Qual é a importância do pré-natal?

A importância do pré-natal

Será que o crescimento do bebê está normal? Posso pintar o cabelo? Estou dentro do peso recomendado? Estou tomando algum medicamento que pode prejudicar o bebê?

A gestação é um período de grandes transformações físicas e emocionais, geralmente acompanhado de inúmeras dúvidas, que aumentam à medida em que a barriga cresce! Para responder a todas elas, a gestante deve realizar o pré-natal, isto é, o acompanhamento médico de sua saúde e do bebê durante os nove meses de preparação. A realidade é que tudo o que a futura mamãe faz ou deixa de fazer durante a gestação tem grande influência na saúde do bebê. E, por isso, é tão importante seguir o pré-natal cuidadosamente.

O pré-natal é uma chance de acompanhar de perto a gestante durante a gravidez, não apenas para tirar as dúvidas corriqueiras dessa fase, mas para verificar o crescimento e desenvolvimento do bebê, providenciar os preparativos para o parto e os cuidados no pós-parto. É a oportunidade para manter a saúde da mãe e do bebê, atuando na prevenção de possíveis doenças, identificando fatores de risco da gravidez e realizando o diagnóstico precoce e tratamento eficiente de doenças, quando necessário. Receber acompanhamento adequado pode evitar complicações não apenas durante a gestação, mas também no momento do parto.

Quando começar o pré-natal?

O ideal é que o pré-natal inicie ainda antes da concepção, preferencialmente 3 meses antes, e dure até o pós-parto, por um período de 45 dias após o nascimento do bebê.

Quando o pré-natal tem início antes dos 9 meses de gestação, o Obstetra do Bem, médico responsável pelo acompanhamento da gestante, poderá realizar diversos exames para avaliar a saúde da paciente e prepará-la para uma gestação mais tranquila, segura e planejada. A ideia é conhecer seu histórico médico para prever complicações que possam acontecer durante a gestação e comprometer a saúde da mãe e do bebê. Entre as preocupações desse período estão:

  • Revisão das vacinas. Algumas vacinas importantes para evitar doenças congênitas são contraindicadas durante a gestação, entre elas a BCG, caxumba, sarampo, catapora, poliomielite e a tríplice viral que, por conter o vírus atenuado da rubéola, apresenta riscos para os fetos ainda em formação, podendo causar malformações ou mesmo o aborto. Para as gestantes com o calendário de vacinação atrasado, será preciso tomar as três doses contra a hepatite B e as três doses da vacina dT, contra difteria e tétano, além da  vacina contra a Influenza.
  • Exposição a doenças infecciosas que podem afetar a gestação;
  • Avaliação de doenças preexistentes na paciente;
  • Adoção de medidas preventivas, como o uso de ácido fólico, substância que previne malformações do sistema nervoso central do bebê, como a anencefalia.

Caso não seja possível adiantar o pré-natal, ele deve ser iniciado assim que a gravidez for confirmada, com consultas agendadas logo no primeiro trimestre.

Qual é a frequência das consultas no pré-natal?

Uma gestação dura em média 40 semanas, distribuídas em 3 trimestres. As consultas iniciais devem ocorrer mensalmente. A partir da 32ª semana, no entanto, as consultas passam a ser quinzenais ou até mesmo semanais, dependendo de cada caso. O número de consultas tende a aumentar no último trimestre como forma de avaliar riscos de parto prematuro e presença de doenças como pré-eclâmpsia e eclâmpsia, entre outras complicações.

Como é feito o pré-natal?

O pré-natal é baseado em um tripé: prevenção, diagnóstico e tratamento de possíveis complicações. As consultas periódicas permitem a realização de exames físicos e laboratoriais importantes para monitorar o crescimento da barriga e a saúde da gestante, por exemplo.

A primeira consulta é a mais longa. Nela, além de ser estabelecida a relação médico-paciente, o doutor verifica todo o perfil da gestante, procurando entender seu histórico de doenças, cirurgias, gestações, hábitos de vida e rotina, orientando como a mesma deve proceder durante a gestação. A segunda etapa da consulta é marcada pela prescrição de uma bateria de exames para avaliar a saúde da gestante, que inclui:

  • Hemograma completo para avaliação de anemia, comum em gestantes;
  • Tipagem sanguínea e fator Rh para prevenir a eritroblastose fetal (incompatibilidade do sangue da mãe com o do filho);
  • Glicemia de jejum para identificar a diabetes.
  • Coagulograma para determinar problemas sanguíneos;
  • Protoparasitológico de fezes (exame de fezes) para identificar infecções intestinais;
  • Exame de urina e urocultura;
  • Sorologias para hepatite B, HIV, VDRL (Sífilis), toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus;
  • Colpocitologia oncótica (Papanicolau) para identificar alterações no útero, fundamental na prevenção do câncer de colo de útero.

Os exames devem ser repetidos segundo orientação médica, geralmente logo após a metade da gestação, com a inclusão do exame de tolerância à glicose, para detectar a diabetes gestacional. Outros exames podem ser solicitados em caso de alterações nos exames principais, por exemplo. Além disso, em todas as consultas, são avaliados o ganho de peso, a pressão arterial e a altura uterina da mãe, bem como os batimentos cardíacos do bebê.

É importante lembrar que a realização de cada um dos exames prescritos é essencial para redução dos riscos de transmissão de doenças da mãe para o bebê ou suas sequelas, o que pode ocorrer tanto durante a gestação, quanto no parto.

Outro exame importante, que representa um momento marcante para a mãe por permitir o primeiro vislumbre do bebê e fornecer informações importantes sobre sua formação é a ultrassonografia. Geralmente, são solicitados 4 ultrassons. O primeiro é realizado logo na primeira consulta, via transvaginal com o objetivo de confirmar a gravidez, precisar o tempo de gestação e possível data de parto, avaliar se a gravidez é tópica ou ectópica (se o embrião está fora ou dentro do útero) e se a gravidez é única ou múltipla. É recomendado que o exame seja feito entre a 7ª e 8ª semanas.

Algumas semanas depois, entre a 11ª e a 14ª semanas, é feito o segundo ultrassom, chamado translucência nucal. Além de possibilitar ouvir os batimentos cardíacos do bebê e precisar sua idade gestacional, o principal objetivo do exame é avaliar algumas estruturas fetais para rastrear malformações do feto, em especial um líquido presente na região da nuca, capaz de indicar presença de doenças cromossômicas, como a Síndrome de Down.

Já entre a 20ª e 24ª semana da gravidez é realizado o terceiro ultrassom. Morfológico, ele apresenta com detalhes a aparência dos órgãos internos e externos do bebê. Ou seja, já é possível descobrir seu sexo e tamanho. Já no quarto e último ultrassom, realizado após a 35ª semana, são analisados alguns aspectos fundamentais já para o planejamento do parto, entre eles a posição do bebê no útero e a localização da placenta, bem como a respiração e a movimentação do bebê, entre outras informações.

Todos os exames são orientados para a identificação precoce de potenciais complicações e sua prevenção, sendo de extrema importância tanto para garantir a saúde da mãe, quanto do bebê.

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