Os impactos do celular no ambiente de trabalho

Os impactos do celular no ambiente de trabalho

Liderando o ranking de fatores que mais atrapalham a produtividade está nada menos do que o smartphone. O aparelho, que vai de grande aliado da comunicação e realização de tarefas a um dos principais vilões no ambiente de trabalho, tem sido o foco de conflitos entre gestores e funcionários, podendo levar, inclusive, a demissões.

A comodidade de ter na palma das mãos o acesso a toda sua rede de contatos, conta de e-mail, mídias sociais, canais de notícias e uma infinidade de aplicativos pode parecer a solução ideal para geração de autonomia no desempenho de tarefas. Contudo, apesar de todos os benefícios que acompanham o aparelho, seu uso em excesso pode provocar conflito de interesses dentro do ambiente de trabalho, por tirar o foco do colaborador e comprometer seu desempenho e produtividade.

E é exatamente isso que mostra uma pesquisa do site norte-americano CareerBuilder, realizada no início do ano. A pesquisa considerou a opinião de 2.186 gerentes de contratação e profissionais de recursos humanos, bem como 3.031 funcionários com idade a partir de 18 anos em empresas de todos os setores e portes nos Estados Unidos.

Segundo o estudo, mais de 55% dos gestores acreditam que o smartphone é o maior concorrente da produtividade. Exatamente 75% dos gestores estimam que o tempo gasto pelos colaboradores no celular durante o expediente seja de, no mínimo, duas horas do dia. E os colaboradores não desmentem: dos cerca de 83% que possuem smartphone, 82% afirmam ficar de olho no aparelho durante o trabalho.

Entre os maiores problemas que acompanham a queda na produtividade estão o comprometimento da qualidade do trabalho (48%), baixa moral, uma vez que o trabalho não realizado ou mal feito acaba ficando a cargo de outros colaboradores (38%), impacto negativo na relação gestor/empregado (28%), descumprimento de prazos (27%), perda de receita (26%) e impacto negativo na relação com o cliente (20%).

Como conscientizar os funcionários sobre o uso do celular no ambiente de trabalho?

Como reverter essa situação quando o smartphone já se tornou um aliado presente tanto na esfera pessoal, quanto na profissional, sendo quase impossível dissociar os dois sem que haja perdas na própria produtividade? Como estabelecer limites e conscientizar colaboradores quanto ao seu uso quando o aparelho já foi absorvido como ferramenta em sua rotina de trabalho e dia a dia?

Embora complexa, a questão pode ser resolvida de forma bastante simples. Em alguns casos, ela requer apenas uma mudança nas políticas da empresa, como o bloqueio de acesso a determinados sites e monitoramento de uso da internet, por exemplo, enquanto em outros pode ser necessário proibir o uso do celular ou realizar um controle mais próximo.

A escolha da forma como lidar com a situação deve depender das características de cada empresa, como por exemplo sua cultura organizacional e dependência do uso da tecnologia para comunicação interna e externa. Criar uma política de tolerância zero ou de uso moderado do smartphone, estabelecer regras caso a caso ou limitar o uso apenas para momentos de folga são decisões a serem tomadas por cada organização individualmente, considerando suas necessidades, regras internas e metas. Na tomada de decisão, é fundamental selecionar uma regra que esteja de acordo com sua empresa, caso contrário, a ação pode afetar a moral e a produtividade da equipe, causando o efeito contrário ao proposto.

Uma solução adotada por algumas empresas que não aprovam o uso do smartphone é permitir o desligamento por justa causa como consequência do uso excessivo e recorrente do celular. A punição é justificada com base no o artigo 482 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que cita atos de “indisciplina” ou “insubordinação” precedentes para o desligamento do funcionário por justa causa. Neste caso, contudo, é recomendado que haja uma normativa interna para conscientizar o colaborador da proibição quanto ao uso do celular no ambiente de trabalho. Para isso, a empresa pode firmar um acordo de compromisso com o colaborador, a ser assumido no momento da contratação ou ao longo da relação de trabalho. Contudo, antes de haver o desligamento, a empresa pode adotar penalidades graduais, iniciando por uma notificação verbal, depois escrita, e a sequente suspensão do colaborador.

Para empresas que consideram o uso do celular um importante aliado, vendo a necessidade de apenas conscientizar seus colaboradores sobre os perigos de abusar do privilégio, uma boa forma é incetivar a autorreflexão por parte do colaborador sobre o tipo de utilização que o mesmo dá ao celular durante o expediente. Seu uso está relacionado ao desempenho do seu trabalho ou com outras questões pessoais? É possível imaginar uma mudança significativa em sua produção se não usasse seu smartphone no ambiente de trabalho? A partir dessa análise, é possível adotar medidas que administrem o uso consciente do aparelho.

Para alguns colaboradores, evitar a utilização do aparelho pode ser uma tarefa difícil. Afinal, é quase impossível ignorar qualquer notificação ou chamada, seja ela importante ou inútil. A chegada de uma mensagem de texto, a tela acendendo ou vibrando com uma notificação, o celular tocando… tudo isso contribui com um cenário de distrações contínuas que afetam diretamente o nível de concentração do colaborador.

Se esse for o caso, o ideal é que o gestor estimule sua equipe a colocar o aparelho em modo silencioso e, preferencialmente, guardá-lo na gaveta, utilizando-o apenas durante as pausas do trabalho ou ao completar uma tarefa. Permitir pequenas pausas no trabalho para uso de smartphones traz resultados produtivos, melhorando o cumprimento de prazos e aumentando o desempenho. Além disso, aos poucos, a tendência é criar um novo hábito e cultura dentro da organização, em que o colaborador é capaz de desenvolver o autocontrole e utilizar o aparelho não como um elemento de distração, mas como a poderosa ferramenta que ele realmente é.

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