7 fatos que você precisa saber sobre déficit de atenção

7 fatos que você precisa saber sobre déficit de atenção

Dificuldade de atenção, inquietude e impulsividade: esses são os principais sinais do déficit de atenção ou Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (TDAH), como é oficialmente chamado.

A estatística pode assustar: de 3 a 5% da população infantil brasileira com idade escolar apresentam TDAH, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção. Mas não são apenas as crianças que sofrem com o transtorno.

Com surgimento geralmente na infância, se não tratado, o problema pode permanecer na fase adulta, comprometendo o desenvolvimento na escola e no trabalho, a realização de atividades, como planejamento e organização e contribuindo para baixa autoestima e relacionamentos problemáticos. Além disso, independentemente da idade, de modo geral, o TDAH é mais frequente no sexo masculino do que no feminino.

O que você precisa saber sobre déficit de atenção e como lidar com ele

Você conhece alguém que foi diagnosticado com TDAH ou suspeita que pode sofrer com o transtorno e gostaria de ajudar? Confira os 7 fatos que você precisa saber sobre TDAH e como lidar com ele:

1. TDAH é uma doença como qualquer outra

Pedir a uma pessoa com déficit de atenção para se concentrar ou se organizar é o mesmo de esperar que uma pessoa com deficiência auditiva escute uma música.

O TDAH é um transtorno neurobiológico crônico. Trata-se de uma síndrome, isto é, um conjunto de sintomas, caracterizada por distração, agitação, impulsividade, hiperatividade, esquecimento, desorganização entre outros.

2. Os sintomas são uma combinação de desatenção, hiperatividade e impulsividade

Entre os sintomas relacionados à desatenção estão: não escutar quando chamam seu nome, não prestar atenção a detalhes, cometer erros por descuido, esquecer de informações do cotidiano, ter dificuldade de se concentrar em tarefas ou atividades, mesmo as mais lúdicas, não seguir instruções, não concluir tarefas ou lições de casa, ter dificuldade para realizar planejamentos, não conseguir organizar tarefas ou atividades, se distrair facilmente devido a estímulos externos ou em seus próprios pensamentos e evitar ou não gostar de tarefas que exijam esforço mental prolongado.

Podem somar-se a eles, ainda, os sintomas comuns de hiperatividade ou impulsividade, que incluem: falar demais e em momentos inadequados, não aguardar sua vez de falar, levantar-se da cadeira em momentos em que deveria ficar sentado, mover mãos e pés ou se contorcer na cadeira, apresentar sensações de inquietude, ser incapaz de participar de forma calma de atividades de lazer, não ficar confortável depois de algum tempo parado, ter dificuldade de esperar a sua vez, interromper conversas e atividades ou intrometer-se em atividades de outros sem que seja convidado.

3. A causa ainda não foi descoberta

A origem do transtorno ainda não foi descoberta. Contudo, há um consenso relativo à sua natureza: trata-se de uma combinação entre fatores genéticos e ambientais. Dessa forma, a pessoa apresentaria anormalidade em diversos genes que, quando combinados a um ambiente inapropriado, provocariam alterações na estrutura cerebral. Essas alterações já foram, inclusive, detectadas em estudos e exames de imagens realizados em pacientes diagnosticados com TDAH, como na região do cerebelo e córtex pré-frontal.

De fato, pesquisas apontam que em média 76% dos casos da doença são hereditários. Além disso, outros fatores podem elevar o risco de desenvolvimento do transtorno, como o baixo peso ao nascer ou, na gestação, o tabagismo, consumo de álcool e uma dieta pobre ou inadequada.

Em contrapartida, apenas os componentes genéticos podem não ser suficientes para desenvolver a doença. Dessa forma, os componentes ambientes desempenhariam um papel de gatilho. Podem-se citar, nesse caso, problemas familiares, abuso infantil, negligência familiar ou mesmo presença de infecções, como encefalite).

4. Há pelo menos 3 tipos

Há pelo menos três tipos amplamente aceitos de TDAH considerando a presença ou não da hiperatividade e impulsividade:

  • Tipo Desatento;
  • Tipo Hiperativo-Impulsivo;
  • Tipo Combinado.

