O Cenário da Saúde no Brasil e o Impacto nas Empresas

O Cenário da Saúde no Brasil e o Impacto nas Empresas

O Doutor Carlos Ballarati apresentou o cenário do setor de saúde brasileiro e algumas oportunidades em termos de inovação para empresas em evento realizado na Câmara de Comércio França-Brasil, no dia 19/04/2017.

Consulta do Bem

Cenário da Saúde

O setor de saúde brasileiro movimento 9% do PIB nacional e numa primeira análise deste número já podemos identificar as deficiências do modelo constituído por agentes públicos e privados. Os agentes privados são responsáveis por 56% dos recursos do setor, mas só atendem a 25% da população brasileira. Na outra ponta os agentes públicos respondem por 44% dos recursos, mas têm 75% da população brasileira para assistir.

O nosso SUS (Sistema Único de Saúde) criado a partir do estabelecimento da Constituição de 1988, com o objetivo de garantir o acesso a todos cidadãos, não consegue suprir toda população. Sua capacidade não alcança 50 milhões de brasileiros e como o sistema suplementar, privado, atende aproximadamente 50 milhões (25% da população), nós temos mais de 100 milhões de brasileiros que não são atendidos nem pelo SUS e nem pelo sistema suplementar.

“Nosso sistema de saúde se encontra num impasse que essa crise econômica só agravou. Com este nível de investimento atrelado à má gestão e à ineficiência ao longo da cadeia da saúde, marginalizamos mais de 50% da população brasileira” afirma o Dr. Carlos Ballarati, Doutor em Medicina pela USP e Sócio-Fundador do Consulta do Bem (startup que oferece uma plataforma que conecta pacientes a médicos e laboratórios).

O atual sistema sofre ainda com a judicialização excessiva e contextos regionais muito diferentes. A saúde suplementar é oferecida sobretudo nos estados das regiões sudeste e sul. Estados do nordeste e norte têm um quadro mais crítico. Para encontrarmos uma solução, além de reconhecermos os problemas atuais, também temos que analisar algumas tendências demográficas. A população brasileira está envelhecendo conforme nossa expectativa de vida se expande. Algumas doenças, típicas de populações urbanas de renda média, têm aumentado sua incidência na população: obesidade, diabetes e hipertensão. Para vencer esse quadro, governo, empresas e todos agentes da sociedade precisam repensar o modelo brasileiro.

Segundo Ballarati – “Nós desperdiçamos informações relacionadas à saúde de maneira espantosa. Atualmente temos tecnologia para colher e registrar informações de saúde, poderíamos interligar dados obtidos nos postos, hospitais, centros de diagnóstico e clínicas. Infelizmente, o sistema de saúde e as práticas de gestão ainda não fazem uso desse conjunto dados. Se esses dados fossem integrados e organizados numa plataforma Big Data poderíamos gerar informações e conhecimento que permitiriam melhorar a qualidade de atendimento e a redução drástica dos custos em todo o sistema”

Empresas e Inovação

As empresas brasileiras enfrentam essa realidade complexa do cenário da saúde há anos. Os planos de saúde sofrem reajustes vinculados à inflação médica, sempre muito acima da inflação oficial (seja o IPCA ou IGP-M). A solução tem sido reduzir a qualidade dos planos e até suspender a oferta para funcionários. Mesmo com essas adequações as empresas devem ainda garantir que a oferta de informação e a mobilização de funcionários sejam efetivas para prevenir problemas e quadros crônicos de saúde. O Dr. Ballarati acredita que a solução virá de fora desse sistema atual. Novas tecnologias e agentes de inovação já apresentam soluções que podem reverter a precariedade e ineficiência na oferta de serviços de saúde.

Uma revolução tecnológica avança rapidamente neste setor. Muito em breve faremos exames laboratoriais em locais próximos como clínicas, farmácias e até mesmos em nossas residências. Nossos smartphones e wearables (dispositivos que usamos como pulseiras, relógios entre outros) monitorarão nossa saúde e essas informações estarão à disposição de pacientes e médicos. O acesso à saúde será ampliado, todos esses eventos vão gerar informações que garantirão um diagnóstico mais rápido e preciso.

As inovações também ocorrem por meio de novos modelos de oferta de serviços de saúde. O aplicativo do Consulta do Bem apresenta horários ociosos de milhares de médicos, clínicas e laboratórios a preços convidativos. Na versão dessa plataforma para empresas os colaboradores têm acesso a preços ainda mais reduzidos e podem agendar consultas e exames com facilidade. Em poucos cliques é possível encontrar um médico disponível próximo à residência ou ao local do trabalho. Neste modelo “saúde sob demanda” só se paga quando o serviço é realmente necessário e a empresa ainda pode contratar serviços hospitalares para eventualidades e situações de maior gravidade.  

O quadro da saúde e os desafios para as empresas não são novidade. A boa notícia é que a tecnologia, empreendedores e alguns fornecedores desse setor já estão apresentando soluções.

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