Obesidade Infantil é uma Epidemia Global

menino-olhando-hamburguer

Você já se perguntou por que há tantos doces saltando à vista das crianças nas filas dos caixas? Geralmente, somos capazes de passar por esses corredores açucarados sem prestar atenção, pois sabemos que não são saudáveis. As crianças não têm essa consciência. A obesidade já se tornou tão comum entre crianças de todo o mundo que a doença é considerada uma epidemia global pela Organização Mundial da Saúde.

Mas o que é obesidade?

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, sendo um fator de risco para desenvolvimento de uma série de doenças.

Uma criança é considerada obesa quando ultrapassa em 15% o peso médio ideal para sua idade. Isto significa que o excesso de peso se tornou um risco para a saúde, pois aumenta o risco de desenvolver doenças graves como pressão alta, diabetes, dificuldade respiratória, distúrbios do sono, colesterol alto ou problemas no fígado, por exemplo. Doenças que são consideradas de adultos.

A qualidade da alimentação é certamente um fator muito relevante, mas não é o único. Vamos entender todos os fatores que podem impactar de forma tão brutal a saúde e qualidade de vida de nossos pequenos.

 

  • Consumo exagerado de gordura e açúcar

 

Encabeçando a lista dos maiores vilões estão os alimentos ricos em gordura e açúcar (aqueles que, muitas vezes, usamos como recompensa quando o filho se comporta bem), geralmente encontrados em abundância nos alimentos industrializados.

Alimentos industrializados, além de muito atrativos, são produzidos levando em conta mecanismos neurobiológicos. Quando consumimos esses alimentos em excesso, superestimulamos a liberação de dopamina, um neurotransmissor que causa a sensação de prazer no organismo. Ou seja, assim que passa o efeito, você quer atacar um novo doce!

Quem ingere mais glicose do que o necessário acaba armazenando a substância sob a forma de gordura.

 

  • Sedentarismo

 

Ao mesmo tempo em que temos mais acesso à comida, o avanço tecnológico também trouxe outras comodidades que diminuiram drasticamente o gasto calórico: video game, celulares, computadores… a lista vai longe! Se por um lado ingerimos mais calorias e por um outro realizamos menos exercícios físicos, o ganho de peso é uma consequência inevitável.

Uma solução: incentivar as crianças a realizarem mais atividades ao ar livre, de preferência que envolvam bastante movimento. A prática de esportes é uma ótima saída! Além de aumentar o gasto calórico, também estimula a liberação de hormônios que causam a sensação de bem-estar, distraindo as crianças da necessidade de comer doces. A saúde e qualidade de vida do seu filho agradecem!

 

  • Distúrbios hormonais

 

A obesidade está relacionada a diversos fatores, não apenas comportamentais, mas fisiológicos. Algumas pessoas comem bastante e não praticam exercícios, mas mesmo assim permanecem magras. Como isso é possível? Metabolismo acelerado. Por isso, também é necessário entender o papel dos hormônios no metabolismo e sua influência no desenvolvimento da doença.

Por exemplo, um hormônio que está comprovadamente ligado à obesidade é a insulina. Ela é responsável por estocar glicose dentro das células, e em excesso, pode transformar parte dessa glicose em gordura, incentivando o aumento de peso.

Também podemos citar os hormônios da tireoide. Responsáveis por regular a velocidade do metabolismo, quando estão em falta, podem tornar a atividade metabólica mais lenta e, consequentemente, diminuir o gasto de energia do corpo, gerando acúmulo de gordura.

Outro fator relevante é o excesso de cortisol no sangue. O famoso “hormônio do estresse” dificulta a quebra da gordura, desregula a produção de insulina que, já vimos, está associado à produção de gordura e, como se não bastasse, ainda é responsável principalmente pela produção de gordura visceral, aquela gordurinha localizada… na barriga. 

