Síndrome de Burnout

Síndrome de Burnout

Síndrome de Burnout, o ponto máximo do estresse profissional.

“Hoje eu estou estressado!” ou “me sinto esgotada” são frases mais comuns do que o esperado quando o assunto é trabalho. Principalmente para aqueles que enfrentam uma jornada dupla ou ainda precisam administrar o lar.

Essa sensação de esgotamento profissional intenso devido à tensão emocional imposta pelo trabalho é tão comum (e perigosa) que recebeu um nome técnico: Síndrome de Burnout. Em uma tradução livre do inglês, o termo burnout significa queima total. Em outras palavras, como se toda a energia do indivíduo estivesse sendo consumida (ou queimada) pelas condições desgastantes de sua vida profissional, restando apenas um cansaço físico e mental intenso.

O estresse no trabalho vem acompanhado de insatisfação, baixa autoestima, desgaste e perda do comprometimento, o que prejudica o desempenho profissional e gera consequências indesejáveis para a empresa, como a baixa produtividade e o abandono de emprego, mas pode gerar problemas ainda mais graves para a saúde do profissional.

 

Para entender mais, respondemos algumas perguntas sobre esse distúrbio psíquico que precisa ser melhor entendido. Confira!

 

Em que tipo de profissionais a síndrome geralmente ocorre?

Profissionais que lidam constantemente com pressão emocional ou estão contínua e intensamente em contato com o público ou outras pessoas em situações estressantes parecem mais propensos a desenvolverem o problema, bem como aqueles que se dedicam de forma exagerada à vida profissional. Um exemplo são os profissionais da área da saúde que trabalham na dimensão técnica e emocional, lidando com a vida e a morte diariamente.

 

Como a síndrome surge?

O processo tem início por meio de um gatilho, isto é, um fator externo capaz de provocar estresse físico ou mental no profissional. Como resposta, o organismo é levado a liberar dois hormônios, o cortisol e a adrenalina, conhecidos como hormônios do estresse. Eles são responsáveis por preparar o corpo para enfrentar os momentos de tensão. Conforme o ambiente de tensão se torna crônico, o indivíduo começa a sofrer de um desgaste contínuo.

A síndrome obedece à 12 estágios, que são:

  1. Necessidade de autoafirmação ou provar ser capaz de tudo sempre;
  2. Dedicação intensificada e geralmente com a necessidade de se fazer tudo sozinho;
  3. Descaso com as necessidades pessoais;
  4. Recalque de conflitos, isto é, quando o profissional percebe o problema e resolve ignorá-lo;
  5. Reinterpretação dos valores: o trabalho passa a ser a única medida da autoestima;
  6. Negação de problemas: desvalorização do outro, com uso de cinismo e até mesmo agressividade;
  7. Recolhimento, isto é, comportamento anti-social;
  8. Mudanças evidentes de comportamento, com perda do humor;
  9. Despersonalização: prefere e-mails e mensagens ao contato físico;
  10. Vazio interior: sensação de desgaste e que tudo é difícil e complicado;
  11. Depressão;
  12. Síndrome do esgotamento profissional ou Burnout: que marca o colapso físico e mental.

O estágio 12 requer o auxílio médico e psicológico urgentemente, pois trata-se de uma situação de emergência.

 

Como a síndrome se manifesta?

Os sintomas da doença envolvem as dimensões física, emocional, psicológica e comportamental por meio de um processo de evolução gradual. Os mais comuns são:

  • Sensação de esgotamento físico e emocional, como sinal típico do problema;
  • Ausências e atrasos no trabalho;
  • Isolamento;
  • Pessimismo;
  • Baixa autoestima;
  • Despersonalização;
  • Reduzida realização profissional;
  • Perda da iniciativa;
  • Comportamento agressivo;
  • Mudanças bruscas de humor;
  • Dificuldade de concentração;
  • Lapsos de memória;
  • Ansiedade;
  • Depressão.

No corpo ainda é possível notar:

  • Dores de cabeça;
  • Cansaço e fadiga;
  • Dores musculares;
  • Insônia;
  • Distúrbios gastrintestinais
  • Imunodeficiência;
  • Disfunções sexuais.

 

Como é feito o diagnóstico?

Um dos primeiros objetivos do diagnóstico é a diferenciação entre a síndrome de um possível cansaço pontual devido a condições desgastantes de trabalho. Para isso, o Doutor deverá analisar todos o histórico do paciente, considerando informações sobre seu trabalho e os sintomas apresentados. Um fato a ser observado é a realização profissional do paciente, por exemplo.

 

No que consiste o tratamento?

O tratamento da síndrome de Burnout é realizado por meio do psicoterapeuta e consiste no uso de tranquilizantes e medicamento antidepressivos, se necessário, pois atuam no combate à ansiedade e à tensão. A psicoterapia e os exercícios de relaxamento, por sua vez, são fundamentais e podem ser grandes aliados no processo.

 

Quais as possíveis complicações?

Uma das principais complicações da síndrome é a depressão profunda ou o alcoolismo. Além do esgotamento, o paciente torna-se absolutamente desinteressado pela vida e começa a ter ideias suicidas. Por levar o organismo ao seu limite, pode ainda gerar diversas doenças e desordens, causando danos a curto ou longo prazo, muitas vezes irreversíveis. Por isso a necessidade de prevenção e combate e, se preciso, a realização de um tratamento adequado.

 

Como combater a síndrome?

Se você começou a se incomodar com o estresse diário do trabalho, se está no meio de um tratamento contra a síndrome ou se apenas deseja se prevenir contra ela, algumas ações simples e hábitos mais saudáveis podem fazer toda a diferença na sua qualidade de vida. Aqui vão 5 Dicas do Bem para ajudar neste processo:

  • Não diga “não” para os momentos de prazer. É crucial manter uma vida social saudável e desfrutar de momentos de lazer e descontração para evitar o estresse e promover qualidade de vida e bem estar para sua rotina.
  • Evite o uso de álcool, medicamentos tranquilizantes ou outras drogas para aliviar a tensão do dia a dia ou afastar a ansiedade e a depressão. Eles não são a melhor opção, pois não resolvem o problema, apenas adiam enquanto ele cresce.
  • Identifique os gatilhos (fatores externos) estressantes e elimine-os! É fundamental avaliar seu ambiente de trabalho para verificar se as condições são desgastantes e prejudiciais para sua saúde física e mental. Se preciso, considere a possibilidade de propor mudanças: novas formas de organizar suas atividades ou mesmo novas metas profissionais.
  • Pratique atividades físicas regularmente que, além de relaxar o corpo, libera hormônios que fornecem a sensação de prazer;
  • Alimente-se bem, mantendo uma dieta balanceada. Além de ser fundamental para o bom funcionamento do organismo, uma alimentação leve e rica em fibras e nutrientes é capaz de fornecer bem estar.

 

É possível manter um trabalho que gere prazer ao invés de esgotamento. Para saber mais, agende um consulta com um Doutor do Bem no www.consultadobem.com.br

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2 Responses

  1. Ótimo e esclarecedor artigo. É estarrecedor saber que uma síndrome cada vez mais comum não seja tão conhecida pelos profissionais e nem muito divulgada. Deveria ter campanhas para prevenção.

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