Otite: a famosa infecção de ouvido

Otite: a famosa infecção de ouvido

A famosa infecção de ouvido, muito comum entre crianças, recebe um nome diferente na medicina: otite.

Um dos alvos dessa infecção é ouvido médio, o espaço cheio de ar atrás do tímpano que contém os pequenos ossos vibratórios do sistema auditivo. Uma lesão em qualquer dessas partes pode comprometer a transmissão das ondas sonoras para o nervo auditivo, levando à perda de audição parcial ou mesmo total.  

Quando a otite atinge essa região, ela recebe o nome de otite média, podendo ser aguda (com duração inferior a 6 meses) ou crônica (casos recorrentes e duradouros). Mais comumente causada por bactérias, ela pode ser provocada também por vírus. A inflamação causada por um resfriado, por exemplo, pode prejudicar o funcionamento da tuba de Eustáquio, a tuba auditiva que liga o ouvido médio à faringe, comprometendo a ventilação dentro do ouvido. O acúmulo de líquidos no ouvido médio promove o ambiente perfeito para a colonização de bactérias, levando à infecção, aumento da pressão da região e, consequentemente, à otite média.

Anualmente, a forma aguda da doença afeta cerca de 11% da população mundial. Metade desses casos ocorre em crianças com menos de cinco anos de idade. Além disso, entre os afetados, 4,8% desenvolvem otite média crônica supurativa. No caso de otite crônica, o risco aumenta em presença de infecção nos primeiros meses de vida, casos recorrentes ou acúmulo persistente líquidos no ouvido.

Por que esse processo é ainda mais comum na infância? Nas crianças, a tuba de Eustáquio é anatomicamente mais angulada, o que favorece seu entupimento em casos de infecção respiratória. Por essa questão anatômica e outros motivos relacionados ao sistema imunitário na infância, a idade é um dos principais fatores de risco da doença. Estatísticas revelam que existem dois picos de incidência da otite média: um entre 6 e 18 meses de vida e outro entre os 4 e 5 anos de idade.

Além da idade, outros fatores de risco incluem histórico de otite na família, presença de doenças congênitas, como Síndrome de Down, sistema imunológico debilitado, alergias respiratórias, resfriados e infecções das vias respiratórias superiores frequentes, poluição do ar e exposição à fumaça de cigarro e falta de amamentação.

Aliás, você já ouviu falar do “ouvido de nadador”? Esse é o nome popular da otite externa, isto é, da infecção de ouvido que afeta o ouvido externo, causando dor, inclusive, ao movimentar a orelha. Trata-se de uma manifestação igualmente perigosa da doença, que costuma afetar crianças e, como o próprio nome diz, nadadores, devido ao contato constante com a água.

Como saber se é otite e o que fazer?

Algumas pessoas não apresentam sintomas de otite média. Quando apresentam, no entanto, eles costumam incluir dor de ouvido de leve a intensa, febre, dores de cabeça, líquido espesso saindo do ouvido, perda de apetite, vômitos e mal-humor. Também é comum ouvir um zumbido, ter a sensação de pressão no ouvido.

Nas crianças, os principais sintomas surgem repentinamente e costumam ser febre, dor de ouvido e perda auditiva temporária, enquanto em bebês, é comum notar apatia, falta de apetite, vômitos e diarreia, enquanto o bebê acaba por puxar a orelha frequentemente expressando o incômodo.

No caso de casos provocados por infecções respiratórias, os sintomas geralmente surgem de 2 a 7 dias após a infecção. É preciso buscar ajuda médica logo no primeiro dia em que surgem, principalmente se a dor for grave.

Os Doutores a serem consultados podem ser o Clínico Geral, o Pediatra ou o Otorrinolaringologista do Bem. Para chegar ao diagnóstico, o médico deverá considerar o histórico do paciente e os sintomas descritos, além de realizar um exame físico e auditivo no próprio consultório, para avaliar a região, entre outros exames.

Apesar de a maioria das otites médias serem causadas por bactérias, grande parte dos casos não demandam o uso de antibióticos, pois se resolvem espontaneamente em questão de 1 a 2 semanas. O antibiótico costuma ser indicado apenas em casos de otite bilateral, quando os sintomas são intensos, sem demonstrar melhora em 72 horas e a idade do paciente é inferior a 2 anos. Caso contrário, o tratamento geralmente é focado no alívio das dores e uso de anti-inflamatórios, se necessário.

Como se prevenir contra otite?

Já sabemos que as principais causas da otite média são vírus e bactérias. Mas, a boa notícia é que, atualmente, o calendário vacinal inclui imunização contra alguns dos principais vírus e bactérias causadores das otites médias, como Haemophilus influenza, Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e vírus Influenza (gripe). Dessa forma, manter a cartela de vacinação em dia já é o primeiro e mais importante passo em direção ao combate à doença.

Mas a prevenção não para por aí! É fundamental eliminar outros fatores de risco que podem provocar a doença. Para isso, as dicas são:

  1. Prevenir-se contra resfriados e crises alérgicas;
  2. Evitar o fumo passivo;
  3. Lavar as mãos frequentemente;
  4. Amamentar o bebê, mantendo o mesmo na posição vertical (principalmente se ele tomar mamadeira);
  5. Evitar o uso de chupeta.

Quer ter acesso à solução completa de saúde? Acesse nosso site: www.consultadobem.com.br 😉

Posts relacionados

1 Response

Deixe uma resposta