 

  • Doenças genéticas

 

A obesidade também está relacionada à genética. Muitas crianças já nascem com predisposição para desenvolver a doença, dadas as condições para isso.

Estudos afirmam que quando o pai e a mãe têm obesidade, o risco de a criança desenvolver a doença é de 80%. Quando apenas um tem o problema, o risco diminui para a metade. Já quando os pais não possuem a doença, o risco cai para apenas 10%.

O histórico genético possui grande influência. Portanto, também não pode ficar de fora.

 

  • Padrões comportamentais.

 

Não são apenas os padrões genéticos dos pais, mas também os comportamentais dos mesmos que influenciam os filhos. A substituição de alimentos mais saudáveis por alimentos industrializados é um dos hábitos que podem ser culpados. No mundo inteiro vemos, de um lado o declínio do consumo de alimentos saudáveis, como frutas e saladas, enquanto do outro a expansão do fast-food e junk food. Uma vitória não apenas para a obesidade mórbida, mas também para as doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

A influência dos pais na alimentação das crianças pode contribuir para que elas se tornem obesas. Se a família tem o hábito de comer alimentos industrializados, mais práticos e saborosos, a criança também terá. Além disso, existe a crença em certos mitos, como o de que crianças mais gordinhas são mais saudáveis, herança da mentalidade de uma época na qual a desnutrição era o maior problema. A verdade é que, atualmente, a obesidade é um problema tão sério quanto a desnutrição.

 

Os riscos da obesidade

Os riscos da obesidade infantil incluem uma série de doenças graves que, quando desenvolvidas, alteram drasticamente a qualidade de vida da criança durante toda a sua vida.

  • Obesidade morbida (obesidade grau III ou obesidade grave)
  • Doenças respiratórias;
  • Doenças ortopédicas;
  • Colesterol e triglicerídeos elevados;
  • Hipertensão arterial;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes tipo 2;
  • Depressão;
  • Problemas de convivio social.

Tratamento

O tratamento para obesidade infantil nada mais é do que a busca de melhor qualidade de vida e saúde para a criança. Deve ser feito de forma progressiva e com total atenção do pediatra e de um nutricionista. É um gesto de atenção e amor para com a criança! 

Normalmente, ele se baseia em mudanças na alimentação da criança e aumento dos níveis de exercício físico, dependendo da sua idade e estado de saúde geral. Raramente, o doutor pode recomendar o uso de remédios para ajudar na diminuição do apetite.

Para que o tratamento de certo, é recomendado mudar os hábitos alimentares e as atividades diárias de toda a família. Assim fica mais fácil para a criança comer os alimentos certos e entrar no novo ritmo.

O Nutricionista e o Pediatra irão fornecer todas as orientações para que a obesidade seja extinta da família. Mas já nos adiantamos e preparamos 6 dicas que podem fazer toda a diferença para eliminar ou impedir que ela bata à porta!

  1. Evite comprar alimentos industrializados, açucarados ou gordurosos. Ao invés disso, abuse de uma grande variedade de frutas e legumes e de preferência às frutas cítricas e aos vegetais comidos crus. A variedade irá aumentar a probabilidade de a criança gostar de mais opções!
  2. Não ofereça refrigerantes à criança. Dê preferência à água e sucos de frutas naturais.
  3. Se ela não quiser comer os alimentos saudáveis, continue encorajando-na, mas sem pressionar. E evite prometer dar doces como recompensa por bom comportamento.
  4. Compre um prato de tamanho infantil especialmente para ela!
  5. Limite o uso do computador e televisão e nunca permita que a criança se distraia com a televisão durante a refeição;
  6. Procure atividades que a criança goste e incentive que toda a família participe regularmente de atividades ao ar livre. Permitir que a criança experimente várias atividades como judô, balé, natação, karatê ou futebol, por exemplo, pode ser a solução dos problemas!

Consulte um Nutricionista do Bem ou um Pediatra do Bem e saiba mais! 

Posts relacionados

Deixe uma resposta