Omeprazol: estudos revelam a sua relação com câncer de estômago

Omeprazol: estudos revelam a sua relação com câncer de estômago

O Omeprazol é um medicamento indicado para tratamento de refluxo ácido, gastrite e úlcera gástrica. Ele é capaz de reduzir a acidez do estômago e ainda pode ser usado para proteger a mucosa estomacal contra a ação de outros remédios, como anti-inflamatórios.

Se você já sofreu com qualquer desses problemas, é bem provável que seu médico tenha prescrito o Omeprazol (especialmente, para ser tomado pela manhã, em jejum), uma vez que sua atuação na proteção e no combate à dor de estômago é eficaz.

Contudo, descobertas recentes têm colocado o Omeprazol em discussão. O remédio tem sido associado a uma doença ainda mais grave: o câncer de estômago.

Remédios como Omeprazol dobram os riscos de câncer de estômago

Contudo, descobertas recentes têm colocado o Omeprazol em discussão. O remédio tem sido associado a uma doença ainda mais grave: o câncer de estômago.

Mas quando foi que esse medicamento, herói em casos de gastrite e úlceras, passou de mocinho para vilão?

A resposta está em um estudo recente.

O estudo, realizado na Universidade de Hong Kong e University College London, contou com a participação de 63.397 pessoas, submetidas a diferentes tratamentos entre 2003 e 2012. A ideia foi comparar o uso das drogas do grupo de inibidores de bomba de próton (IBP), do qual o Omeprazol faz parte, juntamente com o Pantoprazol e lansoprazol, a um outro medicamento, conhecido como H2, que também controla a produção de ácido estomacal.

Depois de realizado o tratamento, os adultos foram acompanhados e monitorados por cientistas por mais 3 anos. Nesse período alguns desenvolveram câncer de estômago, outros faleceram, enquanto uma parcela chegou ao final do estudo, em 2015, sem apresentar problemas.

Apesar de alguns acadêmicos já terem identificado a possível relação, nunca haviam elaborado um estudo após eliminar a bactéria Helicobacter pylori, a H Pylori, bactéria causadora da gastrite – também suspeita de influenciar no surgimento do câncer estomacal. Dessa forma, tornava-se difícil testar a ligação dos medicamentos no desenvolvimento da doença.

Dentre os participantes, 3.271 pessoas receberam IBP por quase três anos, enquanto 21.729 participantes tomaram bloqueadores de H2. Desses, 153 desenvolveram câncer de estômago, sendo que nenhum deles havia testado positivo para H pylori.

Os resultados foram reveladores:

Os IBPs, como o Omeprazol, podem aumentar em até 2,4 vezes o risco de desenvolver câncer de estômago quando comparados aos medicamentos H2.

O estudo revelou, ainda, que a chance de desenvolver câncer no estômago aumenta na mesma proporção do tempo de uso do medicamento: o uso diário de IBP aumenta 4,55 vezes o risco de desenvolver a doença se comparado ao uso semanal. Além disso, o uso contínuo por mais de um ano aumenta o risco de câncer de estômago em cinco vezes, podendo chegar a oito vezes após três anos ou mais de tratamento.

Com essas informações, a recomendação dos pesquisadores foi aumentar a cautela ao prescrever medicamentos como o Omeprazol. Sua atuação contínua eficaz. Contudo, é preciso comparar e equilibrar os riscos e os benefícios!

A automedicação pode ser muito prejudicial. Portanto, não tome remédios sem a indicação de um profissional da saúde. Consulte um Doutor do Bem para avaliar o seu quadro!

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