Torcicolo: como aliviar a dor e como tratar?

Torcicolo: como aliviar a dor e como tratar?

O torcicolo é exatamente o que o conhecimento popular diz: o pescoço trava!

A cabeça perde a flexibilidade de rotação e começa a apresentar uma grande tensão e limitação de movimento. Além da dor (quando há tentativa de movimento ou quando a região é apalpada) e a rigidez no pescoço, podem surgir outros sintomas como dor de cabeça, elevação do ombro do lado da torção, inchaço e tremor. Apesar de mais frequente em mulheres e pessoas de meia idade, o distúrbio pode afetar ambos os sexos em qualquer idade.

A realidade é que aquela tensão típica na região do pescoço pode ser inevitável para grande parte dos adultos. Isso porque a vida contemporânea envolve uma dose alta de estresse e o pescoço, por ser uma das áreas do corpo humano com mais quantidade de músculo, acaba absorvendo essa tensão.

Tratam-se, no total, de 16 músculos presentes na região do pescoço. O principal deles quando o assunto é torcicolo é o esternocleidomastoideo, músculo localizado próximo à jugular, na lateral do pescoço. Contudo, o torcicolo envolve mais do que apenas a região muscular, podendo afetar outras estruturas orgânicas, como o sistema nervoso, a pele, o labirinto e os olhos.

Tipos de torcicolo

Existem, portanto, diversos tipos de torcicolo, classificados de acordo com suas causas. São eles:

  • Torcicolo espasmódico: tipo mais comum da doença, sua causa está relacionada ao aumento do tônus muscular. Pode ser provocado pela sobrecarga física, movimentos bruscos ou súbitos e tensão emocional, entre outros fatores;
  • Torcicolo congênito: desenvolvida durante a gestação ou no parto, a doença é causada pelo encurtamento do músculo esternocleidomastoideo, gerando um quadro temporário ou definitivo. O diagnóstico e tratamento precoces trazem excelentes resultados e previnem complicações;
  • Torcicolo dermatogênico: causado por queimaduras ou retrações, ele surge quando a presença de lesão na pele do pescoço causa uma retração ou encurtamento da mesma, restringindo o movimento. Neste caso, o tratamento deve iniciar logo após sua detecção;
  • Torcicolo vestibular: causado por uma disfunção no labirinto (estrutura intra-auricular responsável pelo equilíbrio), alterando o equilíbrio da pessoa. Para compensar, o indivíduo busca compensar o desequilíbrio mantendo a cabeça inclinada para o lado. Dessa forma, esse tipo de torcicolo afeta não a musculatura, mas o próprio labirinto;

Além desses, existem ainda o torcicolo neurogênico, resultado de algum distúrbio ou acidente em nível neural, como AVC, torcicolo ocular, provocado pela paralisia de músculos envolvidos com a inclinação e a rotação da cabeça, e o torcicolo reumatológico, resultado da presença de doenças reumatológicas, capazes de alterar os músculos do pescoço.

É comum que os sintomas surjam durante a manhã, logo após acordar, mesmo que no dia anterior não tenha sido notado nenhum sinal de rigidez na região. Os sintomas costumam ter duração de, no máximo, uma semana. Nos casos em que os episódios são esporádicos e os sintomas não ultrapassam esse limite de tempo, o paciente pode realizar um tratamento por si mesmo. Contudo, se a duração da crise se tornar mais longa ou os episódios de torcicolo se tornarem comuns, é recomendado procurar um Ortopedista do Bem.

Como tratar o torcicolo?

O tratamento do torcicolo inicial é baseado no repouso. O relaxamento é um passo importante para combater o tensionamento da região. Além disso, outras medidas podem ser recomendadas pelo Doutor do Bem, tais como:

  • Medicamentos: o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares podem ajudar no combate ao sintomas;
  • Exercícios físicos: praticar exercícios com suavidade, lentidão e muito cuidado pode ajudar. Um exercício sugerido é a realização da rotação da cabeça, tentando mexer o pescoço de um lado para o outro. Contudo, as atividades físicas, como correr, caminhar e praticar esportes, durante episódios de torcicolo são proibidas, pois, apesar de ajudar na prevenção de crises, podem são prejudiciais durante os episódios por aumentar a contração muscular;
  • Massagem: deslizar as mãos ou os dedos leve e suavemente na região afetada pode proporcionar o alívio à dor e relaxamento do músculo tensionado;
  • Colar cervical: útil para imobilizar o pescoço durante o repouso, ele pode ser usado como forma de proteger a região. Na falta do colar cervical, é possível utilizar toalha macia presa de forma firme ao redor do pescoço;
  • Compressas quentes e frias: como o calor auxilia no relaxamento muscular e o frio auxilia no alívio da dor, intercalar compressas quentes e frias pode auxiliar no processo;
  • Técnicas de relaxamento muscular e atividades físicas: fisioterapia, acupuntura, yoga, pilates e natação são algumas técnicas indicadas para casos frequentes. Além de não sobrecarregar o pescoço, elas aumentam o relaxamento, alongamento e a flexibilidade;
  • Cirurgia: em alguns casos, como no torcicolo congênito ou dermatogênico, a intervenção cirúrgica pode ser necessária para correção do músculo ou da pele, respectivamente.

Como evitar o torcicolo?

O ponto mais importante é evitar o estresse e elevar a qualidade de vida. Para isso, ao mesmo tempo em que é importante eliminar os fatores estressores da rotina, evitando situações que possam gerar estresse, é fundamental investir em experiências que possam promover bem-estar e aumentar o lazer e a satisfação no dia a dia.

Além disso, outras ações simples podem fazer toda a diferença:

  1. Investir no alongamento diário;
  2. Praticar atividades físicas regularmente, como forma de fortalecer a musculatura, melhorando a postura e reduzindo o estresse;
  3. Substituir o colchão e os travesseiros por modelos mais anatômicos e confortáveis;
  4. Utilizar cadeiras ergonomicamente adaptadas para favorecer à postura;
  5. Alinhar o computador na altura dos olhos;
  6. Proteger o pescoço do frio e consequente tensão gerada por ele;
  7. Adotar o hábito de levantar objetos pesados do chão, flexionando totalmente os joelhos e evitando forçar a coluna.

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