basais ou escamosas. Além de serem mais comuns, são menos preocupantes, pois raramente invadem outras partes do corpo.

Na realidade, o câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, representando 25% de todos os casos registrados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). O melanoma, no entanto, é responsável por apenas 4% do total, o que corresponde a uma estimativa de mais de 6 mil novos casos de melanoma por ano.

O Melanoma pode se manifestar como:

  • Melanoma extensivo superficial: plano, irregular e com tons entre o marrom e preto, é o tipo mais comum e pode surgir em qualquer idade;
  • Melanoma nodular: geralmente começa como uma área elevada de cor preta azulada ou vermelha azulada, mas podem não apresentar cor;
  • Melanoma lentigo maligno: comum em idosos e em peles expostas e danificadas pelo sol, costumam ser planos, grandes e amarronzados;
  • Melanoma lentiginoso acral: menos comum, ocorre nas palmas, solas ou embaixo das unhas.

O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura

Diagnosticar o melanoma é relativamente simples. A avaliação é feita na clínica e por meio de um exame chamado biópsia (anátomo patológico), isto é, a remoção de uma pequena quantidade de tecido da região afetada, sem comprometer a lesão. Essa amostra é analisada e pode fornecer informações importantes, como o tipo de câncer de pele e seu grau de malignidade.

É curável, mas o tratamento depende do estágio

Como acontece em qualquer caso de câncer, o tratamento depende do estágio em que o tumor se encontra e seu tamanho. No estágios iniciais, é possível optar pelo procedimento cirúrgico, para remoção do tumor, como única etapa. Contudo, se o tumor tiver se espalhado, o tratamento precisará ser incrementado com quimioterapia, radioterapia, entre outros procedimentos. Por isso a importância de ter o corpo observado periodicamente por um Dermatologista do Bem.

O acompanhamento é a principal prevenção

Evitar a exposição solar sem proteção adequada é a basicamente a única forma de prevenir o câncer de pele. Dessa forma, usar filtro solar com FPS 30 no mínimo é essencial!

Mas o tumor pode surgir mesmo com todos os cuidados tomados. Por isso as principais dicas do bem são:

  1. Conheça a sua pele. Se olhe periodicamente no espelho, observando cada pinta e mancha. Dessa forma, você será capaz de identificar qualquer possível alteração.
  2. Visite o dermatologista com frequência. O exame clínico feito pelo doutor é suficiente para identificar qualquer possível alteração e a necessidade de realizar exames laboratoriais. Por isso, a importância de visitá-lo periodicamente, como forma de prevenção.

Para saber mais, consulte um dermatologista do Bem. Veja todos os médicos disponíveis e encontre o mais próximo de você no www.consultadobem.com.br 😉

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