Reposição Hormonal

Entenda a Relação Entre Reposição Hormonal e a Menopausa

Entenda a Relação Entre Reposição Hormonal e a Menopausa

É verdade que a menopausa pode se manifestar de formas diferentes em cada organismo, mas ela continua sendo uma fase normal na vida da mulher e nem de longe pode ser comparada a uma doença. Ela é tão natural quanto a menstruação ou uma gestação.

O problema é que ela vem acompanhada de uma série de sintomas incômodos e de muitas mudanças no organismo que podem, inclusive, representar riscos à saúde da mulher. Para aliviar esses sintomas, foi desenvolvido um tratamento chamado Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Famoso mas, ao mesmo tempo, muito polêmico e que gera muitas dúvidas. Para esclarecê-las, confira abaixo 10 perguntas e respostas sobre a reposição hormonal e a menopausa:

 

  • O que é menopausa?

Menopausa é um estágio natural e fisiológico da mulher após sua última menstruação espontânea. Segundo o Comitê de Nomenclaturas da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, a menopausa representa a mudança do estágio reprodutivo para o não reprodutivo da mulher. Em outras palavras, é o momento em que os ovários param de funcionar, deixando de produzir os hormônios estrogênio e progesterona, responsáveis pela ovulação (e, consequentemente, pela menstruação).

Essa parada na produção é gradativa e geralmente dura 1 ano, sendo chamada de climatério, fase que marca o período entre a última menstruação e a menopausa.

Como a menopausa varia de mulher para mulher, não existe uma idade exata para seu início, podendo ocorrer entre 45 e 55 anos, em média. Se surgir antes, é chamada menopausa precoce. Mas também pode ser tardia, se ocorrer depois dos 55 anos.

 

  • Quais são os sintomas da menopausa?

Os sintomas da menopausa variam em cada caso. O mais clássico é a ausência das menstruações, bem como as ondas de calor. Além disso, podem ser citados os suores noturnos, insônia, ressecamento vaginal, diminuição no desejo sexual, dor durante o ato sexual, irritabilidade, depressão, diminuição da atenção e redução da memória e perda de massa óssea, o que caracteriza a osteoporose.

 

  • Por que é necessário repor os hormônios?

Como a menopausa vem acompanhada da diminuição na produção de progesterona e estrogênio, hormônios relacionados ao funcionamento de outras partes do organismo, é comum que provoque o desequilíbrio do colesterol e das gorduras no sangue, aumentando as chances de doenças cardiovasculares, como ataque cardíaco. O estrogênio ainda é responsável pela fixação do cálcio nos ossos. Sem ele, fraturas ósseas se tornam mais comuns, devido à perda de cálcio dos ossos. Além disso, estudos recentes têm relacionado a falta de produção de estrogênio com o Mal de Alzheimer.

Por todos esses motivos, somados ao incômodo causado pelos sintomas da menopausa, a reposição hormonal pode ser uma solução necessária.

 

  • Como funciona a reposição hormonal?

Com o objetivo de aliviar os sintomas, e não de cessar o processo da menopausa, a reposição hormonal visa justamente repor os hormônios estrogênio e progesterona que deixaram de ser produzidos naturalmente pelo organismo. Ele pode ser feita por meio de terapias naturais, extraídas de substâncias animais, ou sintéticas, isto é, substâncias químicas produzidas em laboratórios, capazes de substituir os hormônios. O tratamento é geralmente realizado com dosagens relativamente baixas de estrogênio, por via oral ou transdérmica (adesivos sobre a pele ou gel).

 

  • Qual deve ser a duração do tratamento?

Assim como o momento de início do tratamento deve ser avaliado pelo médico para garantir bons resultados, sua duração é avaliada caso a caso. Lembrando que o período e duração corretas fazem toda a diferença para a eficiência do tratamento e apenas um médico é capaz de tomar essas decisões.

 

  • Quais os benefícios da Reposição hormonal?

Além de aliviar os sintomas da menopausa, fornecendo bem-estar para mulheres neste período, algumas doenças podem ser prevenidas com o tratamento. Como é o caso de doenças cardiovasculares e da osteoporose.

É fundamental lembrar que a menopausa aumenta os riscos de doenças cardiovasculares, como um infarto ou acidente vascular cerebral. Sem o estrogênio, o coração fica desprotegido, bem como o tecido gorduroso. Nesse sentido, a reposição hormonal contribui de forma positiva no reequilíbrio do organismo, influenciando nos níveis do colesterol bom (HDL) e reduzindo as chances de doenças coronarianas.

No caso da osteoporose, por sua vez, o estrogênio ajuda a fixar o cálcio nos ossos, atividade fundamental para evitar fraturas e aumentar a qualidade de vida da mulher.

 

  • Quais os possíveis efeitos colaterais?

Quando o assunto é hormônio, seja pelo uso da pílula anticoncepcional ou pela reposição hormonal, sempre há riscos envolvidos. Cabe ao médico avaliar cada caso, prevendo riscos e avaliando benefícios. Dessa forma, os riscos relacionados à reposição hormonal são: câncer do endométrio, aumento da gordura corporal, dores de cabeça, retenção de sal e líquidos, depressão, hipoglicemia, redução nos níveis de oxigênio nas células, espessamento da bílis e promoção de doenças da vesícula biliar, aumento das chances de fibrocistos no seio e de fibrose uterina, alterações na tireoide, coagulação sanguínea excessiva, entre outros. Por isso, é fundamental realizar o tratamento sob acompanhamento próximo de um Doutor.

 

  • Qual é a relação entre a reposição hormonal e câncer de mama?

Sabe-se que, particularmente para as mulheres, um fator de risco para o surgimento do câncer de mama é o desequilíbrio hormonal. Alterações nos hormônios progesterona e estrogênio, principalmente, parecem desempenhar um papel na possibilidade de multiplicação desordenada de células que, por sua vez, podem desencadear em câncer. Dessa forma, entre os fatores de risco para câncer de mama estão ser mulher e envelhecer, uma vez que a paciente fica exposta ao hormônio por mais tempo (desde sua primeira menstruação).

 

  • Quando a reposição hormonal não é indicada?

A reposição hormonal não é contra indicada quando a paciente apresenta:

  • Câncer de mama;
  • Trombose;
  • Doenças cardíacas prévias;
  • Doenças do fígado;
  • Diabetes mellitus;
  • Epilepsia;
  • Câncer de endométrio;
  • Enxaqueca;
  • Tabagismo;
  • Entre outros.

O médico deverá analisar cada caso para garantir que o tratamento seja indicado e benéfico para a saúde de sua paciente. Por isso, fique ligada!

 

  • Existe alguma opção mais natural para combater os sintomas?

Como a menopausa está relacionada a diversos sintomas e ainda doenças cardiovasculares e osteoporose, algumas mudanças no estilo de vida contribuem com o bem estar para alívio dos sintomas e ainda para reduzir os riscos cardiovasculares. Nesse sentido, as dicas do bem são:

Dica 1: Não fumar;

Dica 2: Evitar bebidas alcoólicas;

Dica 3: Manter uma dieta balanceada, baseada em fibras e cálcio;

Dica 4: Evitar consumo de sal em excesso;

Dica 5: Praticar exercícios físicos regularmente.

 

Para saber mais, consulte um Doutor do Bem! :) Encontre o mais próximo de você no www.consultadobem.com.br

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