Obesidade: uma das epidemias mais impactantes do mundo moderno

Obesidade: uma das epidemias mais impactantes do mundo moderno

“Você é o que você come”. Você com certeza já ouviu essa afirmação e, possivelmente, já sentiu na pele, na disposição diária ou mesmo na balança essa verdade.

E engana-se quem acha que não ou vive sua vida ignorando essa máxima! Afinal, uma máquina não funciona sem combustível, certo? É exatamente isso que o alimento representa para o corpo humano.

A qualidade da alimentação, isto é, a ingestão adequada de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, sais minerais e água é (ou pelo menos deveria ser) a prioridade na vida de qualquer pessoa que se preocupa com a saúde, uma vez que absolutamente todos os processos biológicos essenciais para o desempenho das atividades diárias dependem dela. Em outras palavras, sem alimentos, é impossível viver.

Mas o contrário também é verdadeiro! O consumo exagerado de comida ou alimentos com alto valor calórico e baixo valor protéico – associado à baixa ingestão de vitaminas e sais minerais – tem criado uma das mais impactantes epidemias do mundo moderno, que provoca milhões de mortes todo o ano: a obesidade.

Um estudo recente, publicado na revista médica New England Journal of Medicine e divulgado pelo site Exame.com, revelou que uma em cada 10 pessoas em todo o mundo são obesas. Ainda segundo o estudo, em 2015, 2,2 bilhões de pessoas tinham sobrepeso ou eram obesas (número que representa 30% da população mundial). Tratam-se, mais especificamente, de 603,7 milhões adultos obesos em todo o mundo. Mas as crianças não ficaram de fora: a estimativa é de 107,7 milhões de crianças obesas no mesmo período, um número alarmante que caracteriza uma crise mundial na saúde.

No Brasil, segundo levantamento, intitulado “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe” e divulgado pelo site O Globo, mais da metade da população apresenta sobrepeso, enquanto a obesidade atinge a 20% dos adultos.

Mas o que é a obesidade?

A obesidade é uma doença crônica que caracteriza-se pelo acúmulo de gordura corporal, que pode ser causado pelo excesso de consumo de calorias e/ou sedentarismo.

Ela acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente. Quando você ingere mais calorias do que gasta, você ganha peso. O que você come e as atividades que você faz ao longo do dia influenciam nisso

Como diagnosticar a obesidade?

A obesidade é diagnosticada por meio do Índice de Massa Corporal (IMC) do indivíduo. O cálculo do IMC é resultado da divisão do peso do paciente por sua altura elevada ao quadrado. O resultado revela se o peso está dentro da faixa ideal, abaixo ou acima do desejado, podendo indicar sobrepeso ou obesidade.

IMC = peso (kg) / altura (m) x altura (m)

Segundo o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a classificação do IMC se dá da seguinte forma (em kg/m²):

  • Abaixo do peso = menor que 18,5
  • Peso normal = entre 18,5 e 24,9
  • Sobrepeso = entre 25 e 29,9
  • Obesidade = a partir de 30

Ainda considerando o IMC, a obesidade é classificada em 3 graus ou classes, de acordo com o IMC apresentado pelo paciente. Ela pode ser (em kg/m²):

  • Leve: entre 30 a 34,9 (classe 1);
  • Moderada: entre 35 a 39,9 (classe 2);
  • Grave ou mórbida: a partir de 40 (classe 3).

O que causa a obesidade?

Apesar de a alimentação exercer grande influência sobre a condição da doença, o surgimento da obesidade não está associado apenas a maus hábitos alimentares. O desenvolvimento da obesidade engloba fatores genéticos, metabólicos, psicológicos, sociais, comportamentais, ambientais e culturais. A predisposição genética exerce importante influência quando somada à adoção de maus hábitos alimentares e sedentarismo. Contudo, algumas disfunções endócrinas também podem provocar a obesidade.

