A verdade sobre a Herpes Genital

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Você sabia que a herpes genital é causada por um vírus diferente da herpes labial? Que a transmissão do vírus pode acontecer mesmo quando não há feridas expostas? E que o uso de camisinha não elimina o risco da transmissão totalmente?

O que é Herpes Genital?

A Herpes Genital é uma doença causada pelo vírus Herpes Simplex tipo 2. Trata-se de uma infecção cíclica: ela oscila entre períodos ativos, quando apresenta sintomas e lesões visíveis nas genitais, e períodos de remissão, quando o vírus está dormente no organismo.

Você não vai pegar herpes na piscina ou ao utilizar o banheiro. Muito menos por usar roupas ou toalhas emprestadas. A Herpes Genital é uma doença sexualmente transmissível (DST). Como o vírus não sobrevive no ambiente por muito tempo, a transmissão raramente acontece de outra forma.

A maioria das transmissões ocorre no contato com as feridas abertas da doença. Contudo, o vírus é liberado mesmo nos períodos de remissão e pode estar presente nas secreções genitais, o que causa o contágio mesmo quando não há feridas para alertar o casal.

O vírus Herpes Simplex tipo 1, responsável pelo Herpes Labial,  também pode causar a doença. Transmitido dos lábios às genitais por meio do sexo oral, uma vez nessas regiões, o vírus passa a ser transmitido da mesma forma que o Herpes Simples tipo 2.

Diferenças entre Herpes tipo 1 e Herpes tipo 2

Herpes tipo 2: tipicamente responsável pelas lesões nos órgãos genitais, o vírus é especialmente perigoso por ser altamente contagioso quando há lesões ativas, e podendo ser transmitido mesmo nos períodos em que não apresenta sintomas.

Herpes tipo 1: geralmente responsável pelas lesões na boca, uma vez transmitido para os órgãos genitais, contamina a região. A diferença é que suas crises costumam ser mais brandas e menos frequentes, além de a transmissão ser menos comum quando não há sintomas.

Fatores de Risco

O principal comportamento de risco relacionado à doença é manter vários parceiros sexuais e não usar camisinha, o que eleva as chances de contração da doença. Sabe-se que a transmissão em períodos de crise são menos comuns, uma vez que as pessoas tendem a evitar o ato sexual quando as feridas estão expostas. Dessa forma, a maioria das transmissões acontecem na fase assintomática. Por isso, é necessário utilizar preservativo mesmo quando não há sinal de sintomas.

Sintomas

É bastante comum que pacientes com o vírus herpes simplex tipo 2 não manifestem sintomas. A pessoa pode estar contaminada com o vírus mas nunca apresentar nenhuma crise ao longo de toda a sua vida. Alguns pacientes podem manifestar várias crises de herpes ao longo da vida, enquanto outros nem imaginam que tenham contraído o vírus.

A primeira crise apresentada é chamada infecção primária. Ela se manifesta alguns dias após o contágio e apresenta os seguintes sintomas:

  • Conglomerado de pequenas bolhas no pênis ou na parte de fora ou de dentro da vagina. Com o rompimento, elas formam úlceras;
  • Dores intensas na região;

Além da lesão, outros sintomas que acompanham a infecção primária são:

  • Febre;
  • Mal estar e dores no corpo;
  • Linfonodos na região da virilha;
  • Corrimento vaginal e/ou desconforto durante o ato sexual, quando a lesão está dentro da vagina;
  • Ardência ou dor ao urinar, se a lesão estiver próxima ao canal da uretra.
  • Duração média do episódio: 20 dias.

As crises seguintes tendem a ficar mais fracas e não apresentam outros sintomas além das bolhas e, posteriormente, úlceras que são menos doloridas:

  • Dores menos intensas;
  • Duração média do episódio: 10 dias (metade do tempo).

Diagnóstico

De forma geral, o Doutor é capaz de reconhecer facilmente as lesões durante as crises para diagnosticar a doença. No caso de lesões atípicas, o Doutor poderá solicitar exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico e identificar os tipos de vírus presentes no organismo do paciente.

Tratamento

A herpes genital é uma doença que tem tratamento e pode ser controlada. Por meio de medicamentos antivirais, é possível gerenciar as crises evitar sua recorrência e que a mesma se espalhe pelo corpo. Além de ajudar a curar as lesões mais rapidamente, eles aliviam os sintomas.

Mas a doença ainda não tem cura. Apresentando ou não os sintomas, uma vez contaminado, o vírus permanece no organismo ao longo de toda a vida.

Dicas do bem para combater a Herpes Genital

Como a Herpes Genital é uma DST, a prevenção é feita pelo uso de preservativo. Mas é preciso ter cuidado: o preservativo nem sempre é capaz de cobrir toda a área afetada ou exposta, o que compromete a proteção durante a relação sexual. Se você notar qualquer lesão, não pratique a atividade sexual, principalmente se a área estiver desprotegida.

Depois de infectado, o vírus permanece alojado no corpo por toda a vida. Enquanto algumas pessoas apresentam apenas um episódio, outras pode apresentar várias crises ao longo do ano.

A herpes genital pode ser bastante incômoda durante as crises. Algumas medidas, no entanto, podem ser tomadas para reduzir sua quantidade e aliviar os sintomas. Confira nossas dicas:

  1. Como uma doença cíclica, as crises podem ser desencadeadas por fatores específicos, como cansaço excessivo, estresse emocional ou físico, período próximo à menstruação ou outras doenças e infecções que debilitam o sistema imunológico, entre outros. Procure identificar o gatilho quando possível para poder se preparar e ter uma atuação precoce no combate à crise.
  2. Fique atento aos sinais! As vezes é possível perceber alguns sintomas que indicam que uma crise recorrente está prestes a acontecer. Alguns sinais podem ser incluir formigamento, coceira, ardência ou dormência na região.
  3. Tenha os medicamentos antivirais recomendados pelo doutor sempre à mão, bem como analgésicos ou anti-inflamatórios quando a dor estiver muito incômoda.
  4. Utilize tratamentos caseiros para aliviar os sintomas. O banho de assento, por exemplo, pode diminuir as dores, inclusive para ajudar a urinar.
  5. Evite utilizar: sabão, banhos de espuma, roupa íntima muito apertada, meia-calça. Prefira roupas de algodão.
  6. Limpe a região com sabão neutro e, depois do banho, mantenha a lesão completamente seca.
  7. Na gravidez: não é comum a contaminação do bebê enquanto no útero. Contudo, a contaminação pode ocorrer durante o parto, mesmo quando não há lesões expostas. Converse com o Doutor caso você já tenha manifestado a presença do vírus. Ele poderá recomendar medicamentos antivirais e até mesmo o procedimento cesariana para proteger o bebê da contaminação no parto.

Mulheres: para saber mais, consulte um Ginecologista do Bem.

E homens: consulte um Urologista do Bem. :)

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2 Responses

  1. Lucas

    Participo de um grupo para portadores de herpes. Lá trocarmos experiências, informações sobre tratamentos e nos apoiamos. É bem legal! Caso queria participar, me chame no whatsapp 31 99144-0561 (Lucas)

  2. Ivan s.

    Bom dia Lucas que bom te encontrar mano estou com heróis genital e sempre sofrendo com esta doença quero fazer parte deste grupo. É muitas crises. Mim chamo Ivan.

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