5. Apenas o médico é capaz de diagnosticar

A tendência é buscar ajuda médica apenas quando há hiperatividae. Contudo, com ou sem hiperatividade, é preciso buscar ajuda especializada. Os profissionais preparados para o diagnóstico e tratamento de casos de TDAH são o Psiquiatra, o Neuropsiquiatra, o Neuropediatra e o Neurologista. O diagnóstico para TDAH é inteiramente clínico, baseado no histórico completo do paciente, além de seu dia a dia e contexto familiar, e exige bastante cuidado e experiência

Para ser diagnosticada com TDAH, em geral, é preciso que a criança apresente seis ou mais sintomas por um período superior a seis meses. No caso de jovens ou adultos acima de 17 anos, é preciso apresentar apenas cinco desses sintomas.

6. Substitua as repreensões e castigos por elogios e reconhecimento

Após diagnosticado o transtorno, é importante iniciar um tratamento adequado que poderá incluir tanto o uso de medicamentos como a psicoterapia (inclusive para a família).

Algumas abordagens novas deverão ser adotadas para lidar de forma mais produtiva e adequada com o paciente, especialmente na idade infantil. A primeira dela é a eliminação de castigos e repreensões para dar lugar a uma abordagem mais positiva, focada em elogios, reconhecimento e valorização de suas qualidades, bom comportamento e nos momentos em que conseguir cumpri uma atividade até o fim e corretamente, apesar das limitações. Ser paciente e mostrar amor, sem expor ou constranger a criança, representa um reforço positivo que ajuda na elevação da autoestima e sua forma de relacionar e ver o mundo. O excesso de críticas é muito prejudicial para a criança.

Além disso, é importante que haja adaptações no ambiente escolar, com acompanhamento psicopedagógico e, se preciso, reforço escolar para contribuir com o desenvolvimento da criança, sem perder o interesse por aprender, e seu convívio social.

7. O tratamento começa em casa!

É importante ressaltar que, além de ser uma doença diagnosticável, o TDAH é um transtorno tratável O tratamento de TDAH é longo, mas efetivo e pode envolver algumas mudanças sutis, mas muito eficientes em sua rotina, tais como:

  1. Evite gritar, dizer a palavra não. Ao invés dessa postura negativa, aposte em conversas e diálogos que levem à reflexão, sempre utilizando palavras simples e frases curtas para otimizar o entendimento. Ser claro e objetivo com a criança que sofre de TDAH é essencial para garantir uma boa comunicação.
  2. Converse com a criança de forma paciente e calma até ter certeza que ela compreendeu. De preferência, ao comunicar-se com ela, procure ficar sempre a sua frente, mantendo olhos da criança na mesma altura dos seus.
  3. Estabeleça uma rotina em que seja possível passar mais tempo com a criança de forma a oferecer-lhe mais atenção. A companhia é importante para gerar confiança e ajudar a desenvolver habilidades e valores que, sozinha, a criança não conseguiria.
  4. Faça testes com a criança. Use formas mais criativas e técnicas de motivação para encorajá-la a concluir atividades e realizá-las corretamente. Mesmo técnicas de recompensa podem ser bastante eficientes no processo.
  5. Procure formas de elevar constantemente a autoestima da criança, seja com elogios, afeto ou recompensas.
  6. Ensine formas simples de organização e planejamento, como o hábito de utilizar uma agenda, o calendário e anotar atividades diárias. Dessa forma, a criança aprenderá a se organizar e estará menos propensa a esquecer detalhes ou perder informações nas atividades cotidianas.
  7. Imponha limites, regras e disciplina. Isso é fundamental para ensinar a criança a entender o que é apropriado ou não e que nem todas as atitudes são adequadas.

Essas ações vão contribuir muito com o desenvolvimento da criança e, até mesmo, de adultos. Contudo, a dica do bem mais importante que um ente querido de um paciente com TDAH pode receber é procurar saber o máximo possível sobre TDAH. Quanto mais você souber, mais capaz de ajudar e otimizar o tratamento do paciente você será!

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4 Responses

  1. lygia pistelli

    trabalhei durante 40 anos com crianças que apresentavam esse problema.Muito trabalho e muita compreensão dos familiares, professores e amigos. Não é fácil a cura mas melhora um pouco e facilita a vida de todos.
    Boa sorte de dedicação.
    LyGianni Pistelli.

  2. Lana cristina

    Toda criança com a faixa de 5 anos tem TDA? E normal nesta faixataria? Pois meu filho não presta atenção de forma alguma qdo vou fazer a lição de casa é bronca o tempo todo.poderia me ajudar?

    1. Lana, o TDA é muito comum, mas não é regra que toda criança tenha o distúrbio. Muitos fatores podem ser confundidos com TDA! É muito importante consultar um Doutor para que ele possa diagnosticar o seu filho. Não há como fazer isso à distância ou sem a análise de um especialista. Grande beijo!

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