Portanto, antes de pensar em começar a perder peso por conta própria, é fundamental procurar um especialista para investigar a real causa por trás da doença e realizar um tratamento eficiente.

Como tratar obesidade?

Quando o assunto é obesidade, o tratamento possui como base mudanças consideráveis no estilo de vida. Como ela é provocada por uma ingestão de alimentos que supera a real necessidade do organismo, a forma mais eficaz de tratá-la é diminuindo a quantidade de energia consumida e aumentando as formas de queimá-la. Isso pode ser feito por meio da adoção de uma alimentação balanceada, focada em uma ingestão menor de calorias, e aumento da prática de atividades físicas. Se necessário, o paciente também pode contar com o acompanhamento de um Psicólogo do Bem para melhor adaptação aos novos hábitos e controle de possíveis distúrbios adjacentes, como depressão.

O uso de medicamentos nem sempre é recomendado e, quando necessário, deve ser acompanhado de perto, uma vez que, além de contribuir apenas de forma temporária na melhora da obesidade, possui substâncias que podem provocar reações adversas graves, como insônia, aumento da pressão sanguínea e intestino preso, sem mencionar o risco associado à dependência química que pode provocar no paciente.

A cirurgia bariátrica (procedimento para redução de estômago) pode ser uma opção para pessoas com obesidade mórbida e comorbidades, como diabetes e hipertensão, como forma de restringir a capacidade de ingestão de alimentos e controlar o peso. Mas, claro, cada caso deve ser avaliado individualmente por um especialista.

Quais são os riscos da obesidade?

A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. Isso porque uma pessoa com excesso de gordura está mais propensa ao desenvolvimento de doenças como diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão e problemas cardiovasculares. Além disso, a doença também pode acarretar em problemas físicos, como artrose, artrite, pedra na vesícula, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula.

A obesidade não está relacionada apenas à saúde física ou um problema estético. Ela afeta a aceitação social do indivíduo e suas habilidades de se relacionar com outros, inclusive romanticamente, uma vez que acabam se expondo menos socialmente devido à diminuição da autoestima. Essa situação causa impacto no aspecto psicológico, causando problemas como a depressão.

Dicas do bem para prevenção da obesidade

Não existem soluções mágicas ou de curto prazo para evitar a obesidade. A chave está na adoção diária de hábitos saudáveis que garantam não apenas o combate ao aumento do peso, mas a promoção da saúde do indivíduo como um todo. A dica é direcionada especialmente para aqueles que possuem familiares são obesos, uma vez que a família exerce grande influência na definição dos hábitos de vida do indivíduo desde a infÂncia. Outro fator importante é o ritmo da rotina diária, não permitindo o planejamento de refeições saudáveis ao invés da compra de comidas prontas, industrializadas, ou comer fora.

Pensando em tudo isso, preparamos 7 dicas do bem que vão ajudar no processo de prevenção da doença:

  • Ingerir menos calorias do que você gasta. Um Nutricionista do Bem é o especialista mais indicado para ajudar na definição da dieta ideal para você. De modo geral, é importante manter uma dieta balanceada, ingerir bastante fibra e carnes magras entre outros alimentos com baixo valor calórico, ao invés de opções industrializadas, ou ricas em gordura e açúcar.
  • Realizar exercícios físicos regularmente, sempre com acompanhamento de um especialista. A realização de exercícios aeróbicos, como andar na esteira ou pedalar, combinados à musculação é uma importante ação para a perda de peso e promoção do fortalecimento muscular. O processo resulta na perda de gordura e ganho de massa magra. Outra opção é a prática de esportes ou qualquer outra atividade que gere prazer, elemento fundamental para garantir o bem estar e constância da prática de atividade física.
  • Evitar fórmulas mágicas de emagrecimento e outros produtos que prometem a redução de peso e medidas. Além de muitos produtos realizarem propaganda enganosa, alguns utilizam misturas de substâncias proibidas pelo Ministério da Saúde.

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