Sinusite: entenda o que é e veja 14 dicas para evitá-la

Sinusite: entenda o que é e veja 14 dicas para evitá-la

A sinusite é uma inflamação da mucosa dos seios paranasais – ou, como também são chamados, os seios da face (as famosas maçãs do rosto).

Mas o que são os seios paranasais?

Eles são espaços cheios de ar localizados dentro dos ossos do crânio e da face e conectados à cavidade nasal. São 4 no total: o frontal, o maxilar, o etmoidal e o esfenoidal.

Eles estão presentes dos dois lados da face e são simétricos. Mas não servem apenas para dar formato ao rosto! Eles desempenham diversas funções, especialmente para proteção do sistema imunológico, como umidificar e aquecer o ar respirado pelo nariz, e para proteção da região, como absorver o impacto durante acidentes ou em casos de trauma, afinal, regiões ocas recebem melhor os impactos e sofrem menos danos do que materiais maciços. Além disso, eles são responsáveis por aumentar a ressonância da voz e equilibrar as pressões intracranianas (como durante mergulhos, viagens de avião ou mesmo ao mudar de latitude, como ao subir a serra).

Quando ocorre a sinusite?

Outra função importante dos seios da face, também ligada à proteção das vias aéreas, é a secreção de muco, secreção cujo objetivo é defender a região do ataque de vírus, bactérias e outros micro-organismos. Os seios paranasais estão conectados à cavidade nasal por pequenos orifícios por onde acontece a drenagem do muco produzido. Quando, por algum motivo, há um aumento da produção de secreções, a drenagem dos seios da face é obstruída. A dificuldade de escoar o muco produzido congestiona os seios paranasais, causando, assim, a sinusite.

A sinusite, portanto, ocorre quando o muco não é corretamente drenado e começa a se acumular nos seios da face. Isso pode acontecer devido a dois fatores principais:

  • Infecções: bactérias, fungos e vírus;
  • Reações alérgicas: poeira, cheiro forte, choque térmico entre outros.

A sinusite pode ocorrer em qualquer um dos seios nasais, de forma unilateral ou bilateral. Além disso, ela pode se manifestar de 4 formas, de acordo com o tempo de duração dos sintomas:

  • Aguda: quando a infecção é temporária, com duração inferior a 4 semanas;
  • Subaguda: quando dura entre 4 e 12 semanas;
  • Crônica, também chamada rinossinusite: quando a inflamação tem duração superior a 12 semanas;
  • Recorrente: quando as crises ocorrem 4 ou mais vezes durante o ano.

Diferente da sinusite aguda, que geralmente se resolve em cerca de dias, a sinusite crônica é uma inflamação de difícil cura, mas que pode ser controlada com tratamento adequado.

Fatores de risco para sinusite

Entre os principais fatores de risco para surgimento da doença estão:

  • Reações alérgicas: exposição a alérgenos respirados juntamente com o ar, como poeira, poluição, ácaros, pólen, mofo, pelos de animais e fumaça de cigarro. Outras substâncias químicas também podem ser prejudiciais, como tinta, desinfetantes e produtos de limpeza;
  • Outras doenças: a rinite e a asma, por exemplo, podem favorecer o aparecimento da sinusite, bem como doenças que afetam a imunidade, como a AIDs ;
  • Desvio de septo nasal, pólipos nasais ou traumas na face;
  • Infecções respiratórias
  • Fumaça do cigarro.

A grande maioria dos casos de sinusite acontecem devido ao ataque de vírus ou crises alérgicas. Contudo, a obstrução do muco nos seios favorece a proliferação de bactérias, podendo dar origem à sinusite bacteriana, um quadro mais difícil de ser tratado e com tratamento diferenciado.

Quais os sintomas da sinusite?

A sinusite apresenta sintomas específicos somados à congestão e secreção nasais, tais como o corrimento nasal purulento, dor em volta dos olhos, dor de cabeça, sensação de pressão ao abaixar a cabeça, diminuição do paladar e do olfato, dor de ouvido ou dores no maxilar superior, inflamação na garganta, tosse, principalmente durante a noite, mau hálito e fadiga, irritabilidade ou náuseas.

Além disso, um sintoma clássico da sinusite é a dor facial. Passar os dedos sobre os seios nasais e sentir dor devido à pressão é muito comum nas crises de sinusite.

A sinusite crônica e a aguda apresentam sintomas parecidos, o que varia é a sua duração. Além disso, os sintomas tendem a ser mais intensos no caso da sinusite crônica.

Como diagnosticar a sinusite?

O diagnóstico da sinusite é clínico. Por meio da rinoscopia (endoscopia nasal), é possível tentar visualizar diretamente os seios paranasais para um diagnóstico mais acertado, ou recorrer a um exame de imagem. O mais utilizado atualmente é a tomografia computadorizada (TC), que fornece imagens muito bem definidas.

Tratamento para a sinusite

No caso da sinusite aguda, a simples lavagem da cavidade nasal com soro fisiológico e a aplicação de corticoides nasais em spray são suficientes. Para trazer mais alívio e ajudar a se livrar das secreções, também é recomendado beber bastante água e fazer compressas mornas sobre o rosto.

