Atenção à Pneumonia!

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Você já ouviu alguém dizer “Não abra a geladeira com o cabelo molhado! Você vai pegar uma pneumonia!” ou “depois de pegar essa chuva, você vai ficar com pneumonia”?

O inverno chegou e com ele um risco maior de adquirir infecções respiratórias. Mas não porque o vento frio possa trazer a doença. O frio por si só não causa pneumonia.

Vamos acabar com alguns mitos!

O primeiro deles: ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, a pneumonia não é uma doença contagiosa. Diferente da gripe, que é uma doença de fácil proliferação, a pneumonia não costuma ser transmitida de pessoa para pessoa.

O tipo mais comum de pneumonia é causado por bactérias. A bactéria se aloja no pulmão do paciente, causando a infecção. Contudo, a doença também pode ser causa por vírus e fungos, por exemplo, mas com menor incidência.

Dessa forma, para surgimento da pneumonia é necessária uma infecção, geralmente bacteriana. No frio, contudo, o sistema de defesa funciona com mais lentidão ao mesmo tempo em que as pessoas tendem a ficar mais tempo em lugares fechados, o que favorece a invasão de germes e transmissão de vírus como o da gripe. Ou seja, portas abertas para a invasão das bactérias!

Mas o que é Pneumonia?

A pneumonia é uma infecção localizada nos pulmões, mais especificamente nos alvéolos pulmonares.

O ser humano possui dois pulmões, um de cada lado da caixa toráxica. Cada um deles contém milhões de alvéolos, estruturas microscópicas localizadas no final da árvore respiratória. Em contato com o sangue, os alvéolos são responsáveis por realizar as trocas dos gases respirados, permitindo a absorção de oxigênio pelo sangue e a eliminação de gás carbônico.

A pneumonia é causada quando um agente infeccioso penetra na região dos alvéolos. A irritação faz com que os alvéolos fiquem repletos de secreções, impedindo a troca de gases com o sangue. Com isso, a gravidade da doença depende diretamente da quantidade de avéolos contaminados pela pneumonia.

Apesar de os pulmões estarem constantemente em contato com germes e micróbios do ar e da boca, para impedir a pneumonia, eles possuem mecanismos de defesa próprios para manter a região dos alvéolos sempre limpa e livre de agentes infecciosos. São eles:

  • a tosse  (reflexo natural para expulsão de agentes invasores);
  • o sistema imunológico (que combate a formação e proliferação das doenças);
  • os microcílios protetores (que impedem a entrada de agentes infecciosos na região dos alvéolos).

Dessa forma, a pneumonia acontece quando um agente infeccioso penetra o pulmão enquanto o sistema imunológico está debilitado. Contudo, a evolução da doença depende de três fatores:

  • da agressividade do agente infeccioso;
  • da quantidade de micróbios;
  • do sistema imunológico do paciente.

Fatores de risco

O importante é manter o sistema imunológico sempre forte, capaz de combater qualquer infecção que tentar se instalar no aparelho respiratório. Para isso, alguns cuidados são necessários:

  • Não fumar: além de afetar o funcionamento das células do sistema imunológico, o tabaco causa irritação na árvore respiratória, altera a saúde dos micro-cílios e provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos.
  • Evitar/Combater infecções respiratórias virais: o vírus da gripe, por exemplo, causa lesões na região que comprometem a atuação do sistema respiratório, favorecendo a invasão de agentes infecciosos. Por isso, é muito comum o surgimento da pneumonia como complicação de uma gripe.

Além disso, algumas situações simples podem interferir nas defesas do sistema imunológico e, consequentemente, na capacidade de defesa do sistema respiratório:

  • Consumo de álcool
  • Mudanças bruscas de temperatura;
  • Ar-condicionado;
  • Pacientes com histórico de doenças respiratórias;
  • Resfriados não tratados
  • Idade superior a 65 anos.

Sintomas da pneumonia

Febre alta, tosse com expectoração, dor no peito ao se respirar fundo, falta de ar, dores pelo corpo e fraqueza são alguns dos sintomas mais comuns da doença. Além disso, pode-se citar:

  • Calafrios
  • Vômitos
  • Perda de apetite
  • Alterações da pressão arterial
  • Confusão mental
  • Toxemia (danos provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue)
  • Sangue misturado à secreção.

Diagnóstico da pneumonia

O exame clínico realizado pelo doutor, baseado nos relatos do paciente e exame físico, é suficiente para diagnosticar a presença da pneumonia. Para confirmar o diagnóstico, o doutor poderá solicitar uma radiografia. No caso de infecção, a região do tórax aparece como uma mancha branca, caracterizada pela presença dos alvéolos repletos de secreções.

O exame de sangue também poderá ser solicitado. Neste caso, o hemograma apontará uma grande elevação do número de leucócitos, característico de infecções bacterianas.

Tratamento de pneumonia

Quando a doença é detectada de forma precoce e com o uso correto dos antibióticos receitados pelo doutor, a melhora geralmente ocorre em menos de uma semana.

A internação só é necessária se o paciente já for idoso e apresentar um quadro avançado da doença, com febre alta e outras complicações. Caso contrário, o antibiótico é suficiente!


Dicas do Bem para evitar a pneumonia

  • Evite fumar e beber;
  • Evite ficar exposto ao ar-condicionado por longos períodos de tempo;
  • Esteja preparado para mudanças bruscas de temperatura;
  • Evite ficar em lugares fechados com pessoas gripadas ou que tenham contraído alguma outra infecção respiratória viral.

Quer saber mais? Consulte um Pneumologista do Bem. E aproveite este inverno!

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