Sífilis: entenda mais sobre a epidemia e como se prevenir

SÍFILIS: entenda mais sobre a epidemia e como se prevenir

Você sabe qual é a DST que atinge recém-nascidos na mesma proporção que atinge adultos? Essa doença existe e leva o nome de sífilis. E o motivo de estarmos falando dela hoje é muito importante.

O ministério da Saúde acaba de informar que o Brasil está enfrentando uma epidemia de sífilis que já atingiu mais de 230 mil pessoas desde de 2010. Em que lugares do Brasil? Mais de 60% dos casos estão no Sudeste. Um número alarmante considerando dados dos anos anteriores e principalmente as taxas de incidência em recém-nascidos, que estão crescendo de forma expressiva.

O que é sífilis e quais são os 4 estágios?

Altamente perigosa, a sífilis é causada pela bactéria Treponema Pallidum. Comumente transmitida por relação sexual desprotegida com parceiro infectado, a doença surge como uma ferida indolor e progride em estágios, mas pode ser tratada e curada em questão de dias com tratamento adequado.

A doença apresenta 4 estágios com os seguintes sintomas:

Sífilis Primária

Um mês após o contágio, surge o principal sintoma, uma lesão genital sem secreções e com a borda endurecida na região da cabeça do pênis, nos lábios vaginais, colo do útero, ânus, boca ou outros locais de contágio.

  • A ferida é indolor, sem pus, não coça e não arde;
  • Surge entre 10 e 90 dias após o contágio.

Sífilis Secundária

A bactéria continua a se reproduzir no organismo e até atingir outros órgãos, provocando feridas e manchas na pele por todo o corpo.

  • Não há coceira, mas podem haver ínguas no corpo;
  • Surgem entre 40 dias e seis meses após o surgimento da ferida inicial.

Sífilis Terciária

Com lesões maiores na pele e podendo atingir o sistema nervoso, a doença pode causar problemas neurológicos, cardiovasculares e até a morte.

  • Pode surgir de 2 a 40 anos depois do início da infecção.

A doença é mais contagiosa nos estágios primário e secundário da infecção. De todo modo, é preciso evitar relações sexuais até que a bactéria seja totalmente eliminada do organismo, o que pode levar cerca de 15 dias após o início do tratamento.

Sífilis Latente

Fase sem sintomas ou sinais que pode evoluir para forma secundária ou terciária da doença.

  • Pode ser recente, quando surge com menos de um ano de infecção, ou tardia, com mais de um ano de infecção.

Como diagnosticar sífilis?

Seu diagnóstico é feito por meio de exames físicos e laboratoriais, de forma simples e assertiva.

O SUS oferece ainda o teste rápido (TR), apresentando o resultado em 30 minutos. Se o resultado der positivo, é necessário coletar uma amostra de sangue para realização de exame laboratorial para confirmação do diagnóstico.

Como tratar sífilis?

Pode ser tratada e curada por meio da utilização de penicilina, o primeiro antibiótico descoberto pelo homem, capaz de eliminar a bactéria do organismo. Mas é preciso que haja acompanhamento adequado de um Doutor para garantir a eficácia do tratamento em cada estágio da doença.

Como se prevenir contra sífilis?

A forma mais importante de prevenção é o uso de preservativo (masculino ou feminino) durante relações sexuais. Também é fundamental o acompanhamento da gestante durante o pré-natal para prevenir-se contra a sífilis congênita.

Relação entre gravidez e sífilis

Outra forma de transmissão da sífilis é da mãe infectada para a criança durante a gestação ou parto. Neste caso, a doença é conhecida como sífilis congênita.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 25% das gestantes infectadas transmitem a doença para seus bebês, o que representou 12 mil nascidos vivos com sífilis só em 2004.

Pois é, a sífilis congênita pode causar aborto. Nas crianças que nascem vivas, pode causar cegueira, surdez, pneumonia ao nascer, deficiência mental, problemas ósseos e malformações no feto. Além disso, quando a doença é diagnosticada no bebê, ele deverá ficar internado por um período de 10 dias para realização de exames e acompanhamento médico.

Para prevenir a infecção no bebê, portanto, é preciso que a gestante e seu parceiro recebam tratamento adequado durante o pré-natal. O tratamento é baseado no uso de penicilina benzatina, único medicamento capaz de prevenir a transmissão. Dessa forma, é possível reduzir o agravo para até 0,5 caso por mil nascidos vivos, segundo dados do Departamento de DST.

Quer ter acesso à solução completa de saúde? Acesse nosso site: www.consultadobem.com.br 😉

Posts relacionados

Deixe uma resposta