Quando a sinusite tem origem alérgica, é recomendado o uso de anti-histamínicos. Já os antibióticos são necessários apenas em caso de sinusite bacteriana. Caso contrário, seu uso pode até ser prejudicial, desregulando a flora bacteriana do paciente.

Os descongestionantes nasais, por sua vez, não costumam ser recomendados, pois estão associados ao alívio temporário dos sintomas. Quando o uso é suspendido, os sintomas acabam retornando rapidamente.

No caso da sinusite crônica, a prevenção das crises é sempre o melhor tratamento. Ela costuma estar associada à presença de desvio de septo nasal ou pólipos nasais, uma vez que ambos causam a obstrução da comunicação entre os seios paranasais e as vias nasais. Seu tratamento só pode ser determinado por um especialista, como um Otorrinolaringologista do Bem.

Como evitar a sinusite?

Para pacientes com sinusite crônica, a dica é: identifique os estímulos que podem ser responsáveis por causar a inflamação e evite-os. É fundamental evitar também a poluição e a fumaça de cigarro, por exemplo, e manter a mucosa nasal sempre hidratada. Além disso, é importante tratar a rinite alérgica e sempre combater gripes e resfriados com tratamentos adequados.

E ainda tem mais! Preparamos algumas dicas para ajudar você nessa tarefa.

14 Dicas do Bem para evitar crises de sinusite

    1. Faça o teste: qual é o seu alérgeno? Poeira, ácaros? Com o teste, você pode identificar o problema e evitá-lo para se prevenir contra as crises.
    2. Elimine alérgenos da sua vida: mantenha a casa sempre limpa, evite o acúmulo de poeira, mofo e contato com pelos de animais, insetos, ácaros. Lave a roupa de cama semanalmente e use fronhas e capas de colchão antiácaros. Substitua carpetes por outros tipos de piso, elimine os tapetes do quarto e troque cortinas por persianas. Mas não deixe de limpá-las semanalmente!
    3. Fique de olho nas doenças relacionadas: um simples resfriado ou gripe podem desencadear uma crise. Trate-se sempre com cuidado para evitar maiores complicações.
    4. Inale vapor e faça lavagem nasal: além de promover a limpeza das vias aéreas, evita a proliferação de microorganismos que se instalam na região quando esta se encontra muito ressecada, devido ao acúmulo de impurezas.
    5. Abuse da água: a água é grande aliada na fluidificação de todas as secreções do corpo, inclusive as do nariz!
    6. Evite o cigarro e a poluição: a fumaça do cigarro (bem como a poluição) prejudica o funcionamento dos cílios nasais, os pequenos pelos do nariz responsáveis por manter o “salão limpo”. Se eles não funcionam bem, as secreções se acumulam.
    7. Lave as mãos: mais propensas a carregar vírus e bactérias, as mãos devem estar sempre limpas, principalmente antes de tocar a boca, olhos ou alimentos.
    8. Proteja-se do frio: o nariz aquece, protege e filtra o ar. Dessa forma, no frio, o ar gelado fica na região por mais tempo para que não chegue aos pulmões sem antes ser aquecido. Ao sair de um ambiente fechado (quente) para um ambiente aberto (frio), o choque térmico pode paralisar os batimentos dos cílios por alguns instantes, favorecendo o acúmulo de secreções. Por isso é tão comum que pessoas com alergia fiquem com o nariz vermelho e inchado e comecem a espirrar quando está muito frio.
    9. Evite o ar condicionado: ele pode até manter a temperatura agradável, mas ele também é um vilão para quem tem rinite ou sinusite pois, além de retirar a umidade do ar e deixar o ambiente frio, ainda pode favorecer a concentração de poluentes. Por isso, desligue o aparelho sempre que possível.
    10. Tape o nariz para cheiros fortes: além de irritar as vias aéreas, podem desencadear crises de asma. Pessoas com quadros mais graves de rinite pode se tornar bastante sensíveis a cheiro forte de perfumes e aromatizantes, por exemplo.
    11. Não perca a vacina da gripe: vírus que causam infecções respiratórias também são responsáveis por inflamar as vias aéreas. Para se prevenir contra o vírus da gripe, é fundamental ficar em dia com a vacina.
    12. Evite animais: se o pelo dos animais, como cachorros e gatos, desencadeia a alergia em você, fique longe. Se não for possível, mantenha seu pet sempre limpo e não deixe que ele durma no seu quarto.
    13. Não fuja dos exercícios físicos: a atividade aeróbica é muito benéfica para o sistema cardiorrespiratório. Mas tenha cuidado. Realizar exercícios descontroladamente pode incitar crises. O ideal é iniciar as atividades de forma gradual, aumentando a intensidade aos poucos.
    14. Coma bem: manter uma alimentação saudável fortalece o sistema imunológico. O que significa menos doenças respiratórias e, consequentemente, crises!

Para saber mais, consulte um Otorrino do Bem e respire tranquilamente pelo nariz! Sem crises.

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