Traumas emocionais podem causar dores físicas!

Traumas emocionais podem causar dores físicas!

Sabe aquela dor no coração, a famosa sensação ruim no peito, muito comum após uma decepção amorosa ou a perda de um ente querido? Ela não é apenas força de expressão ou fruto da imaginação. Ela pode ser física, tão real quanto os sintomas de uma doença.

A realidade é que, cientificamente, não é exagero nenhum dizer que o sofrimento causa dor no coração. Muito pelo contrário, estocar mágoas, guardar rancor e acumular sofrimentos é prejudicial à saúde. E não estamos falando isso no sentido figurado, não. Traumas emocionais podem causar dores físicas e até mesmo doenças. E quem sofre com isso, geralmente, é o coração.

Segundo estudo feito pela Faculdade Imperial de Londres e divulgado pelo site Minha Vida, trata-se de um mecanismo de defesa do coração frente à alta carga do hormônio adrenalina, comumente liberada pelo organismo em situações de choque ou luto. Segundo pesquisadores, o processo acontece da seguinte forma: o músculo do coração enfraquece repentinamente e uma de suas câmaras muda de forma, ocasionando a (famosa) dor. A estimativa, inclusive, é que ela afete 100 a cada 1 milhão de pessoas por ano, ainda de acordo com o site.

A mesma região do cérebro que reage à dor física também é responsável por filtrar a dor emocional. Segundo pesquisadores, essa região é o córtex cingulado anterior. Acredita-se que a dor emocional tende a se tornar física conforme a relevância que damos ao seu gatilho, isto é, à situação ou fato que a desencadeou. Isso acontece porque, dependendo da intensidade da dor, ela pode interferir na atividade cerebral, dificultando o envio de estímulos nervosos do cérebro para outras partes do corpo. Esse bloqueio pode interferir em alguma função do corpo já predisposta a desenvolver problemas ou ainda intensificar os sintomas de doenças.

Mas não é apenas a dor que caracteriza um período de dificuldade emocional. Coração acelerado, sensação de estômago revirado, tremedeira, intestino solto ou prisão de ventre e hipersensibilidade ao barulho são consideradas algumas das consequências físicas de traumas emocionais, como a perda e o luto.

Quais são os sintomas dos traumas emocionais?

Os sintomas relacionados à dor emocional ou sofrimento estão presentes em três âmbitos distintos: o físico, o psicológico e o social. Eles podem ser:

  • Físicos: úlceras, palpitações, dor no coração, hipertensão, alergias.
  • Psíquicos: irritabilidade, ansiedade, agressividade.
  • Sociais: queda de produtividade no trabalho, conflitos entre os familiares e amigos, tendência ao isolamento, apatia.

Além disso, o luto também pode estar associado ao surgimento de infecções no organismo. Acredita-se que o processo seja decorrente da redução das funções dos neutrófilos, parte do sangue rica em glóbulos brancos, isto é, estruturas responsáveis pela defesa do organismo contra a invasão de vírus e bactérias. A descoberta foi realizada na Universidade de Birmingham, no Reino Unido, e revelou ainda que esse processo acomete especialmente idosos.

Como lidar com traumas emocionais?

Infelizmente, ninguém está imune a passar por situações de choque emocional, como o luto, entre outros traumas. A diferença está em como lidamos com o processo. Em outras palavras, não é possível evitar o trauma, mas é preciso minimizar seus efeitos para evitar complicações. Pensando nisso, preparamos algumas Dicas do Bem que podem contribuir com o processo:

  • Compreenda que há um problema e assuma a responsabilidade sobre ele, sem medo de expor seus sentimentos;
  • Identifique precisamente o problema para não acabar descontando a mágoa ou raiva ao explodir com outras pessoas;
  • Viva o luto. É preciso compreender que cada pessoa reage ao luto de uma forma única. Algumas se calam e tendem a se isolar, enquanto outras tornam-se mais ativas, por exemplo. Assim como a forma de expressão, a intensidade e o tempo de duração do luto variam de pessoa para pessoa. A angústia não deve ser negada, para que possa ser superada. Para isso, tire um tempo para você processar a dor e aceitá-la, até que encontre meios de superação e seja suportável conviver com ela. Aos poucos, a dor vai se tornando mais organizada, sem oscilar de formas tão intensas, até se ajustar ao seu dia a dia;
  • Não crie expectativas com relação a outras pessoas para não se decepcionar. Apenas você pode ajudar a curar a sua dor. Por isso, busque em você todos os recursos necessários: praticar exercícios físicos, fazer terapia, viajar, entre outros;
  • Pratique o perdão, superando a dor e não apenas tentando esquecer o problema;
  • Converse com pessoas de confiança. Ao invés de acumular mágoas, coloque os sentimentos para fora. Extravasar os sentimentos ajuda a evitar dar a eles uma importância maior ou mais negativa do que eles de fato têm. Além disso, outras pessoas podem ajudar a ver as situações por outros ângulos, oferecendo alternativas que não haviam sido observadas antes;

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