Tendências globais de saúde e bem-estar para empresas

Tendências globais de saúde e bem-estar para empresas

“Bem-estar é o novo luxo”, afirma o sociólogo francês Gilles Lipovetsky. Nessa linha, inúmeros avanços têm sido realizados continuamente, inclusive na área da tecnologia e medicina, para atender a esta nova demanda global: pessoas cada vez mais dispostas a consumir experiência e qualidade de vida.

Essa mesma tendência conquistou relevância no ambiente empresarial. O termo bem-estar expandiu sua definição e passou a incluir não apenas as dimensões física, emocional e mental, mas também a profissional e financeira. Segundo pesquisa realizada recentemente pela empresa Xerox, o bem-estar do colaborador gera um impacto de 86% no seu engajamento.

Tratar o bem-estar dos colaboradores como prioridade tornou-se a direção na gestão de Recursos Humanos. Existem diversos motivos que levam uma empresa a investir no bem-estar do colaborador como norte de sua cultura organizacional, entre eles: promoção de uma melhora no desempenho, disposição e comprometimento do colaborador, contribuição com a atração e retenção de talentos, promoção da missão, visão e valores da organização e redução de custos. Afinal, saúde debilitada e altos níveis de estresse são exemplos de fatores que elevam índices de absenteísmo, reduzem a produtividade e aumentam o turnover, podendo afetar diretamente a saúde financeira de uma empresa.

A chave para conquistar o engajamento do colaborador é desenvolver uma cultura forte de bem-estar. Isso significa valorizá-lo como o patrimônio mais importante da empresa e promover ações que comprovem esse valor. Para tanto, é necessário sair do básico de preocupar-se apenas com ginástica laboral, gestão de conflitos e oferta de benefícios em saúde. É preciso acompanhar as tendências globais e garantir que sua empresa tenha uma estratégia assertiva para promover saúde e bem-estar para seu quadro de colaboradores.

Em uma escala global, empresas estão mais comprometidas em promover a saúde e bem-estar do colaborador. E fazem isso por meio de diversos programas e ações, tais como:

  • Disponibilização de refeições saudáveis;
  • Oferta de ações para controle da saúde, como exames de saúde periódicos;
  • Subsídio a atividades esportivas;
  • Fornecimento de aconselhamento pessoal, assistência profissional para os colaboradores e seus dependentes relacionadas a apoio psicológico, serviço social, orientação financeira, entre outros;
  • Iniciativas para prevenir o estresse;
  • Programas para gerenciamento de peso;
  • Programa antitabagismo;
  • Campanha de vacinação;
  • Programa de apoio à maternidade.

Quais são as tendências globais de saúde e bem-estar para empresas?

Confira 5 tendências que orientarão o futuro da saúde no mundo e podem influenciar as estratégias da sua organização:

1. Smartphones consolidam seu papel no acesso à saúde

O smartphone está se tornando uma das ferramentas mais poderosas no acesso à saúde. A presença cada vez mais influente de aplicativos interativos, com soluções inovadoras nos mais diversos âmbitos da medicina (prevenção, diagnóstico, tratamento) está contribuindo com a consolidação dos smartphones como uma ferramenta essencial tanto para pacientes como para profissionais da saúde.

Smartphones já são utilizados por pacientes para acessar informações sobre hábitos de vida, alimentação saudável, atividades físicas, além de seu próprio estado de saúde e seus registros e laudos médicos completos em tempo real. Na perspectiva dos médicos, o smartphone é um instrumento que possibilita o acesso a ferramentas de diagnóstico, além de dados e arquivos do paciente em tempo real.

2. A indústria da saúde revela dificuldades na customização de serviços médicos

A indústria da saúde está passando por um período de revisão devido às limitações, tanto na falta de mão de obra qualificada para atendimento à demanda até o desequilíbrio dos investimentos. A tendência, portanto, é tornar o acesso cada vez mais independente ao usuário, provendo autonomia a pacientes desde a etapa da aquisição de opções para cuidados com a saúde até o acompanhamento dos tratamentos médicos.

Dessa forma, é possível concentrar esforços de forma mais assertiva e permitir a customização de serviços de saúde para cada caso, seja ele agudo, atendimento domiciliar etc.

3. Ascensão da medicina comportamental na promoção da saúde

A medicina comportamental é um campo interdisciplinar que integra os conhecimentos das ciências biológicas, psicológicas e sociais relevantes no processo de promoção do cuidado com a saúde. Com o aumento da demanda nos cuidados com a saúde psicológica e social e ainda considerando a sua relevância em número de casos e as despesas relacionadas a ela, a medicina comportamental tende a se apresentar como alternativa  para empresas que visam evitar ou solucionar o quadro de disfunções psicológicas em seus colaboradores.

Para isso, é importante que haja a combinação entre o incentivo e acompanhamento de um estilo de vida saudável com a indicação para a busca de médicos especializados quando necessário.

4. O corte de custos com cuidados na saúde é assunto de urgência global

Segundo informações do portal Saúde Business em 2015, custos com saúde já ultrapassaram o crescimento econômico em uma média de 2% nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD). Além disso, de acordo com informações do World Economic Forum (WEF), em 2022, até um terço de todas as despesas de saúde globais será originada de economias emergentes.

Esse cenário tem exigido uma reformulação do setor, pressionando órgãos públicos e privados a adotarem uma nova abordagem nos cuidados com a saúde, com soluções inovadoras e visionárias. Entre as soluções está o desenvolvimento de parcerias entre diferentes organizações de saúde que permitam a criação de sistemas economicamente viáveis, com foco em resultados e satisfação de pacientes.

5. Aumento da demanda e relevância da telemedicina na realidade empresarial

A telemedicina é uma forma de unir os recursos oferecidos pela tecnologia para promover interação entre profissionais de saúde e pacientes à distância, ampliando a assistência médica desde o diagnóstico até análise de resultados de exames de forma digital.Trata-se, portanto, de utilizar os avanços da tecnologia da informação e da telecomunicação a favor da promoção da saúde.

Segundo dados divulgados pela Accenture, a telemedicina deverá contar com um investimento anual até quatro vez maior até 2017, atingindo quase um bilhão de dólares de financiamento anualmente. Este aumento é atribuído a alguns fatores, como a viabilidade oferecida pela expansão do uso de smartphones, pela economia da iniciativa, que além de diminuir custos para empresas e seguradoras, reduz as despesas de pacientes e, ainda, o apoio do Governo, com políticas governamentais para incentivar e apoiar a tendência.

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