Sepse é a doença que mais mata em UTIs!

Sepse é a doença que mais mata em UTIs!

Você sabia que a sepse é responsável por mais mortes do que câncer, AVC e infarto?

Segundo pesquisa realizada pela UNIFESP, a cada ano morrem mais de 230 mil pacientes nas UTIs em decorrência da doença! Além disso, 55,7% dos pacientes internados com sepse vão a óbito. Ela afeta ambos os sistemas público e privado de saúde no Brasil.

O que é sepse?

A sepse, também chamada de septicemia ou síndrome de resposta inflamatória sistêmica (SIRS), é conhecida como uma infecção generalizada. A doença é um conjunto de manifestações graves no corpo em decorrência de uma infecção – não é que a infecção está em todos os locais, ela pode estar localizada em algum órgão, por exemplo, e provoca, em todo o organismo, uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Isso pode causar mudanças na temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração, podendo chegar à disfunção de órgãos. O quadro pode evoluir também para um “choque séptico”, que ocorre quando a pressão sanguínea cai para níveis baixos e perigosos, reduzindo a oxigenação de órgãos, comprometendo seu funcionamento.

Fatores de risco da sepse

Qualquer processo infeccioso pode evoluir para um quadro de sepse e qualquer um pode desenvolver a doença. Entretanto, as condições de saúde mais associadas à complicação são:

  • Pneumonia;
  • Infecção abdominal;
  • Infecção renal;
  • Infecção da corrente sanguínea.

O risco aumenta se o paciente faz quimioterapia, possui ferimentos ou lesões, está com algum comprometimento de saúde e internado na UTI, esteja com cateteres intravenosos, sondas ou tubos respiratórios.

Alguns grupos de pessoas se enquadram em grupos de risco:

  • Bebês prematuros;
  • Crianças com menos de 1 ano;
  • Idosos;
  • Portadores de doenças crônicas (principalmente, diabetes e insuficiência cardíaca ou renal);
  • Usuários de drogas ou álcool;
  • Portadores de doenças autoimunes, como HIV.

Sintomas da sepse

Há alguns sintomas que podem indicar infecção generalizada:

  • Febre;
  • Taquicardia;
  • Dificuldade de respirar;
  • Pressão arterial baixa;
  • Menor quantidade de urina;
  • Ansiedade;
  • Desorientação;
  • Confusão mental;
  • Perda de consciência.

O diagnóstico da sepse é feito a partir da análise desses sintomas e pode ser finalizado e confirmado com um simples exame de sangue. Dependendo, podem ser realizados outros exames também, como exame de urina, Raio X e tomografia, por exemplo.

Tratamento da sepse

Se diagnosticada precocemente, o controle da doença é mais simples e as chances de recuperação do paciente são maiores. Ela pode ser administrada por meio de medicamentos como antibióticos e outros que elevem a pressão arterial.

Dependendo do caso, pode haver necessidade de realizar uma cirurgia para remover as fontes de infecção. Nos casos mais graves, é imprescindível que os pacientes fiquem sob vigilância da equipe médica.

Prevenção contra sepse

O risco pode ser reduzido, principalmente em crianças, pelo calendário de vacinação. É muito importante estar com as vacinas em dia! A higiene adequada é essencial também, principalmente, em relação aos equipamentos médicos, uma vez que isso pode contribuir para a prevenção de infecções hospitalares.

Cuidar de infecções que podem parecer “inofensivas” e fazer o tratamento correto para gripes ou infecção urinária, por exemplo. Isso pode auxiliar para prevenir o agravamento do quadro e a evolução do caso para uma sepse.

Além disso, praticar exercícios físicos e manter uma alimentação saudável são importantes também!

Sepse e o cenário da saúde

A sepse é uma das principais geradoras de custos tanto para o setor privado quanto para o setor público devido à necessidade de equipamentos sofisticados, medicamentos caros e de uma equipe médica preparada.

Além disso, os dados chocantes sobre a letalidade da sepse estão relacionados à falta de acesso às UTIs, uma vez que, no Brasil, a disponibilidade de leitos é baixa (sobretudo, no sistema público). Por isso, somente pacientes mais graves tendem a ser admitidos nas UTIs, e isso pode significar um tratamento tardio, contribuindo para a letalidade dessa doença.

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